<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328</id><updated>2011-07-28T22:52:15.361-07:00</updated><title type='text'>MOURINHO DA CULTURA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>104</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8310213940710551389</id><published>2010-05-06T08:36:00.000-07:00</published><updated>2010-05-06T08:40:57.695-07:00</updated><title type='text'>A CATARSE DA GUERRA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S-Li9giyGgI/AAAAAAAAASs/BiF1SRcMJ5c/s1600/lebanon-.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 227px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S-Li9giyGgI/AAAAAAAAASs/BiF1SRcMJ5c/s400/lebanon-.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468182443916925442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;‘LIBANO’ DE SAMUEL MOZ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;TRATA-SE DO FILME VENCEDOR DO LEÃO DE OURO DO ÚLTIMO FESTIVAL DE VENEZA. É UMA PRIMEIRA OBRA DO REALIZADOR ISRAELITA SAMUEL MOZ, FEITO A PARTIR DAS SUAS MEMÓRIAS, QUASE VINTE CINCO ANOS DEPOIS DE TER SIDO SOLDADO (TRIPULANTE DE UM BLINDADO) NA GUERRA DO LÍBANO NO VERÃO DE 1982. CHAMA-SE ‘LÍBANO’, PORQUE SE REFERE NÃO APENAS A UM PAÍS OU A UMA GUERRA, MAS A UM RETRATO DE UMA GERAÇÃO (‘GERAÇÃO LÍBANO’ TEM AGORA PERTO DE 50 ANOS, TINHA 20 NA ALTURA) MARCADA POR UM DOS MAIS VIOLENTOS CONFLITOS ISRAEL-ÁRABES, QUE CULMINOU NOS MASSACRES DE SABRA E CHATILA. IGUALMENTE DA FABULOSA ANIMAÇÃO DOCUMENTAL, ‘VALSA COM BASHIR’, REALIZADA POR ARI FOLMAN QUE ESTREOU HÁ DOIS ANOS. AMBOS SÃO DOIS SINCEROS, CORAJOSOS E CATÁRTICOS MANIFESTOS ANTI-GUERRA, PRODUZIDOS PELO CINEMA ISRAELITA. &lt;br /&gt;‘LÍBANO’ É UM ACTO DE CONTRIÇÃO E DE PERDÃO DO REALIZADOR A SI PRÓPRIO POR UMA SITUAÇÃO DE GUERRA QUE O TEM MARCADO PELA VIDA INTEIRA E QUE SÓ COM ESTE FILME PARECE TER CONSEGUIDO LIBERTAR-SE DE UMA FORMA CATÁRTICA. PASSA-SE PRATICAMENTE (CERCA DE 1H30) DENTRO DE UM  CARRO DE COMBATE OU COM O OLHAR PARA O EXTERIOR VISTO APENAS ATRAVÉS DO PERISCÓPIO DO ATIRADOR. E TUDO COMEÇA NO DIA 6 DE JUNHO DE 1982 (QUANDO POR ENGANO O APONTADOR (O PRÓPRIO REALIZADOR) ALVEJA POR ENGANO UM PARAQUEDISTA ISRAELITA. DEPOIS TODO O CENÁRIO É REALISTA, CLAUSTROFÓBICO E SIMBÓLICO DO INTERIOR DO VEÍCULO DE COMBATE ONDE INTERAGEM A TRIPULAÇÃO DE QUATRO JOVENS SOLDADOS DE 20 ANOS MAIS ACOSSADOS PELO MEDO DE MORRER DO QUE PELA VONTADE OU MOTIVAÇÃO PARA COMBATER. &lt;br /&gt;O BLINDADO MOVIMENTA-SE NUMA CIDADE-FANTASMA JÁ BOMBARDEADA PELOS ISRAELITAS MAS ONDE PARECE SER IMINENTE A QUALQUER ALTURA SEREM ALVEJADOS POR UM MÍSSIL ANTI-TANQUE. É UM ESPANTOSO E ADMIRÁVEL EXERCÍCIO DE CINEMA FEITA POR UMA PEQUENA EQUIPA JÁ QUE OS INTERIORES SÃO TODOS FEITOS EM ESTÚDIO NUMA RÉPLICA PERFEITA (EM CONCHA) DE UM CARRO DE COMBATE DA SUA PERFORMANCE (COM TODOS OS EFEITOS DA GUERRA, EXPLOSÕES, TIROTEIO, ETC) REGISTADO QUASE EM CIMA DOS ACTORES. OS ACTORES ISRAELITAS SÃO FABULOSOS E DESCONHECIDOS, QUE O REALIZADOR DIRIGE PRIMOROSAMENTE. ATÉ PORQUE O CENÁRIO NÃO PERMITIA MAIS GENTE. O ESPECTADOR VAI SENTIR QUASE NA PELE ESSE MEDO E TENSÃO E UM CHEIRO A CARNE HUMANA QUEIMADA, TAL COMO O REALIZADOR O SENTIU NA ALTURA. PELOS OLHOS DESSES ACTORES UM DELES QUE INTERPRETA A PERSONAGEM DE SCHMULIK (O DIMINUTIVO DE SAMUEL, O REALIZADOR) QUE VAMOS VER COMO UMA SIMPLES MISSÃO DE RECONHECIMENTO SE VAI TRANSFORMAR NUM TREMENDO PESADELO E NUM ARMADILHA QUASE MORTA, SEMPRE COM UM INQUIETANTE REALISMO. OS JOVENS SOLDADOS NÃO SÃO HERÓIS. SÃO SERES HUMANOS FRÁGEIS, INOCENTES, FORÇADOS E SEM GRANDE FORMAÇÃO MILITAR, PARA UM CONFLITO EM QUE PARECEM NÃO ACREDITAR, NEM SABER MUITO BEM O QUE ESTÃO LÁ A FAZER.&lt;br /&gt;ACABAM VITIMIZADOS PELO MEDO E PELA LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA: MATAR PARA NÃO MORRER.&lt;br /&gt;‘LÍBANO’ É UM GRANDE FILME DE GUERRA AO NÍVEL DE ‘APOCALIPSE NOW’ OU DE ‘ESTADO DE GUERRA’. NOS ÚLTIMOS OSCARES FICOU DE FORA PORQUE NÃO ESTREOU A TEMPO NOS EUA. UM FILME A TER EM CONTA NO PRÓXIMO ANO ATÉ PELA FORMA COMO TEM SIDO CONSENSUAL NA CRÍTICA. UMA HISTÓRIA INQUIETANTE QUE PODERIA SER NA SUA ESSÊNCIA, COMUM A DE MUITOS SOLDADOS PORTUGUESES QUE COMBATERAM NO ULTRAMAR, E QUE TALVEZ AINDA NÃO ESTEJA CONTADA NO CINEMA PORTUGUÊS DESTA FORMA TÃO PERFEITA E REALISTA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8310213940710551389?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8310213940710551389/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8310213940710551389' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8310213940710551389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8310213940710551389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/05/catarse-da-guerra.html' title='A CATARSE DA GUERRA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S-Li9giyGgI/AAAAAAAAASs/BiF1SRcMJ5c/s72-c/lebanon-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-5071752716174046955</id><published>2010-05-06T08:32:00.000-07:00</published><updated>2010-05-06T08:36:29.713-07:00</updated><title type='text'>O ‘ESTADO’ DO CINEMA PORTUGUÊS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S-Lh6-FEYAI/AAAAAAAAASk/jtqr4hi3KF0/s1600/BeatrizBatarda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 258px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S-Lh6-FEYAI/AAAAAAAAASk/jtqr4hi3KF0/s400/BeatrizBatarda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468181300794122242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Manifesto pelo Cinema Português (do qual fui subscritor) é mais uma resposta ao desconforto e ao panorama negativo da crise generalizada dos investimentos e mecanismos de apoio do Estado à Cultura. Produziram-se vários filmes portugueses nos últimos tempos, aliás, a maioria deles está nas selecções do IndieLisboa 2010. Um ano depois da Palma de Ouro de João Salaviza, apenas Manoel de Oliveira, (um dos mais rentáveis realizadores portugueses) com ‘O Estranho Caso de Angélica’, vai estar no Festival de Cannes, em Maio próximo. Não esquecer que Pedro Costa teve direito a edição de luxo dos seus filmes em DVD na famosa Criterion. No entanto, a Ministra da Cultura anunciou há dias, na sessão de abertura do IndieLisboa, uma revogação da Lei do Cinema para breve. &lt;br /&gt;Já na anterior legislatura se perdeu uma oportunidade de alterar uma legislação que está desajustada, por já não responder às necessidades dos vários agentes envolvidos no cinema (produtores, criadores, distribuidores, exibidores, actores, autores, canais de televisão generalista e por cabo, etc.), e também não dá resposta aos novos modos de produção e distribuição de conteúdos audiovisuais. É verdade que as televisões, inclusive RTP (apesar de ser co-produtora da maioria dos filmes portugueses), dá mais importância ao futebol do que ao cinema; cumprindo com altos e baixos a sua missão de serviço público, no que diz respeito à ficção nacional. Prevalece um quase monopólio da Zon Lusomundo ao nível da distribuição e exibição. Um grupo que entretanto tem sido co-produtor de alguns filmes nacionais, mas que os tira de sala uma semana depois da estreia, porque não estão a ser rentáveis. Os programas europeus (nomeadamente o Media) têm dificuldade em se adaptar às estruturas dos produtores nacionais e estes aos programas europeus. O FICA-Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual foi um logro: não criou cinema comercial, nem conteúdos rentáveis. Quebrou as expectativas dos produtores de conteúdos, dos canais privados, criou dívidas e conflitos judiciais com alguns dos beneficiados. E não desenvolveu um tecido empresarial ao nível das produtoras, capaz de ser o núcleo para a criação de uma pequena indústria audiovisual. E o Estado não cumpriu com a sua parte na contribuição financeira para o FICA. O ICA-Instituto de Cinema e Audiovisual tem cada vez menos dinheiro para os seus apoios. Já que este é proveniente de uma percentagem das receitas da publicidade nos canais privados. Havendo redução nos investimentos publicitários, entra menos receitas para o ICA. Por isso, resume-se a um organismo sem política, que se limita a distribuir (através dos sempre polémicos concursos) os apoios à produção cinematográfica, e sem que estes sejam monitorizados convenientemente. Por último, os espectadores portugueses não estão habituados, na generalidade, a ir ao cinema para ver filmes falados em português. E, quando vão, sentem-se ludibriados pela falta de identificação com o seu quotidiano. Ou, quanto mais não seja, pelo chorrilho de palavrões inseridos nos diálogos que tentam forçadamente dar um ar mais naturalista às personagens e ao drama. É preciso repensar o número e a importância dos festivais de cinema nacionais, já que muitos servem apenas as pessoas do universo do cinema e passam despercebidos do grande público. &lt;br /&gt;Se tudo isto se vem acentuando e evidenciando o clima de crise do sector, é verdade que a crise não se resume a problemas de financiamento do cinema português ou à exibição e distribuição dos filmes portugueses. É mais do que isso. Um dos grandes ‘calcanhares de Aquiles’ do cinema português é também a promoção e o marketing. Para além das grandes dificuldades que se colocam à internacionalização e às co-produções internacionais. Principalmente no espaço europeu, já que com os países africanos de expressão portuguesa e o Brazil, lá se vai fazendo alguma coisa. Salvo as óbvias diferenças, cerca de 50 % do orçamento dos filmes norte-americanos é destinado à promoção. Em Portugal, as verbas aplicadas na promoção de um filme são insignificantes e tornaram-se num jogo do empurra entre o produtor e o distribuidor. Paulo Branco, num processo que ia desde a produção à venda nos festivais e mercados internacionais dos filmes portugueses, perdeu o seu território. E era o único que sabia promover bem os seus filmes portugueses e europeus –pois em terra de cegos, quem tem olho é rei. Agora é a Zon Lusomundo a dominar não só o lançamento dos blockbusters norte-americanos, mas igualmente o circuito de distribuição e exibição dos filmes portugueses, com todos os benefícios e inconvenientes que daí advêm para os mesmos filmes. As campanhas de publicidade dos filmes independentes geralmente são quase improvisadas. Falta-lhes criatividade e utilizam-se os meios mais fáceis na grande incerteza, que são as datas de estreia dos filmes portugueses nas salas. Isto é só estreiam quando há um buraco na programação dos filmes americanos. A falta de investimento do cinema português em publicidade e marketing, reflecte-se nas imagens e nos materiais gráficos que os produtores proporcionam aos meios, para promover os seus filmes. As coisas têm melhorado com Internet, mas ainda falta muito para se conseguirem grandes resultados. E, por outro lado, há uma escassa contribuição para a criação de um star system e uma noção clara de que os trailers têm que ser bem feitos e eficazes, para cativarem o grande público. Os actores norte-americanos assumem que são a imagem de um filme e que ajudarem na promoção faz parte do seu trabalho. Em Portugal isto não é fácil porque os actores desdobram-se em muito trabalhos para sobreviverem. A maioria dos trailer dos filmes portugueses, realizados pelos próprios produtores em vez de especialistas, não ajudam de todo a levar espectadores às salas. Mesmo que se insinuem com cenas falsamente chocantes. Quanto à internacionalização e apoio à venda no estrangeiro dos filmes portugueses, o empenhamento do ICA é quase nulo. Limita-se aos stands na Berlinale e no Festival de Cannes em colaboração com a Associação de Produtores de Cinema. Seria mais útil estabelecer políticas eficazes de protecção e promoção internacional dos conteúdos audiovisuais nacionais. Talvez criando uma instituição independente que reúna membros de todos os sectores da actividade audiovisual, financiada pelos dinheiros públicos e por uma taxa sobre as bilheteiras de cinema, mas à margem do Governo – como acontece com a francesa Unifrance. Soluções imediatas não são fáceis, e discursos políticos de ocasião são dispensáveis. Há no entanto que aproveitar o ambiente de festa no IndieLisboa. As salas estão cheias, há grande apelo de público e dos profissionais (muitos estrangeiros), por isso este é um grande momento para reflectir e mudar algo neste ‘estado’ do cinema português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, jornalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-5071752716174046955?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/5071752716174046955/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=5071752716174046955' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5071752716174046955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5071752716174046955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/05/o-estado-do-cinema-portugues.html' title='O ‘ESTADO’ DO CINEMA PORTUGUÊS'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S-Lh6-FEYAI/AAAAAAAAASk/jtqr4hi3KF0/s72-c/BeatrizBatarda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8459559270929775801</id><published>2010-04-03T06:37:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T06:39:16.668-07:00</updated><title type='text'>‘UM LUGAR PARA VIVER’,  DE SAM MENDES</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S7dE_JiultI/AAAAAAAAASc/Xl_ljlBDLz4/s1600/awaywego.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 357px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S7dE_JiultI/AAAAAAAAASc/Xl_ljlBDLz4/s400/awaywego.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455905325266671314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FAMÍLIA TEM SIDO, UM TEMA RECORRENTE DO REALIZADOR SAM MENDES PELO MENOS EM  ‘BELEZA AMERICANA’, ‘REVOLUCIONARY ROAD’ E  ‘UM CAMINHO PARA PERDIÇÃO’ — ESTE SOBRE UMA ‘FAMÍLIA MAFIOSA’ — MAS QUASE SEMPRE ESTA É RETRATADA DE UMA FORMA MUITO NEGATIVA, DEPRIMENTE E NUCLEAR. PELO CONTRÁRIO ‘UM LUGAR PARA VIVER’ É PEQUENO ROAD MOVIE, FAMILIAR, (ESTRUTURADO EM CINCO EPISÓDIOS E UM EPÍLOGO) QUE TEM UM TOM DE COMÉDIA ROMÂNTICA LIVRE, INTELIGENTE E OPTIMISTA. SEM ACTORES MUITO CONHECIDOS  RECUPERA O ESPÍRITO POSITIVO DE PEQUENAS PELÍCULAS INDEPENDENTES, COMO ‘UMA FAMÍLIA À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS’ OU ‘JUNO’. UM JOVEM CASAL DE TRINTÕES INTERPRETADOS POR JOHN KRASINSKY (O GENRO DE MARYL STREEP EM ‘AMAR É COMPLICADO’) E MAYA RUDOLPH (UMA ACTRIZ VINDA DA TELEVISÃO E DO ‘SATURDAY NIGHT FIVE’) VÃO TER UM BÉBÉ E DECIDEM PROCURAR O MELHOR LUGAR PARA VIVEREM. PELO CAMINHO VISITAM VELHOS AMIGOS, FAMILIAS EXCÊNTRICAS E OUTRAS MAIS INSPIRADORAS DA FELICIDADE, AO MESMO TEMPO QUE PROCURAM ESSE TAL LOCAL IDEAL PARA SE ESTABELECEREM. MAS AFINAL PERCEBEM QUE SÓ PRECISAM APENAS UM DO OUTRO PARA SEREM FELIZES. UM LUGAR PARA VIVER TEM TEM TRÊS IDEIAS-CHAVE QUE  UM DOS FILMES MAIS TERAPÉUTICOS E OPTIMISTAS DA TEMPORADA:&lt;br /&gt;É UMA ANÁLISE SUAVE E DIRECTA DA COMPREESÍVEL INSEGURANÇA COM QUE TODOS NOS DEPARAMOS NOS DIAS DE HOJE EM RELAÇÃO AO AMOR E AFECTOS, À PATERNIDADE, AO NO NOSSO FUTURO E DOS NOSSOS FILHOS; ÀS VEZES NA VIDA É BOM DAR UMA VOLTA PARA VOLTARMOS AO MESMO SÍTIO. APESAR DE O MUNDO E A SOCIEDADE, E DOS SEUS VALORES NÃO ESTAREM À ALTURA DAS NOSSAS EXPECTATIVAS, CONTINUA A VALER A PENA SER POSITIVO, TER ESPERANÇA ACREDITAR NAS PESSOAS E NO AMOR.&lt;br /&gt;A DUPLA DE ACTORES COM DESTAQUE PARA JOHN KRASINSKY CRIAM GRANDES MOMENTOS DE HUMOR NUM FILME, QUE CONSEGUE O EQUILIBRIO PERFEITO DE SER AO MESMO TEMPO SÉRIO, ALEGRE E LEVE, SEM CAIR NA PIEGUISSE OU NA LIGEIREIZA COM TRATA OS SENTIMENTOS.  É UM FILME BASTANTE MUSICAL COM UMA BANDA SONORA EM QUE A MAIORIA DOS TEMAS SÃO ACÚSTICOS E COMPOSTOS PELO MÚSICO E GUITARRISTA BRITÂNICO ALEXIS MURDOCH QUE FEZ A MÚSICA DE ‘GARDEN STATE’, ‘VISTA PELA ÚLTIMA VEZ’, E DAS SÉRIES, ‘PRISON BREAK’ E ‘ANATOMIA DE GREY’. TEM AGORA UM ÁLBUM FABULOSO INTITULADO ‘ORANGE SKY’. COMO SEMPRE ACONTECE COM OS FILMES DE SAM MENDES TAMBÉM ESTE FOI MUITO APOIADO PELA CRÍTICA, MAS ACABOU POR PASSAR AO LADO DOS OSCAR. TAMBÉM NÃO DEIXA DE SER UMA IRONIA, QUE ESTE SEJA O PRIMEIRO FILME QUE O REALIZADOR ELEVA POSITIVAMENTE OS GRANDES VALORES DA FAMILIA: AMOR, PATERNIDADE, ESTABILIDADE, SEGURANÇA. UM ANO DEPOIS DE O TER TERMINADO, ANUNCIOU O SEU DIVÓRCIO DE KATE WINSLET.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8459559270929775801?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8459559270929775801/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8459559270929775801' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8459559270929775801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8459559270929775801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/04/um-lugar-para-viver-de-sam-mendes.html' title='‘UM LUGAR PARA VIVER’,  DE SAM MENDES'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S7dE_JiultI/AAAAAAAAASc/Xl_ljlBDLz4/s72-c/awaywego.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8258423268958428560</id><published>2010-03-30T10:06:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T06:37:13.732-07:00</updated><title type='text'>RUMORES DA SELECÇÃO OFICIAL CANNES 2010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S7Iw3KWuznI/AAAAAAAAASU/kkWVLbY0TjE/s1600/treeoflife.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 330px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S7Iw3KWuznI/AAAAAAAAASU/kkWVLbY0TjE/s400/treeoflife.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454475822929727090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A dezasseis dias do anúncio oficial correm já os primeiros rumores sobre os filmes que vão integrar a Selecção Oficial do Festival de Cannes 2010 e consequentemente a lista dos candidatos à Palma de Ouro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pouco mais de duas semanas do anúncio correm já em Paris os primeiro rumores sobre os filmes que vão integrar a Selecção Oficial do maior festival de cinema do mundo. A conferência de imprensa do 63° Festival de Cannes (de 12 a 23 de Maio de 2010), vai ter lugar no dia 15 de Abril e continua a reinar a incerteza, já que há vários filmes a serem terminados a contra-relógio para serem anunciados na Competição e chegarem a tempo ao Festival da Croisette. Nos candidatos à Palma de Ouro fala-se da insistentemente da presença quase certa de, Tree of Life, de norte-americano Terrence Malick; Biutiful, do mexicano Alejandro González Inárritu; Tamara Drewe, do britânico Stephen Frears; Another Year, do seu compatriota Mike Leigh, e duas películas coreanas: Poetry, de Lee Chang-dong, e The Housemaid, de Im Sang-soo. Poderão também constar desta selecção, mais dois filmes norte-americanos: Black Swan, de Darren Aronofsky e Miral, de su compatriota Julian Schnabel; Outrage, do japonês Takeshi Kitano, e duas longas-metragens argentinas: Carancho, de Pablo Trapero, e Ciencias Morales, de Diego Lerman. Quanto a títulos franceses a concorrência é muita e movimentam-se a pressões, mas por enquanto não há nada de concreto. Entre os favoritos encontra-se o muito aguardado Carlos, de Olivier Assayas (que apresentaria a sua versão mais extensa da vida do mítico terrorista; La Princesse de Montpensier, de Bertrand Tavernier), e Hors-la-loi, de Rachid Bouchareb. O muito falado Les Petits Mouchoirs, de Guillaume Canet curiosamente não figura entre as possíveis escolhas. A coproducção franco-italiana Copie conforme, do iraniano Abbas Kiarostami, poderá ser seleccionada mas Fora de Competição (tem como protagonista, Juliette Binoche, e no contexto do Festival de Cannes 2010 pareceria incompatível com a competição), assim como You Will Meet a Tall Dark Stranger, de Woody Allen, ou a película francesa de animação Le Chat du Rabbin, de Joann Sfar e Antoine Delesvaux. Entre os candidatos com mais possibilidades de competir na Croisette (numa lista exaustiva que não distinguem as várias secções: Competição, Un Certain Regard, Semana da Crítica ou Quinzena dos Realizadores) destacam-se ainda Socialisme, de Jean-Luc Godard; L'Autre Monde, do francês Gilles Marchand; Tournée, do seu compatriota Mathieu Amalric; Rabbit Hole, do norte-americano John Cameron Mitchell; Uncle Boonmee, do tailandês Apichatpong Weerasethakul; The Essence of Killing, do polaco Jerzy Skolimowski; duas longas-metragens romenas: Aurora, de Cristi Puiu e Principles of Life, de Constantin Popescu; Adrienn Pal, da húngara Agnes Kocsis, R U There, do holandês David Verbeek e All Good Children, da jovem realizadora britânica Alicia Duffy.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8258423268958428560?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8258423268958428560/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8258423268958428560' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8258423268958428560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8258423268958428560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/03/rumores-sobre-seleccao-oficial.html' title='RUMORES DA SELECÇÃO OFICIAL CANNES 2010'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S7Iw3KWuznI/AAAAAAAAASU/kkWVLbY0TjE/s72-c/treeoflife.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6623592012092084364</id><published>2010-03-26T06:29:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T06:31:06.330-07:00</updated><title type='text'>PARNASSUS – O HOMEM QUE QUERIA ENGANAR O DIABO,  DE TERRY GILLIAN</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6y3AhQTnAI/AAAAAAAAASM/l5KNo841ayc/s1600/the-imaginarium-of-dr-parnassus-image3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 241px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6y3AhQTnAI/AAAAAAAAASM/l5KNo841ayc/s400/the-imaginarium-of-dr-parnassus-image3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452934468393475074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A INTENÇÃO INICIAL DE TERRY GILLIAN NÃO ERA PROPRIAMENTE UMA HOMENAGEM FANTÁSTICA, MAS ACABOU POR SE TORNAR NUMA ALUCINADA ELEGIA FÚNEBRE AO MALOGRADO ACTOR AUSTRALIANO HEATH LEDGER, FALECIDO QUANDO O FILME ESTAVA AINDA EM RODAGENS.&lt;br /&gt;UMA MISTERIOSA CARROÇA DE FEIRANTES QUE CHEGA ÀS RUAS DE LONDRES OCULTANDO UMA MONTANHA DE SEGREDOS: DR. PARNASSUS (CHRISTOPHER PLUMMER) UM HOMEM CAPAZ DE MANIPULAR A IMAGINAÇÃO DOS OUTROS, PERCORRE AS RUAS DE LONDRES ATORMENTADO POR UMA DÍVIDA PENDENTE PARA COM O DIABO (TOM WAITS). O FUTURO DA FILHA (LILY COLE) ESTÁ EM JOGO E PARNASSUS CONTARÁ COM AJUDA DE TONY (HEATH LEADGER, JOHNNY DEEP, COLIN FERREL, JUDE LAW).&lt;br /&gt;AQUILO QUE À PARTIDA ERA UM PROBLEMA, COM A SUBSTITUIÇÃO DE LEDGER ACABOU POR SE TORNAR QUASE NUM TRUQUE DO DR. PARNASSUS: UMA FORMA CRIATIVA ASTUTA E ENGENHOSA ONDE A IMAGINAÇÃO NÃO TEM LIMITES DE DAR A VOLTA AO INSPERADO. E ALÉM DISSO AINDA PODE CONTAR COM UMA GALERIA DE ESTRELAS: JOHNNY DEEP, JUDE LAW, COLIN FERREL, QUE SE OFERECERAM GRATUITAMENTE PARA HOMENAGEAR O COLEGA E O AMIGO E MAIS UMA VEZ SALVAR UM FILME A GILLIAN, QUE SEGUNDO ELE ATÉ MELHOROU A IDEIA ORIGINAL. CURIOSAMENTE O FILME GANHA EM COERÊNCIA NARRATIVA COM O DESDOBRAMENTO DOS ROSTOS DE TONY.&lt;br /&gt;NO ENTANTO, O FILME NÃO DEIXA DE SER UMA GRANDE FANTASIA, QUE ESTREIA COM ALGUMA OPORTUNIDADE: REMETE NÃO SÓ PARA O UNIVERSO DE TERRY GILIAN, MAS ESTÁ NA LINHA DE ‘ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS’, O GRANDE SUCESSO DE TIM BURTON QUE ESTÁ AGORA NAS SALAS. MAS AO CONTRÁRIO DO ANTERIOR NÃO RECORRE A EFEITOS ESPECIAIS DIGITAIS, MAS ANTES ÀS FORMAS TRADICIONAIS DO CINEMA COMO AS TRUCAGENS (ALIÁS COMO EXIGIA A SUBSTITUIÇÃO DE LEDGER) E AS UNS CENÁRIOS E ILUMINAÇÃO QUE SÃO UMA MARAVILHA, PARA UM ORÇAMENTO BASTANTE BAIXO: CERCA DE 40 MILHÕES DE DÓLARES.&lt;br /&gt;PARA O GRANDE PÚBLICO ‘PARNASSUS – O HOMEM QUE QUERIA ENGANAR O DIABO’, INICIALMENTE PODE-SE REVELAR CONFUSO E DIFÍCIL DE SEGUIR: NÃO HÁ PROPRIAMENTE PROTAGONISTAS QUE SE DESTAQUEM NA HISTÓRIA. FAZ LEMBRAR ‘A LIGA DOS CAVALEIROS EXTRAORDINÁRIOS’ (2003), COM SEAN CONNERY, BASEADO NOS ‘COMICS’ BRITÂNICOS, OU MELHOR NA OBRA DE NEIL GAIMAN. O FILME É UM FESTIVAL DE FANTASIA E TALENTO QUE FUNCIONA COMO UMA SÁTIRA EM JEITO DE FÁBULA FANTÁSTICA SOBRE OS NEGÓCIOS SUJOS, A FALSA FILANTROPIA, O LADO OCULTO DO POLITICAMENTE CORRECTO E A CORRUPÇÃO QUE NOS RODEIA. BRILHAM AINDAM NO FILME CRISTHOPER PLUMER (EM DR. PARNASSUS), UM DOS GRANDES E VETERANOS ACTORES DA ACTUALIDADE E TOM WAITS, EM MAIS UMA DAS SUAS INCURSÕES NO CINEMA, NO PAPEL DO DIABO. AMBOS ESTABELECEM UM FABULOSO DIÁLOGO INTERPRETATATIVO E UMA CERTA QUÍMICA EM CENA: COM PARNASSUS (PLUMMER) A TENTAR ENGANAR O DIABO (WAITS)! O EX- MONTY PYTHON, REALIZADOR DE ‘BRAZIL’, ‘O BARÃO DE MUNCHAUSEN’, 12 MACACOS, ‘O REI PESCADOR’, ‘DELÍRIO EM LAS VEGAS’, É UM GÉNIO MALDITO: TEM ACUMULADO FRACASSOS DE BILHETEIRA, RECUSADO PROJECTOS (WATCHEMEN, FORREST GUMP, OU ALIEN – A RESSURREIÇÃO). A WARNER RECUSOU-O NO PRIMEIRO ‘HARRY POTTER’. NÃO TERMINOU O EM ESPANHA ‘D. QUIXOTE’ QUE RESULTOU NO DOCUMENTÁRIO ‘LOST IN LA MANCHA’. O REI DO AZAR PODERIA SER O TÍTULO DE UM FILME SOBRE UMA CARREIRA INSTÁVEL QUE QUE CULMINA AGORA QUASE NUMA PERSEGUIÇÃO DO DIABO: ALÉM DE ENFRENTAR A MORTE DE HEATH LEDGER, O PRODUTOR BILL VINCE (‘CAPOTE’) MORREU TAMBÉM EM JUNHO DE 2008, ANTES DA ESTREIA DO FILME EM CANNES; TERRY GILLIAN ATROPELADO NO SOHO DE LONDRES FOI PARA O HOSPITAL COMO UM OMOPLATA PARTIDA. O QUE SE PODE CHAMAR UM AZAR DO CARAÇAS!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6623592012092084364?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6623592012092084364/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6623592012092084364' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6623592012092084364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6623592012092084364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/03/parnassus-o-homem-que-queria-enganar-o.html' title='PARNASSUS – O HOMEM QUE QUERIA ENGANAR O DIABO,  DE TERRY GILLIAN'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6y3AhQTnAI/AAAAAAAAASM/l5KNo841ayc/s72-c/the-imaginarium-of-dr-parnassus-image3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8172273948379336915</id><published>2010-03-22T01:47:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T01:50:03.231-07:00</updated><title type='text'>PONTES PARA ISTAMBUL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6cvLzr1RQI/AAAAAAAAASE/TIWmgISL3c4/s1600-h/1950galatasaraymeydanijx4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 366px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6cvLzr1RQI/AAAAAAAAASE/TIWmgISL3c4/s400/1950galatasaraymeydanijx4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451377753854395650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao falar de Istambul, ao partilhar esta emoção (a mesma que sinto ao ler os romances do Orhan Pamuk), surge-me de imediato a memória do cheiro a Lisboa nas ruas da cidade turca, misturando-se ao odor do kebab. Da parte alta da cidade antiga, de ruas estreitas como Alfama ou o Bairro Alto, vê-se as pontes, o rio, os barcos que parecem cacilheiros, os navios e os cargueiros a atracarem. E Istambul tem aquela luz branca muito parecida com a de Lisboa, realçada pelos minaretes das mesquitas e das abóbadas de azul rosáceo. O Instanbul Modern, um dos mais belos centros de arte contemporânea — e mais bem localizados da cidade, é de um requinte espantoso; o restaurante com esplanada tem uma vista esplendorosa para o Bósforo, muito idêntica à que se tem do Tejo a partir do CCB. Permanece a sensação de que há algo de tão perto e tão distante entre Lisboa e Istambul. Rezar nas mesquitas, encarar os olhos negros de algumas mulheres de véu, cruzar olhares na rua, discutir nas lojas com os vendedores do Grande Bazar e do Mercado de Especiarias, que me falam em turco como se eu fosse um deles. ‘Pontes Para Istambul’, é um regresso desejado a um bairro 'Istambul', dos mais tradicionais aos emergentes. É descobrir (ou relembrar) os cheiros do bazar das especiarias, os ambientes orientais e outras curiosidades, numa verdadeira viagem às margens musicais, literárias e culturais dos dois lados do Bósforo... e à cidade que assegura a união entre a Europa e a Ásia. &lt;br /&gt;Este olhar em Lisboa sobre Istambul nasceu de uma entusiástica descoberta da obra literária do Orhan Pamuk. Da relação entre o cinema e a literatura e de um inconformado diálogo interior entre o concerto das artes e das culturas. Conhecia Ohran Pamuk apenas por ter ganho o Prémio Nobel da Literatura em 2006, até ter encontrado por acaso ‘A Cidadela Branca’, um conto das mil e uma noites, uma espécie de romance iniciático e encantatório da obra do escritor. O documentário ‘Crossing the Bridge - The Sound of Istanbul’ (2006), do germano-turco Fatih Akim — um dos melhores realizadores europeus da actualidade —, despertou-me para a magia dos sons de fusão da música turca actual; aliás, como todos os seus filmes e histórias, é filmado entre a Alemanha e a Turquia. O cineasta turco Nuri Blige Ceylan (‘Longínquo’, ‘Climas’, ‘Três Macacos’) é para mim, desde há algum tempo, uma referência cinéfila. É uma espécie de Rosselini dos nossos dias. Os ‘Poemas de Amor’, de Rumi e os ‘Poemas do Exílio e da Prisão’, de Nâzim Hikmet são livros de cabeceira ideais para quem gosta como eu de adormecer ao som das palavras da vida. Por último, tenho de referir as surpreendentes obras coreográficas de Aydin Teker e Mustafa Kaplan, que passaram por Lisboa através do Festival Alkantara. Numa escala de aeroporto comprei ‘Instambul – Memórias de uma Cidade’. Li-o de uma enfiada e revelou-se ser um guia poético da cidade onde nasceu (e vive uma boa parte do tempo) Pamuk, uma inspirada autobiografia e uma verdadeira obra-prima da literatura. Este livro foi o último impulso para uma primeira viagem, uma imersão na cultura turca e na intimidade da cidade do Corno de Ouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, jornalista e consultor para a programação do Festival ‘Pontes para Istambul’&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8172273948379336915?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8172273948379336915/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8172273948379336915' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8172273948379336915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8172273948379336915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/03/pontes-para-istambul.html' title='PONTES PARA ISTAMBUL'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6cvLzr1RQI/AAAAAAAAASE/TIWmgISL3c4/s72-c/1950galatasaraymeydanijx4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6772335987146254801</id><published>2010-03-22T01:40:00.001-07:00</published><updated>2010-03-22T01:41:48.141-07:00</updated><title type='text'>UM TOBOGÃ CHAMADO ROSEBUD…</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6ctNarPvRI/AAAAAAAAAR8/ZuO1GLFXtzY/s1600-h/Rosebud.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6ctNarPvRI/AAAAAAAAAR8/ZuO1GLFXtzY/s400/Rosebud.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451375582477532434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte à cerimónia dos Óscares 2010, todos noticiários dos canais de televisão anunciavam: «o grande derrotado desta noite foi ‘Avatar’ de James Camerom»… Embora se diga que a indústria do cinema pode estar ameaçada pela crise financeira mundial, e mesmo nomeando dez filmes da sua produção para a categoria principal dos Óscares, Hollywood não alterou nem um milímetro a sua concepção de negócio criada no início do século XX. «O cinema é o comboio eléctrico mais caro do mundo», dizia Orson Welles. Apesar do resultado nos Óscares, quem dera a muitas indústrias ou produções de cinema ter o James Cameron como maquinista. Na verdade, este grande sucesso de bilheteira não tem nada de novo, a não ser a combinação de várias tecnologias já existentes que, indubitavelmente, vão alterar a nossa ‘forma de ver’ e, se calhar, não só no cinema e na televisão. ‘Avatar’ já fez receitas superiores a 2.000 milhões de dólares, superando todas as expectativas dos executivos da Fox, cativando o público e uma boa parte da crítica, que teve que dar o braço a torcer. Onde é que está a derrota? Com ‘Titanic’, Cameron já se tinha tornado uma espécie de Salvador, aguardado com tanta avidez como ‘A Vida de Brian’ dos Monty Python. Ressuscitado, ao fim de dez anos, veio para salvar a Meca do cinema, cada vez mais baralhada com as greves dos argumentistas, dos actores e sobretudo imersa numa falta de ideias e criatividade. E até se regressou ao 3D. As motivações ocultas que explicam este novo recorde mundial de bilheteira só podem ser as da promessa de que ‘Avatar’ vai revolucionar o futuro do cinema. E, assim sendo, Hollywood e os espectadores aparentemente já chegaram ao Planeta Pandora, isto é, ao fascínio das imagens em detrimento das ideias. Algo que não é novo, pois os pioneiros do cinema, Samuel Goldwyn ou David O’Selznick já o faziam com eficácia, mas, ao mesmo tempo, com uma visão artística e de risco. Esta nova opção de Hollywood será boa se os espectadores estiverem dispostos a deixar-se fascinar apenas com tecnologias enfabulatórias e ideais frouxos, mesmo que neles estejam implícitas certas motivações ecológicas e pacifistas. No entanto, e vale a pena lembrar, há muito mais emoção num simples plano de um filme de Murnau, Ford, Hitchcock ou Lang e felizmente de muitos realizadores contemporâneos do que em todas as obras completas de James Cameron (ou mesmo de um George Lucas). Ainda bem que ganhou ‘Estado de Guerra’ de Kathryn Bigelow, pela sua visão artística e documental. Pois não se pode deixar que o futuro do cinema elimine por completo nem a arte, nem a magia da descoberta de um segredo como o de um tobogã chamado ‘Rosebud’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, jornalista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6772335987146254801?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6772335987146254801/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6772335987146254801' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6772335987146254801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6772335987146254801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/03/um-toboga-chamado-rosebud.html' title='UM TOBOGÃ CHAMADO ROSEBUD…'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6ctNarPvRI/AAAAAAAAAR8/ZuO1GLFXtzY/s72-c/Rosebud.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-9107024012745541905</id><published>2010-03-22T01:30:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T01:34:26.127-07:00</updated><title type='text'>OS CINEMAS DO BAIRRO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6crgEubqEI/AAAAAAAAARs/pV7TF9hjlIE/s1600-h/0000116004.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6crgEubqEI/AAAAAAAAARs/pV7TF9hjlIE/s400/0000116004.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451373703979575362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras no Cinema Europa vão começar no início de Fevereiro, mantendo-se parte da fachada do edifício. E, ao que parece, a Câmara Municipal de Lisboa vai exercer o direito de opção de compra de parte do espaço para a criação de um equipamento cultural. Depois de tantos anos ao abandono, o símbolo de uma geração que cresceu e ainda vive em Campo de Ourique vai finalmente ter uma solução sensata e equilibrada também para os seus proprietários. Não é uma vitória de ninguém em especial mas de todos aqueles que vivem num dos bairros lisboetas com mais carisma cultural, e do qual todos nos orgulhamos. Mas esta decisão deve-se antes de mais a um notável mecanismo democrático inaugurado pela presidência de António Costa (e há que se lhe tirar o chapéu): o “Orçamento Participativo”. Um dispositivo que dá oportunidade a todos os munícipes de contribuírem de uma forma directa para melhorar a sua cidade. Os moradores de Campo de Ourique mostraram bem quanto são participativos, já que, para além da questão referente ao Cinema Europa, votaram ainda num equipamento para a Praça João Bosco (quiosque e parque infantil), no jardim até agora tão desprezado, mesmo em frente ao Colégio Oficinas de São José e ao (lindíssimo) ‘Père Lachaise” lisboeta, o Cemitério dos Prazeres – visitado por muitos turistas que aproveitam o passeio nos Eléctricos 25 e 28. O Cinema Paris, pelo contrário, continua a degradar-se de dia para dia e até dá arrepios passar à porta e ver na fachada do edifício uma tela muito feia: ‘A VERGONHA AINDA NÃO PASSOU POR AQUI!’&lt;br /&gt;O Cinema Alvalade, localizado noutro carismático bairro da cidade, é um excelente exemplo de recuperação, principalmente ao nível do fluxo de público, que bem podia ser pensado e aplicado ao Paris e ao Europa. Porque Campo de Ourique merece estes dois cinemas e ainda existe espaço para outras programações cinéfilas, para além das do mainstream. No último Natal, com as salas dos multiplex de Lisboa repletas de público e com blockbusters em cartaz, recordei-me dos tempos áureos dos Cinema Europa e do Paris. Começaram por ser grandes salas de estreia, passaram depois a apresentar sessões de reprise (reposições), mas nunca perderam aquele estigma do ‘cinema do bairro’. Explicar às novas gerações o que é um cinema de reprise é quase o mesmo que falar-lhes do paleolítico. Na verdade, as grandes salas do eixo da Avenida da Liberdade (São Jorge, Tivoli, Condes, Éden) e outras da Baixa, que estavam quase sempre esgotadas com grandes estreias em cartaz (o último recurso era conseguir um bilhete na Agência Abep dos Restauradores), coexistiam com os cinemas de bairro, espalhados por toda a cidade. Eram os templos das memoráveis sessões duplas, das reposições, de filmes com uma vertente popular ou de arte e ensaio, sujeitos por vezes aos cortes da censura (lembram-se do grito «Ó marreco tem cuidado com a tesoura!!!»?). O chamado cinema de culto chegou muito mais tarde e é quase uma invenção pós-moderna, que culminou nesta eclosão dos festivais. Culto mesmo era ir ao cinema ver determinado filme e não apenas ir ao cinema. Vivia-se e sobrevivia-se no cinema. Entrava-se por vezes numa sala às três da tarde e saía-se às duas da manhã, depois de terminada a sessão da meia-noite. Namorava-se no escuro do cinema e havia até quem fizesse muito mais, sem que a moral pública se importasse muito com isso e impusesse multas ou restrições. O cinema era um mundo à parte ou uma forma de conhecer o mundo. Era um espectáculo acessível, tendo em conta o conhecimento que nos proporcionava em apenas uma sessão. Era a forma mais natural e filosófica de passar o tempo. Por isso, os cinemas de bairro representavam um refúgio para a nostalgia dos reformados em relação às suas épocas de ouro e a base da formação cinéfila e cultural das crianças e dos jovens. Para quem era um miúdo de bairro, ir ao cinema era uma festa, uma ida à Terra do Nunca, sem coca-cola nem pipocas ou sequer uma ida às compras ao centro comercial. Era mesmo ir ao Cinema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, jornalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-9107024012745541905?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/9107024012745541905/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=9107024012745541905' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9107024012745541905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9107024012745541905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/03/os-cinemas-do-bairro.html' title='OS CINEMAS DO BAIRRO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6crgEubqEI/AAAAAAAAARs/pV7TF9hjlIE/s72-c/0000116004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2200616335448661401</id><published>2010-03-22T01:26:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T01:29:26.987-07:00</updated><title type='text'>A GRANDE NOITE DO CINEMA EUROPEU</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6cqTRj_FqI/AAAAAAAAARk/jMCa9qDpKbo/s1600-h/CINEMA_%2BEUROPEU.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 264px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6cqTRj_FqI/AAAAAAAAARk/jMCa9qDpKbo/s400/CINEMA_%2BEUROPEU.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451372384575493794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerimónia de entrega do EFA-European Film Awards (o correspondente aos Oscares para o cinema europeu), realiza-se hoje à noite em Bochum na Alemanha. Trata-de igualmente de uma grande oportunidade para reflectirmos sobre duas questões: existe uma indústria de cinema europeia e até que ponto ela pode concorrer com o potencial da indústria norte-americana? Em primeiro lugar interessa referir que as nomeações para os EFA foram anunciadas pela Academia Europeia de Cinema há cerca de um mês e estão muito longe de ter o mediatismo dos Oscares. Alguém se lembra sequer de haver alguma referência nos jornais ou nos rodapés dos noticiários da televisão? E é curioso pois nestas nomeações para Melhor Filme, constam dois premiados no Festival de Cannes 09: ‘Um Profeta’, de Jacques Audiard (Grande Prémio do Júri) e ‘The White Ribbon’, de  Michael Haneke (Palma de Ouro); ou mesmo ‘O Leitor’, de Stephen Daldry e ‘Slumodog Milionaire’, de Danny Boyle, que estrearam na Europa em 2009 e que toda a gente esquece que são filmes produzidos e dirigidos maioritariamente com dinheiros e equipas europeias. Isto só a nível da nomeação para Melhor Filme. Para consultar todos os nomeados ver: www.europeanfilmawards.eu, até porque é possível que a RTP2 transmita a cerimónia em breve e convém estar bem informado. Efectivamente existe uma grande indústria europeia de cinema. E foi para para afirmar isto que a Academia Europeia de Cinema, presidida agora por Wim Wenders, criou esta cerimónia anual feita à imagem e com a elegância de Hollywood (posso dizê-lo por que já lá estive e vou estar esta noite!) que tem sido extraordináriamente útil, embora pouco eficaz do ponto de vista mediático e da promoção do cinema europeu junto do grande público. A propósito há muito que não me recordo de haver uma nomeação para um filme português. É inegável a representatividade e a existência de uma indústria europeia de cinema, mas é tão diversa e plural nas suas formas e conteúdos, tão variada do ponto de vista linguístico que se torna difícil falar de um verdadeiro cinema europeu mas antes de muitos ‘cinemas europeus’. No entanto há muitas coisas em comum entre um filme lituano e grego ou entre um filme português e checo: são feitos com orçamentos muito abaixo dos valores de referência da indústria de Hollywood; têm preferência por temas de cariz social em relação ao puro entretenimento; assentam no absoluto domínio do estatuto de realizador/autor (cinema de autor); utilizam uma linguagem cinematográfica muito diferente da de Hollywood que cria logo uma certa resistência no espectador. A razão desta resistência no espectador está no facto de que o cinema norte-americano contêm determinados códigos e uma leitura inteligível para qualquer espectador do mundo (universalidade). Ao passo que o cinema europeu (e outras filmografias do mundo) têm muita dificuldade em consegui-lo. Soa quase a estranho para determinados espectadores verem um filme falado em coreano, turco ou mesmo em alemão ou francês. O cinema francês por exemplo tem aquele velho estigma (injusto como podemos ver pela Festa do Cinema Francês) de ser um ‘cinema chato’. E depois à a questão das dobragens que funciona num países e em outros não. Os norte-americanos, espertos como sempre, encontraram há muito uma forma de ‘traduzir ou dobrar’ os filmes europeus aproximando-os dos seus próprios códigos (remakes), acabando por rentabilizar muito boas ideias do cinema europeu. É curioso também saber que em os países da União Europeia produzem por ano centenas de filmes, (em conjunto quase dez vezes mais do que a produção norte-americana) mas infelizmente a maioria estreia apenas ao nível da exibição nacional. Afinal quem gosta de cinema (s) europeu (s)? Infelizmente muito poucos, porque o espectador comum quando vê acaba por gostar. O problema é também as escassas apostas e riscos ao nível da distribuição e exibição nos países europeus. Embora existam programas comunitários de apoio. Mas isso seria um tema para outra crónica. Da cerimónia dos EFA espera-se como sempre o melhor e uma grande noite para o cinema europeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, Jornalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2200616335448661401?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2200616335448661401/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2200616335448661401' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2200616335448661401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2200616335448661401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/03/grande-noite-do-cinema-europeu.html' title='A GRANDE NOITE DO CINEMA EUROPEU'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6cqTRj_FqI/AAAAAAAAARk/jMCa9qDpKbo/s72-c/CINEMA_%2BEUROPEU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-7811390997274099001</id><published>2010-03-22T01:23:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T01:26:40.199-07:00</updated><title type='text'>A CINEMATECA DE AUTOR</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6cpe81-3OI/AAAAAAAAARc/ApToKIAs0A4/s1600-h/aba_20060121_Cinemateca_936-799464.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6cpe81-3OI/AAAAAAAAARc/ApToKIAs0A4/s400/aba_20060121_Cinemateca_936-799464.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451371485660634338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ida da nova Ministra da Cultura ao Porto para dar um sinal de ‘uma política baseada na proximidade’ (este conceito de proximidade entrou definitivamente no discurso das políticas culturais em vez de descentralização e ainda bem!), voltou-se a falar da criação de um polo da Cinemateca na cidade. Não há muito tempo circulou uma petição online ao Presidente da Câmara, por iniciativa, creio do Cineclube do Porto (que defende igualmente esta extensão da Cinemateca), relativamente a duas salas portuenses: o Cinema Águia D'Ouro e o Cinema Batalha. O Cinema Águia D'Ouro está fechado há décadas e corre o risco de desaparecer dado ao seu elevado estado de degradação. O Cinema Batalha de grande tradição na cidade, foi recuperado mas a sua abertura tem sido adiada. Houve vários projectos para esta sala de cinema, mas todos acabam por desistir porque é difícil rentabilizá-los. Apesar da questão cultural na cidade do Porto ser complexa (esta é a humilde visão de um lisboeta) há que reconhecer que a Fundação de Serralves, Casa da Música e o Teatro São João e o Fantasporto são instituições que nos podemos orgulhar pela forma como dinamizam os seus públicos tranversalmente. Tomaram algumas em Lisboa. Juntar-lhe a reabertura da Casa das Artes e a futura Casa do Cinema Manoel de Oliveira seria extraordinário e uma grande fortuna para todo o País. Resta saber até que ponto uma simples extensão da Cinemateca, permitirá acabar com a carência de exibição cinematográfica no Porto. Em Lisboa já é outra conversa. Por isso antes de se pensar no polo do Porto, e assentar em discursos políticos para agradar às elites nortenhas, urgente é dar mesmo um novo rumo à Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema do qual depende obviamente o resto. A nomeação de um novo director — não está em causa o trabalho do Pedro Mexia, que afirmou que pretende para já apenas cumprir o seu mandato de sub-director —  tem sido sistematicamente adiado (e não se percebe porquê?) desde o falecimento em Maio passado do mítico João Benárd da Costa. É tempo perdido fazendo perdurar cada vez mais uma herança pesada, mesmo com o que tem de boa, para quem vier a ocupar no futuro a direcção. Uma das melhores Cinematecas da Europa (é preciso não esquecer o fabuloso espólio filmográfico do ANIM-Arquivo Nacional das Imagens), está em velocidade cruzeiro e parece resistir à mudança, enquanto não tiver um novo líder. Tornou-se numa realidade um pouco semelhante ao cinema português: uma ‘cinemateca de autor’ que mantêm as profundas marcas pessoais deixadas pelo seu último director. E muito difíceis de renovar quanto mais não seja pela forma como todas as instituições e as pessoas que as compôem, sem uma liderança forte e competente reagem às mudanças. É um facto que a Cinemateca, a direcção interina e os seus sempre excelentes programadores, têm feito nestes últimos meses alguma coisa para mudar. Mas é difícil quando não há um cérebro e um rumo a seguir! Continua-se a sentir (e já se sentia há algum tempo…) que a Cinemateca está algo fechada em si própria servindo apenas um grupo interessado, mas restrito de espectadores. E tem que ser mais do que isso inclusive para existir um polo no Porto. Para mudar um pouco bastaria por exemplo começar por comunicar melhor as actividades retirando-lhe um excessivo peso de erudição e distância do grande público, com uma promoção mais eficaz e agressiva. O desdobrável é bonito mas não dá jeito nenhum para consultar a programação. A Cinemateca tem uma imagem demasiado institucional e tem que ser um espaço mais informal ou pelo menos passar uma mensagem de informalidade. Quanto a uma nova direcção e para evitar uma decisão polémica, o melhor mesmo é recorrer a um concurso público. É a forma mais rápida e transparente de encontrar alguém com um novo projecto para a Cinemateca, como aconteceu no Museu do Chiado. As soluções podem vir de onde menos se espera! E assim fugir às pressões dos lobbies e ao mesmo tempo evitar a solução mais fácil que tem acontecido em outras legislaturas e direcções-gerais: a nomeação de uma figura sem competência técnica com um projecto pessoal a curto-prazo, vindo dos aparelhos politico-partidários. Era o pior que podia acontecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, jornalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-7811390997274099001?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/7811390997274099001/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=7811390997274099001' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7811390997274099001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7811390997274099001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/03/cinemateca-de-autor.html' title='A CINEMATECA DE AUTOR'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S6cpe81-3OI/AAAAAAAAARc/ApToKIAs0A4/s72-c/aba_20060121_Cinemateca_936-799464.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-9144962723945854237</id><published>2010-03-05T11:12:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T11:14:30.874-08:00</updated><title type='text'>ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, DE TIM BURTON</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S5FYDY8hzYI/AAAAAAAAARU/z0VNjKqOELo/s1600-h/b73640557b6cb9e3_Alice_in_Wonderland_Tim_Burton.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S5FYDY8hzYI/AAAAAAAAARU/z0VNjKqOELo/s400/b73640557b6cb9e3_Alice_in_Wonderland_Tim_Burton.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445230239726816642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SENDO UM FILME REALIZADO POR TIM BURTON NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA! BURTON CONSEGUIU TRANSFORMAR O MUNDO ONÍRICO DO CLÁSSICO DE LEWIS CARROL NUM DOS SEUS HABITUAIS PESADELOS E FANATSIAS. FEZ ALGUMAS CONCESSÕES JÁ QUE SE TRATA DE UM FILME PRODUZIDO PELA DISNEY E SUAVIZOU UM POUCO AS SUAS GÓTICAS OBSESSÕES NUM FILME PARA TODA A FAMÍLIA. MAS ISTO ATÉ NO BOM SENTIDO PORQUE VAI CONSEGUIR AGRADAR A TODOS E NÃO APENAS AOS ADMIRADORES DO UNIVERSO BURTON QUE NÃO É ACESSÍVEL E ENTENDIDO POR TODA A GENTE! E FÊ-LO PENSANDO NA HISTÓRICA E NA MAIS CONHECIDA VERSÃO EM ANIMAÇÃO DA DISNEY ESTREADA NA DÉCADA DE 50. MAS MESMO ASSIM NÃO É UM FILME DOCE E ACONCHEGANTE COMO OS DAS DISNEY. ESTÁ LÁ NA MESMA O MUNDO SUBTERRÂNEO DE BURTON, POVOADO POR CRIATURAS AMEAÇADORAS E QUE MUDAM DE FORMA, ALIÁS COMO IGUALMENTE NO CLÁSSICO DE CARROL QUE É NA PRÁTICA UM CURIOSO ENSAIO SOBRE A ESCOLHA E A IDENTIDADE. HÁ AINDA UMA QUALIDADE ALUCINATÓRIA NA NARRATIVA, MARCADA POR UMA BANDA SONORA SOMBRIA E DRAMÁTICA, DO SEU HABITUAL COLABORADOR DANNY ELFMAN. O ARGUMENTO ESCRITO EM PARCERIA COM LINDA WOOLVERTON FOGE UM POUCO À VERSÃO ORIGINAL, FAZENDO NA VERDADE UMA CONTINUAÇÃO DE ‘ALICE NO PAÍS NAS MARAVILHAS’. ALICE NÃO É UMA CRIANÇA MAS ANTES UMA JOVEM ARISTOCRATA CASADOIRA COM 19 ANOS. EXPLORANDO ASSIM AINDA MAIS A IDEIA DE UMA VIDA INTERIOR DA PERSONAGEM E NÃO APENAS O DO SONHO DE UMA CRIANÇA CHAMADA ALICE. O FILME É A COMBINAÇÃO DAS DUAS HISTÓRIAS: ‘ALICE NO PAIS DAS MARAVILHAS’ E ‘ALICE DO OUTRO LADO DO ESPELHO’. RODADO COM CÂMARAS CONVENCIONAIS, COMBINANDO A IMAGEM REAL COM A ANIMAÇÃO DIGITAL, MOVING CAPTURE E DEPOIS CONVERTIDO EM 3D, O FILME DECEPCIONA UM POUCO EM RELAÇÃO AOS EFEITOS VISUAIS ESTEREOSCÓPICOS. NÃO É COMO ‘AVATAR’ E NUNCA ALCANÇA A EXPERIÊNCIA QUASE IMERSIVA DO FILME DE JAMES CAMERON. ENQUANTO A PRIMEIRA PARTE DO FILME É UM POUCO LENTA A SEGUNDA DA BATALHA E DA LUTA DE ALICE CONTRA O MONSTRO É EXCITANTE E VISUALMENTE ATRAENTE. QUANTO AOS PERSONAGENS PRINCIPAIS JOHN DEPP NO CHAPELEIRO LOUCO É BRILHANTE. É A SÉTIMA VEZ QUE TRABALHA COM TIM BURTON. É QUASE UMA ESPÉCIE DE ALTER-EGO DO REALIZADOR E NESTE FILME TEVE AINDA UM PAPEL MUITO ACTIVO NA COMPOSIÇÃO PLÁSTICA DA FIGURA DO CHAPELEIRO LOUCO. DESENHOU-A EM AGUARELAS E CURIOSAMENTE ACABOU POR COINCIDIR COM AS IDEIAS DE BURTON EM RELAÇÃO À PERSONAGEM. EM ALICE ESTÁ A JOVEM AUSTRALIANA MIA WASIKOWSKA QUE VAI DAR QUE FALAR POIS É A FIGURA TAMBÉM DE ‘THE KIDS ARE ALL RIGHT’ DE LISA CHOLODENKO MOSTRADO NA BERLINALE, UM FILME SOBRE AS NOVAS FAMÍLIAS. E ALÉM DESTES DOIS HÁ AINDA UM LEQUE DE ACTORES FABULOSOS: HELENA BONHAM CARTER, A MULHER DO REALIZADOR, NA RAINHA DE COPAS, ANNA HATHAWAY NA RAINHA BRANCA, ENTRE OUTROS, E AS INCONFUNDÍVEIS VOZES DE MICHAEL SHEEN NO COELHO E ALAN RICKMAN NA LAGARTA. POR ÚLTIMO JÁ AQUI FIZ UMA REFERÊNCIA PARA A BANDA SONORA DE DANNY ELFMAN E QUE É IGUALMENTE UMA GRANDE APOSTA COMERCIAL. VAI TER DOIS ÁLBUNS: UM QUE SE REFERE À MÚSICA DO FILME E OUTRO CHAMADO ‘ALMOST ALICE’, UM ÁLBUM DE 16 TEMAS, QUE SE JUNTAM AO DO GENÉRICO FINAL ESCRITO E INTERPRETADO POR AVRIL LEVINE, CANÇÕES INSPIRADAS NAS HISTÓRIAS DE ALICE, INTERPRETADAS POR ARTISTAS COMO ROBERT SMITH DOS THE CURE, FRANZ FERDINAND, SHINEDOWN, ALL AMERICAN REJECTS, ENTRE OUTROS.&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-9144962723945854237?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/9144962723945854237/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=9144962723945854237' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9144962723945854237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9144962723945854237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/03/alice-no-pais-das-maravilhas-de-tim.html' title='ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, DE TIM BURTON'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S5FYDY8hzYI/AAAAAAAAARU/z0VNjKqOELo/s72-c/b73640557b6cb9e3_Alice_in_Wonderland_Tim_Burton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8568056425570287300</id><published>2010-03-05T11:10:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T11:12:32.328-08:00</updated><title type='text'>SHUTTER ISLAND DE MARTIN SCORSESE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S5FXlrA8tII/AAAAAAAAARM/YC50mvEjYHQ/s1600-h/ghost-shutter.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S5FXlrA8tII/AAAAAAAAARM/YC50mvEjYHQ/s400/ghost-shutter.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445229729181119618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MAIS DO QUE UM GRANDE FILME, É UM BRILHANTE E ELEGANTE ‘MIND GAME’ PARA O ESPECTADOR. NEM TUDO O QUE PARECE É! E QUANDO TUDO SE PARECE ENCAMINHAR PARA DETERMINADA RESOLUÇÃO EIS QUE SE DÁ UMA REVIRAVOLTA. ATÉ CHEGAR-MOS AO SURPREENDENTE DESENLACE QUE AFECTA O PERSONAGEM INTERPRETADO POR LEONARDO DI CAPRIO. MARTIN SCORCESE JÁ NÃO TEM O FULGOR E A CRIATIVIDADE DOS TEMPOS DE ‘TAXI DRIVER’, ‘TUDO BONS RAPAZES’ OU ‘CABO DO MEDO’. MAS É UMA VELHA RAPOSA E ADAPTA COM EFICÁCIA UM ROMANCE DE DENIS LEHANE (O MESMO DE ‘MYSTIC RIVER’ E ‘VISTA PELA ÚLTIMA VEZ’). SÓ QUE ESTA HISTÓRIA PASSA-SE NA DÉCADA DE 50, NO PÓS-GUERRA E NO INICIO DA GUERRA FRIA. O AMBIENTE É DE PARANÓIA, DESCONFIANÇA, E ALUCINAÇÃO. ESTAMOS NO PERÍODO EM QUE AO NÍVEL DOS TRATAMENTOS PSIQUIÁTRICOS SE VAI ABANDONANDO A LOBOTOBIA PELAS DROGAS ALUCINOGÉNICAS E PELAS PÍLULAS QUE ANULAM A VONTADE DOS DOENTES.  AO NÍVEL MILITAR E DA ESPIONAGEM FAZEM-SE AS EXPERIÊNCIAS DAS LAVAGENS AO CÉREBRO. ALGO QUE COMEÇA A SER PRIMEIRO UTILIZADO NA PSIQUIATRIA. POR ISSO, SHUTTER ISLAND É TENSO, HIPNÓTICO, COMPLEXO E ÀS VEZES ATÉ CONFUSO. TEM VÁRIOS FLASHBACKS PELO MEIO PARA EXPLICAR ALGUNS DOS TRAUMAS E REVELAR AOS POUCOS O PASSADO DO PERSONAGEM PRINCIPAL. MAS SÃO 140 MINUTOS QUE NÃO SE DÁ PELO TEMPO PASSAR! DO PONTO DE VISTA ESTÉTICO, SCORSESE É O PRIMEIRO A ASSUMIR QUE ABSORVEU AS INFLUÊNCIAS DOS FILMES DE SÉRIE B, NEGROS, GÓTICOS E DE MISTÉRIO DOS ANOS 40 E 50 E DE REALIZADORES COMO JACQUES TOURNEUR (A PANTERA), ROGER CORMAN OU MESMO OS FILMES CONSPIRATIVOS DE ALFRED HITCHCOCK. OS GRANDES RESPONSÁVEIS POR ESTAS INFLUÊNCIAS AO NÍVEL DOS AMBIENTES SÃO O DIRECTOR DE FOTOGRAFIA, ROBERT RICHARDSON QUE COSTUMA TRABALHAR COM SCORSESE E O CONHECIDO DIRECTOR ARTÍSTICO DANTE FERRETI. POR ÚLTIMO LEONARDO DI CAPRIO SEM SER AQUELE ACTOR INTUITIVO DA VELHA ESCOLA DA ACTOR STUDIO É TECNICAMENTE PERFEITO COM UMA INTERPRETAÇÃO NOTÁVEL QUE OSCILA AO SABOR DA PERSONAGEM, ISTO É ENTRE O POLÍCIA COM CARA DE MIÚDO E A DE UM HOMEM TORTURADO E PERTURBADO. BEN KINSGLEY É FABULOSO NO DÚBIO DIRECTOR DO HOSPITAL PSIQUIÁTRICO.&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8568056425570287300?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8568056425570287300/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8568056425570287300' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8568056425570287300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8568056425570287300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2010/03/shutter-island-de-martin-scorsese.html' title='SHUTTER ISLAND DE MARTIN SCORSESE'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/S5FXlrA8tII/AAAAAAAAARM/YC50mvEjYHQ/s72-c/ghost-shutter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2433233321075302623</id><published>2009-03-06T04:32:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T04:40:55.653-08:00</updated><title type='text'>I AM BACK WITH: STANLEY KUBRICK, O DEMIURGO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SbEZjwblgUI/AAAAAAAAARE/dsNhBoAMm4M/s1600-h/stanley_kubrick_dvd_directors_series_2007%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SbEZjwblgUI/AAAAAAAAARE/dsNhBoAMm4M/s400/stanley_kubrick_dvd_directors_series_2007%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310053537733247298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A 7 de Março comemora-se dez anos do desaparecimento de um dos maiores realizadores da história do cinema. Demiurgo, visionário, génio…é muito difícil ser parco em adjectivação quando nos referimos a Kubrick, talvez porque víssemos nele um outro deus da razão e um criador de mundos. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stanley Kubrick deixou a sua marca não só no cinema como na ciência, na arte e no planeta, como um dedo em cera mole, ou uma cratera de um meteorito. Com a música de Strauss, o realizador pões naves, estações orbitais e astros nimbados de azul a valsar, em vez de oficiais vestidos de branco nos salões de Viena. Vai para mais de meio século que o cinema de Kubrick começou a rasgar horizontes já que os seus filmes, por muitas razões, tiveram sempre um estatuto especial na produção cinematográfica mundial. São unanimemente considerados verdadeiros acontecimentos, filmes de referência, a partir dos quais se assinalam rupturas, se medem espaços, se procuram desvendar mistérios ou se especulam sobre desvios naturais, políticos, sociais ou científicos que lentamente foram modificando a sociedade e o planeta. O estatuto especial dos seus filmes nasceu talvez com Dr. Estranhoamor (1964), um filme de muitos deslocamentos e desdobramentos, mas antes disso há que ter em conta a retroactividade crítica de Um Roubo no Hipódromo (1956), em relação ao filme negro, ensaiado com a contemporaneidade estrita de O Beijo Assassino (1955). Por outro lado, Nascido para Matar (1987) permite todas as interpretações sobre o cinema e a guerra e a atracção que exercem um sobre a outra como grande género cinematográfico e que Kubrick iniciou em Horizontes de Glória (1957). Shining (1980) apresentou-se como uma reacção ao cinema de terror convencional e como um trabalho radical sobre este género. Uma reacção contra o cinema fantástico norte-americano, então cada vez mais gore, sangrento e nulo numa época em que prosperava sem nexo e que hoje tem os resultados que conhecemos. Com Barry Lyndon (1975) Kubrick faz como que a recriação completa de um mundo e da cor reavaliando a natureza do filme histórico, do formato de ecrã e do som. A propósito de Napoleão, o seu nunca concretizado projecto histórico, Kubrick dizia, que até Barry Lyndon não existia nenhum filme histórico, referindo-se inclusive ao seu Spartacus (1960). Em Laranja Mecânica (1971) o realizador pareceu querer actualizar e encerrar de maneira definitiva a questão da violência, da sua representação e da sua ligação ao cinema, utilizando uma forma quase teatralizada, num registo dramático que se sobrepõe ao longo de todo o filme. 2001-Uma Odisseia no Espaço (1968) corta em dois a história do cinema de ficção-cientifica ou talvez muito mais do que isso. Há um antes e um depois de 2001. Kubrick exerceu sobre a Sétima Arte uma espécie de soberania totalitária, mesmo em Lolita (1962) um filme algo controlado para evitar problemas com a censura. Este hábito do quem manda sou eu, sempre lhe foi familiar até à morte aos 70 anos pouco tempo depois de um visionamento privado de Olhos Bem Fechados (1999). Isto depois de ter deixado os esboços de A.I. – Inteligência Artificial (2001), a apocalíptica visão de Nova Iorque que Steven Spielberg acabou por levar ao ecrã, não sem seguir à risca as instruções e as chaves do mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metáfora do meteorito de 2001-Uma Odisseia no Espaço, que representa mais uma etapa cumprida e mais um mistério a desvendar na história da humanidade, pode igualmente ser transposta para a obra de Kubrick. O realizador tornou cada um dos seus filmes num passo mais à frente na história do cinema, tanto do ponto de vista criativo como técnico. A sua evolução a nível artístico é visível filme a filme e muitas foram as vezes que contornou as possibilidades técnicas com sentido prático e imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O BEIJO ASSASSINO/THE KILLER’S KISS&lt;/strong&gt; (1955): Uma sombra do cinema negro. Intérpretes: Frank Silvera, Jerry Jarret, Jamie Smith e Irene Kane. História: Um boxeur fracassado e uma bailarina tentam escapar-se para Seattle, mas vão ter que enfrentar um gangster sem escrúpulos, que acaba por sequestrar a rapariga. Veredicto: Depois de várias curtas sem grande importância e do pouco conhecido Fear and Desire (1953), Kubrick rodou a partir de um guião original (a única vez que o fez na sua carreira pois daí para a frente partiu sempre de adaptações literárias) este filme herdeiro do estilo e do visual do cinema negro da altura. O cineasta nunca se mostrou muito satisfeito com o resultado, num filme que participa como actriz a sua então mulher Ruth Sobota, e que inspirou The Strange Kiss (1983), de Matthew Chapman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UM ROUBO NO HIPÓDROMO/THE KILLING (1956): &lt;/strong&gt;Um thriller matemático. Intérpretes: Sterling Hayden, Coleen Gray, Vince Edwards, Jay C. Flippen. História: Um ex-presidiário reúne quatro homens para levar a cabo, e de forma milimétrica, um assalto a um escritório de apostas de um hipódromo. Só que as coisas não vão acontecer como o previsto. Veredicto: Repetir três vezes a mesma cena de pontos de vista diferentes foi talvez um dos logros mais radicais desta segunda incursão de Kubrick no cinema negro, que tenta assim corrigir e aperfeiçoar o estilo de O Beijo Assassino. A ideia foi buscá-la ao romance de Lionel White (cujos diálogos foram adaptados por outro grande talento do romance policial: Jim Thompson), que tinha já contornos quase simétricos e matemáticos, que colavam que nem uma luva com a linguagem e estilo do realizador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HORIZONTES DE GLÓRIA/PATHS OF GLORY (1957): &lt;/strong&gt;Cinema (anti) guerra. Intérpretes: Kirk Douglas, Ralph Meeker, Adolphe Menjou, George Macready. História: 1916 na frente francesa. Perante a negativa de um grupo de soldados em lançar um ataque suicida contra os alemães, um general monta um conselho de guerra para restabelecer a disciplina das tropas. Veredicto: Kirk Douglas financiou uma boa parte de esta obra radical antimilitarista e comprometida, realizada na contracorrente do cinema heróico nos EUA (em plena Guerra da Coreia) e das ideias anti-comunistas primárias da época. O próprio realizador escreveu o argumento para torná-lo mais comercial e apelativo aos espectadores. Mas Douglas segundo consta na sua autobiografia, impôs que se regressasse ao texto original. Foi a primeira vez que Kubrick rodou na Europa. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SPARTACUS (1960):&lt;/strong&gt; O peplum intelectual. Intérpretes: Kirk Douglas, Laurence Olivier, Jean Simmons, Peter Ustinov, Tony Curtis. História: O escravo trácio Spartacus escapa-se e vai comandar um exército de escravos, contra Roma, refugiando-se nas montanhas e tentado sair da península Itálica por mar, mas acaba traído e derrotado. Veredicto: Kubrick substitui Anthony Mann logo no inicio da rodagem, que deixou uma sensação de que poderia ter ido mais longe. Não gostou do argumento do blacklisted Dalton Trumbo e além disso teve que cortar cerca de 12 homo eróticos minutos de uma cena entre Olivier e Curtis. No entanto, o estilo meticuloso do realizador está presente nos elegantes travellings, nos enquadramentos que obrigaram a alterar decors e nas cenas de batalha marcadas pela visão geométrica do realizador. Spartacus inaugurou a presença de Kubrick nos Oscars, ganhando quatro estatuetas, embora nenhuma directamente para o realizador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LOLITA (1962): &lt;/strong&gt;Um filme escaldante. Intérpretes: James Mason, Sue Lyon, Shelley Winters. Peter Sellers. História: O professor Humbert Humbert sente um enorme fascínio por Lolita, uma atraente adolescente, ao ponto de casar-se com a mãe para ficar mais próximo dela. Veredicto: Depois da triste experiência de Spartacus, Kubrick assegurou o controlo absoluto de Lolita, convencendo mesmo Nobokov a fazer a adaptação do seu polémico romance. De qualquer modo o erotismo pedófilo do romance foi sustentado pela actriz Sue Lyon, de 14 anos que efectivamente aparentava ser mais velha. No entanto o sexo (e por razões da censura) deixou de ser o centro principal do filme passando a intriga para o assassinato do personagem interpretado por Peter Sellers. O camaleónico trabalho do actor teria uma extraordinária continuidade em Dr. Estranhoamor, que partilha com Lolita um tom de humor negro e de universo surrealista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DR. ESTRANHOAMOR/DR. STRANGELOVE (1964): &lt;/strong&gt;A farsa política. Intérpretes: Peter Sellers, George C. Scott, Sterling Hayden. História: Um paranóico general norte-americano ordena um ataque nuclear contra posições soviéticas. Entretanto, no Pentágono tentam resolver o desaguisado. Veredicto: Esta comédia de pesadelo, como a definiu o próprio Kubrick foi rodada nos estúdios Shepperton em Londres (a partir daí a sua residência de trabalho) e embora tenha limado o inicial tom de comédia (com a guerra de tartes em pleno Pentágono), não descartou a possibilidade de dar ao filme uma carga erótica que não foi possível no óbvio Lolita. As armas e as suas fálicas conotações alcançam um ponto culminante quando Slim Pickens cavalga sobre uma enorme bomba. Kubrick recebeu a primeira nomeação para um Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2001-UMA ODISSEIA NO ESPAÇO/2001: A SPACE ODYSSEY (1968): &lt;/strong&gt;A história do Homem. Intérpretes: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester, Daniel Richter. História: Uma nave com astronautas viaja até Júpiter, mas vão ter que enfrentar o computador central e o aparecimento de uns misteriosos monolítos. Veredicto: Foi em primeiro lugar o filme que arrancou a ficção científica da série B, ao tratar de temas metafísicos, tão importantes como a relação do homem com a máquina (esse mítico HAL, cujo nome muitos dizem que se inspira na sigla IBM, mas retrocedendo uma letra no alfabeto), o enigma da origem do homem e da inteligência. É o grande exemplo de procura de um cinema total, levada ao extremo na elipse narrativa (o osso primitivo que se transforma em nave espacial), na coreografia visual, nos efeitos especiais, e no rigor que levou a recusar a banda sonora de Alex North, substituíndo-a antes e já depois da estreia do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LARANJA MECÂNICA/A CLOCKWORK ORANGE (1971): &lt;/strong&gt;A parábola futurista. Intérpretes: Malcom McDowell, Patrick Magee, Michael Bates, Warren Clark. História: Numa sociedade futura Alex De Large e os seus três amigos, dedicam-se ao vandalismo até que o sistema acaba por neutralizá-los. Veredicto: Com o seu estilo e interesses temáticos bem definidos Kubrick começa a planear os seus filmes como desafios formais e tecnológicos. Na banda sonora contou, por exemplo, com Walter Carlos, pioneiro dos sintetizadores. Além disso para criar o ambiente sofisticado e frio do filme, escolheu as melhores localizações com a ajuda de várias revistas de arquitectura e um inovador programa informático.É preciso não esquecer que estamos nos anos 70. O erotismo (os falos gigantes e assassinos) e a polémica (com acusações de fascista e violência gratuita inclusive) foram a marca de umas das suas obras mais pessoais. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BARRY LYNDON (1975): &lt;/strong&gt;O filme de época. Intérpretes: Ryan O’Neal, Marisa Berenson, Patrick Magee, Hardy Kruger. História: Depois de ter passado pelo exército, ter desertado e feito fortuna, um plebeu chamado Barry conhece Lady Lyndon que vai introduzi-lo na sociedade e na aristocracia britânica. Veredicto: Foi mais um tour de force técnico ao utilizar dez sofisticadíssimas objectivas da Zeiss, utilizadas em missões da NASA, para poder rodar à luz de velas. Foram necessárias cerca de 1500 fotografias de localizações, detalhadas recriações inspiradas na pintura de época, e muitas discussões com o seu director artístico num filme que arrecadou quatro Oscars e novamente uma nomeação para Kubrick. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SHINING/THE SHINING (1980): &lt;/strong&gt;Ensaio sobre o terror. Intérpretes: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers. História: Jack Torrance chega com a sua familia a um hotel para encarregar-se da sua gerência. O seu antecessor no cargo tinha enlouquecido e morto a sua própria familia. Veredicto: O cineasta levou quase um ano só a preparar os cenários, construindo-os à escala real e a partir de modelos fotografados pelo seu director artístico. A longa cena aérea do início antecipa, com extrema perfeição técnica, a utilização em quase todo o filme da então pioneira steadicam. Esta nova e estável câmara unida ao corpo do operador permitiu a Kubrick planos, enquadramentos e movimentos até então inéditos. Foi o primeiro realizador a usar e a abusar desta tecnologia hoje praticamente usual em rodagem.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NASCIDO PARA MATAR/FULL METAL JACKET (1987&lt;/strong&gt;): A descida aos infernos. Intérpretes: Matthew Modine, Adam Baldwin, Vincent D’Onofrio. História: Um grupo de recrutas vai iniciar a sua instrução militar. É o seu primeiro contacto com um envolvente de violência, que culmina com uma missão na guerra do Vietname. Veredicto: Kubrick reproduziu as ruas da cidade vietnamita de Hué numa central de gás abandonada nos arredores de Londres. Cerca de 200 palmeiras foram implantadas e mais de 100.000 plantas artificiais vindas de Hong Kong, criaram o ambiente tropical. Como na maioria dos seus filmes Kubrick manteve com os seus colaboradores uma relação que alternava entre a confiança e um controlo férreo de cada uma das actividades. O argumentista Michael Herr (ver Leituras), recorda que durante cerca de três meses e meio lhe enviou quase diariamente as páginas de argumento que ia escrevendo. Foi com esse material que Kubrick trabalhou sete meses seguidos e assentou as bases do que seria o argumento definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DE OLHOS BEM FECHADOS/EYES WIDE SHUT (1999): &lt;/strong&gt;Um thriller erótico. Intérpretes: Nicole Kidman, Tom Cruise, Madison Eginton, Jack Sawiris. História: Inspirada na obra História de Um Sonho, de Arthur Schnitzler, escrita em 1926 sobre um psiquiatra casado que tem uma agitada vida sexual com alguns dos seus pacientes. Veredicto: Tom Cruise e Nicole Kidman já tinham contracenado em Dias de Tempestade e Horizontes Longínquos, mas nunca de um forma tão intensa como neste último filme de Kubrick. Estiveram praticamente um ano a trabalhar exclusivamente neste filme carregado de cenas sexuais explícitas que levantaram grande polémica nas televisões norte-americanas. O casal ao receber a notícia da morte de Kubrick poucos dias depois de terminada a versão final do filme declarou que estavam tão desgostosos como se fosse uma pessoa da sua família, dada a relação próxima que estabeleceram com o realizador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DEZ LIÇÕES DE KUBRICK PARA ENTENDER O (SEU) CINEMA.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. CINEASTA DO SUBCONSCIENTE: &lt;em&gt;Na realidade o cinema opera a um nível muito mais próximo do que a música, a pintura ou a palavra impressa. Em filmes como 2001-Uma Odisseia no Espaço tentei criar uma experiência visual, algo que se sobreponha ao verbal e penetre directamente no subconsciente com um conteúdo emocional e filosófico. Justamente como acontece com a música.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. PESQUISADOR DE HISTÓRIAS: &lt;em&gt;Sinto um grande respeito por essa coisa única e milagrosa que é uma boa história. Antes de rodar uma cena tento que algo aconteça diante dos meus olhos e que mereça ser filmado. Então a forma de filmar já não é um problema: como filmar é simples; o que filmar isso sim é difícil.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. AUTOCRÍTICO: &lt;em&gt;Não gosto muito de Spartacus, e em relação a Lolita, sei muito bem que não consegui captar o quanto tem de mágico o livro de Nobokov, ou seja o seu estilo. Lolita é um dos exemplos mais significativos de que existem grandes livros que nem sempre dão filmes extraordinários.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. CRÍTICO E CINÉFILO: &lt;em&gt;Estou consciente de que não sei nada sobre fazer cinema, mas estou convencido de que não consigo fazer pior do que a maioria dos filmes que se vêem por aí. Os maus filmes dão-me a coragem necessária para fazer um novo filme. Na verdade vejo praticamente tudo o que estreia, excepto quando estou a rodar. Mas já não estou à espera de sair maravilhado quando saio do cinema, ou ser transportado a outro mundo, já só quero é divertir-me.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. ERMITA: &lt;em&gt;Gosto de estar à margem de toda a falsidade de Hollywood. Quando lá vivia toda a gente me perguntava se estava tudo bem, esperando que dissesse que tinha estado com alguém famoso ou se tinha discutido com alguma estrela.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. SATISFEITO: &lt;em&gt;Quem já teve o privilégio de dirigir um filme sabe o que é como tentar escrever o Guerra e Paz a subir uma montanha russa ao mesmo tempo. Mas quando terminamos não deve haver muitas alegrias na vida que se possam igualar a essa sensação.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. IMPROVISADOR: &lt;em&gt;É bom reflectir antes, mas nunca se pode explorar todas as possibilidades de uma cena, mesmo quando não se está num plateau. Não se consegue o máximo de uma cena sem corrigi-la no momento da rodagem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. AUTOSUFICIENTE: &lt;em&gt;Além do divertimento que é rodar um plano pessoalmente, carregando eu próprio a câmara, dei conta que é virtualmente impossível explicar o que se quer de um plano com a câmara nas mãos do operador, por muito talento e sensibilidade que ele próprio tenha.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. ESSENCIAL: &lt;em&gt;Não me afecta o facto de perder material durante a montagem. Corto tudo até ao esqueleto. Na montagem queremos desfazer-nos daquilo que não é essencial.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. GUIA PARA OS ACTORES: &lt;em&gt;O trabalho do realizador consiste em fornecer as ideias ao actor, não dizer-lhe como deve representar ou os truques que deve utilizar quando está a actuar. Não há maneira de dirigir o actor se ele não tiver talento.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in PREMIERE nº7/2ªSérie/Março 09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2433233321075302623?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2433233321075302623/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2433233321075302623' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2433233321075302623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2433233321075302623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2009/03/i-am-back-with-stanley-kubrick-o.html' title='I AM BACK WITH: STANLEY KUBRICK, O DEMIURGO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SbEZjwblgUI/AAAAAAAAARE/dsNhBoAMm4M/s72-c/stanley_kubrick_dvd_directors_series_2007%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-5032965514070610582</id><published>2008-08-24T12:41:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T12:45:32.526-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SLG6TAyOFLI/AAAAAAAAAL0/KqKq_tYLrDw/s1600-h/06092006(003).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SLG6TAyOFLI/AAAAAAAAAL0/KqKq_tYLrDw/s400/06092006(003).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238172677399516338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;'Os livros são feitos de tempo.&lt;br /&gt;Temos de ler, ver filmes, amar alguém&lt;br /&gt;ou alguma coisa, viajar,&lt;br /&gt;quem sabe encontrar as nossas personagens...e,&lt;br /&gt;acima de tudo esperar.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Teresa Pereira, escritora&lt;br /&gt;em entrevista JL, 13~26 de Agosto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-5032965514070610582?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/5032965514070610582/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=5032965514070610582' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5032965514070610582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5032965514070610582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/08/os-livros-so-feitos-de-tempo.html' title=''/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SLG6TAyOFLI/AAAAAAAAAL0/KqKq_tYLrDw/s72-c/06092006(003).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-3251269199692368164</id><published>2008-08-24T12:37:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T12:40:47.258-07:00</updated><title type='text'>MENSAGEM DO DIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SLG5Nub35tI/AAAAAAAAALs/W1jW3RcJKYg/s1600-h/PICT0125.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SLG5Nub35tI/AAAAAAAAALs/W1jW3RcJKYg/s400/PICT0125.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238171487062976210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amigo! Deus tarda, mas não falha!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-3251269199692368164?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/3251269199692368164/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=3251269199692368164' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3251269199692368164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3251269199692368164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/08/mensagem-do-dia.html' title='MENSAGEM DO DIA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SLG5Nub35tI/AAAAAAAAALs/W1jW3RcJKYg/s72-c/PICT0125.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2258102707502866740</id><published>2008-08-17T16:38:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T02:38:52.509-07:00</updated><title type='text'>AS CIDADES CRIATIVAS DE AFRICALLS?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SKi4NGnmeTI/AAAAAAAAALk/PmlCSDdvI5s/s1600-h/AFRICALLS%3F-03.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SKi4NGnmeTI/AAAAAAAAALk/PmlCSDdvI5s/s400/AFRICALLS%3F-03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235637102072723762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;África não é só guerra, fome, miséria, doença e mortalidade infantil. O terceiro maior continente do mundo, recheado das maiores riquezas do subsolo e paradoxalmente o mais pobre, é talvez e ao mesmo tempo o mais rico em diversidade, cor, imagem, fascínio, arte e contemporaneidade. A vitalidade desta cultura africana em desenvolvimento, marcada pelo cosmopolitismo de alguns jovens criadores, entre eles um moçambicano e um angolano, os tons daquilo que se pode chamar a descoberta das ‘cidades criativas’ do imenso e contrastado continente, tais como Luanda e Maputo —  que nos são particularmente próximas pela sua lusofonia — estão bem representadas em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Africalls?&lt;/span&gt;, um projecto artístico, inaugurado na Expo de Saragoça e que entretanto está na Casa África de Las Palmas, na Gran Canária, até finais de Setembro.  No centro de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Africalls?&lt;/span&gt; está uma extraordinária exposição fotográfica, resultado de fotogramas de uma série de sete curta-metragens de 20’, que correspondem a sete histórias de cinco artistas africanos (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lolo Velenko&lt;/span&gt;, África do Sul; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mamadou Gomis&lt;/span&gt;, Senegal; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nástio Mosquito&lt;/span&gt;, Angola; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jorge Dias&lt;/span&gt;, Moçambique; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Myriam Mihindou&lt;/span&gt;, Marrocos) e de dois interessantes projectos colectivos de desenvolvimento artístico (a revista &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Kwani&lt;/span&gt;, do Kenia e o centro de arte contemporânea &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Doual’Art&lt;/span&gt;, Camarões) respectivamente, que abordam o dia-a-dia de sete cidades africanas (Cidade do Cabo, Dakar, Luanda, Maputo, Rabat, Nairobi e Doual).&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Africalls?&lt;/span&gt; foi organizado pela &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Casa África&lt;/span&gt; e produzido pela &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;We Are Here Films&lt;/span&gt; de Barcelona, está disponível em livro-DVD, — que felizmente me chegou às mãos depois de ter visto a exposição -—  um magnífico album que acompanha esta exposição itinerante que é bem provável que chegue a Portugal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2258102707502866740?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2258102707502866740/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2258102707502866740' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2258102707502866740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2258102707502866740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/08/as-cidades-criativas-de-africalls.html' title='AS CIDADES CRIATIVAS DE AFRICALLS?'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SKi4NGnmeTI/AAAAAAAAALk/PmlCSDdvI5s/s72-c/AFRICALLS%3F-03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6195947185601186514</id><published>2008-08-05T10:11:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T13:44:03.463-07:00</updated><title type='text'>AS PALAVRAS SÃO COMO AS CEREJAS…</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SJiL7DvThVI/AAAAAAAAALc/YqYwH_FKdU0/s1600-h/Mil%2520noches_asoc%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SJiL7DvThVI/AAAAAAAAALc/YqYwH_FKdU0/s400/Mil%2520noches_asoc%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231084813923091794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SJiLyQpagxI/AAAAAAAAALU/ibEwx09DPCk/s1600-h/MVC-009F%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SJiLyQpagxI/AAAAAAAAALU/ibEwx09DPCk/s400/MVC-009F%5B1%5D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231084662769222418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A tua voz apazigua a minha alma e fazem de mim um homem bom&lt;/em&gt;, diz o Rei Shariar a Sherazade em &lt;em&gt;As Mil e uma Noites&lt;/em&gt;, a maravilhosa narrativa clássica de histórias das arábias que na sua maioria dão força às palavras (ou as cerejas) como um doce e suave sabor contra o ódio e o fanatismo que se vai espalhando pelo Mundo. &lt;br /&gt;Esforçando-se para ter a atenção e o afecto do seu esposo e senhor, Sherazade vai-lhe contando histórias intermináveis até ao amanhecer, ao mesmo tempo que lhe vai pondo delicadamente cerejas na boca, conseguindo durante mil e uma noites entretê-lo e adiar a sua própria execução, até que passados esse quase três anos o sanguinário monarca, que tinha um imenso ódio às mulheres por ter sido enganado pela sua anterior esposa, perdoa-lhe a vida e começa com ela uma lua-de-mel que dura para sempre. A descoberta do poder das palavras e do amor é razão de uma das histórias mais românticas da literatura universal, que curiosamente dá significado à expressão: a conversa é como as cerejas, que muito poucos conhecem a origem.&lt;br /&gt;Um momento: &lt;strong&gt;Mario Vargas Llosa&lt;/strong&gt;, escritor e &lt;strong&gt;Aitana Sánchez-Gijón&lt;/strong&gt;, actriz, juntos em palco em &lt;em&gt;As Mil uma Noites&lt;/em&gt;, num espectáculo de teatro, adaptado pelo autor, que abriu los Veranos de la Villa de Madrid.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6195947185601186514?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6195947185601186514/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6195947185601186514' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6195947185601186514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6195947185601186514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/08/as-palavras-so-como-as-cerejas.html' title='AS PALAVRAS SÃO COMO AS CEREJAS…'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SJiL7DvThVI/AAAAAAAAALc/YqYwH_FKdU0/s72-c/Mil%2520noches_asoc%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-7478566977665930094</id><published>2008-07-29T15:31:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T15:39:35.668-07:00</updated><title type='text'>VENEZA 65: UMA SELECÇÃO DE PESO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SI-bmlmFVcI/AAAAAAAAAK8/5k8bB4RCII4/s1600-h/79001%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SI-bmlmFVcI/AAAAAAAAAK8/5k8bB4RCII4/s400/79001%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228568779629614530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realizador Manoel de Oliveira, o actor Joaquim de Almeida e o produtor Paulo Branco vão assegurar as presenças portuguesas na Mostra de Veneza, cuja 65ª edição acaba de ser apresentada pelo seu director, Marco Müller. A decorrer entre 27 de Agosto a 6 de Setembro, o festival abrirá com a projecção, em antestreia mundial, de Burn After Reading, de Joel e Ethan Coen, com George Clooney, Brad Pitt, Frances McDormand e John Malkovich estrelas que vão estar no Lido de Veneza. Este ano, um júri oficial muito sui generis, presidido por Wim Wenders, vai ter que decidir a quem entregar o Leão de Ouro, e os outros prémios do certame, a uma selecção de peso, onde marcam presença grandes realizadores da cinematografia mundial, Darren Aronofsky (The Wrestler), Pupi Avati (Il papà di Giovanna), Kathryn Bigelow (Hurt Locker), Semih Kaplanoglu (Süt), Takeshi Kitano (Akires to kame/Achilles and the Tortoise) e Barbet Schroeder (Inju, la Bête dans l’ombre), Tariq Teguia (Gabbla/Inland), YU Lik-wai (Dangkou/Plastic City). Portugal estará simbolicamente representado com a curta-metragem Do Visível ao Invisível, de Manoel de Oliveira e em competição vão estar Noite de Cão, de Werner Schroeter, filme baseado no romance do uruguaio Juan Carlos Onetti, produzido por Paulo Branco e Joaquim de Almeida, que surgirá com o protagonista The Burning Plain, a estreia como realizador do argumentista Guillermo Arriaga (Babel). Destaque ainda para um surpreendente regresso de Debra Winger, umas das actrizes da década de 80 que deixou boas memórias em Rachel Getting Married. Recorde-se que a Mostra de Veneza é o festival de cinema europeu que melhor tem conciliado, pelo menos desde a direcção de Müller, com mandato por mais quatro anos, a arte com a indústria. A prova disso é que, na edição de 2007, os cerca de 22 filmes apresentados que estiveram depois nas nomeações para os Óscares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-7478566977665930094?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/7478566977665930094/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=7478566977665930094' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7478566977665930094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7478566977665930094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/07/veneza-65-uma-seleco-de-peso.html' title='VENEZA 65: UMA SELECÇÃO DE PESO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SI-bmlmFVcI/AAAAAAAAAK8/5k8bB4RCII4/s72-c/79001%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-7082150443647608159</id><published>2008-07-22T14:59:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T15:21:54.162-07:00</updated><title type='text'>O VÉU E A VONTADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIZb9VQFvTI/AAAAAAAAAKk/B3FwRfUYNm4/s1600-h/PICT0154.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIZb9VQFvTI/AAAAAAAAAKk/B3FwRfUYNm4/s320/PICT0154.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225965526844816690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grave crise política na Turquia, por um aparente regresso ao islamismo, devido à decisão constitucional de permitir às mulheres usarem o véu nas universidades públicas, tem provocado uma exagerada reacção de alguns governos europeus (Espanha e França, entre outros), e uma certa islamofobia dos preservacionistas culturais do ocidente, em relação às restrições que o Islão impõe à indumentária, liberdade e direitos das mulheres nos países islâmicos. Efectivamente, esta reacção está fortemente condicionada pelo clima social e político mundial, depois dos atentados de 11-S em Nova Iorque e 11-M em Madrid. &lt;em&gt;A Burka Vermelha&lt;/em&gt;, uma belíssima curta-metragem de &lt;strong&gt;Roxana Pope&lt;/strong&gt;, integrado no ‘Tão Perto/Tão Longe’ do ciclo ‘Distância e Proximidade’, que está a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, é um grande exemplo da interculturalidade e de como muitas mulheres iranianas tapam o rosto de livre vontade, com as coloridas &lt;em&gt;Nequab&lt;/em&gt;, símbolos de beleza e míticos adornos, descobertos por Marco Polo no século XII, e que deram origem às máscaras do Carnaval de Veneza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito ainda desta temática recorde-se as teorias do ilustre Professor &lt;strong&gt;Kwame Anthony Appiah&lt;/strong&gt;, cidadão norte-americano de origem britânica-ganesa, apoiante de &lt;strong&gt;Barack Obama&lt;/strong&gt;, e ele próprio uma referência viva das teorias da diversidade cultural, nas suas obras &lt;em&gt;The Ethics of Identity &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; Cosmopolitanism: Ethics in the Strange World&lt;/em&gt;, obras essas incontornáveis para o estudo da interculturalidade. Appiah examina as relações lógicas entre os valores e as ideias que sustentam o cosmopolitismo, patriotismo, liberalismo avançando a tese de que estes ideais e sentimentos, longe de serem intrinsecamente contraditórios, podem e devem ser usados livremente pelos homens e mulheres contemporâneos em busca de identidades que protejam as suas liberdades, autonomia e compromissos com a ordem democrática e individualista. Na verdade, e neste sentido de liberdade, de uma globalização humanista, de aceitação entre diferentes, recriação de novas culturas e encontro de civilizações, as mulheres islâmicas têm tanto direito de usar as suas indumentárias tradicionais (&lt;em&gt;Hiyab, Burka, Niquab, Shayla, Chador&lt;/em&gt;), como os jovens africanos de usar as camisas coloridas, com o nome e o número estampado nas costas de um qualquer ídolo do futebol mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIZcuAmmqdI/AAAAAAAAAK0/6eclax_Z3Uk/s1600-h/PICT0105.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIZcuAmmqdI/AAAAAAAAAK0/6eclax_Z3Uk/s320/PICT0105.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225966363115694546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feminismo e alguns governos ocidentais consideram o véu um símbolo de submissão e associam-no muitas vezes ao fundamentalismo islâmico. No entanto, muitas mulheres islâmicas, sejam elas progressistas ou conservadoras – incluem-se, por exemplo as esposas do primeiro-ministro &lt;strong&gt;Erdogan &lt;/strong&gt;(líder do AKP) e do presidente da República da Turquia, &lt;strong&gt;Abdulá Gul&lt;/strong&gt;, um factor que de certo modo agudizou esta crise pró-nacionalista – usam o véu porque querem e acham bonito. Dir-se-ia que, o ocidente tem quase uma obsessão, contra uma elegante indumentária que faz parte da sua cultura e que não é de todo um símbolo de submissão social, nem de restrição aos seus direitos. Por outro lado, esta reacção anti-véu faz com que muitas mulheres com vontade de se cobrirem não o façam por medo ou receio de discriminação ou represálias. A necessidade de defender a sua identidade perante esta islamofobia ocidental fez com que se refugiem no mais banal dos argumentos: a moda. As mulheres islâmicas usam véu porque a tradição e o Corão assim o impõem, (sentem-se mais protegidas e respeitadas perante Deus), mas é visível que a mediatização da moda fez com que muitas raparigas (mesmo ocidentais) se identificassem ironicamente com alguns designers de moda, que cobrem o rosto dos manequins. E, assim, sintam a utilização do véu como uma moda, uma forma elegante de andarem bem vestidas, mantendo ao mesmo tempo a sua identidade cultural e orgulho de serem mulheres e islâmicas. As turcas, integradas numa Europa que se desejaria mais unida culturalmente, riem-se desta visão demasiado redutora e da tanta preocupação por andarem tapadas, pois fazem-no quando querem e quase sempre em dias festivos, independentemente das medidas constitucionais. O ocidente parece recusar que a beleza e a sensualidade das mulheres islâmicas não se encontram na anorexia, no bronzeado do rosto, ou na liberdade para mostrar um decote mais audaz ou as pernas despidas e realçadas por uma saia curta ou uns calções. A nudez, a banalização do corpo, da sensualidade e do sexo, o hedonismo, tornaram-se óbvios símbolos da pós-modernidade das sociedades ocidentais, sobrepondo-se à fantasia e ao exotismo erótico oriental fortemente presentes na literatura tradicional. Uma coisa são os véus, outras são as questões dos direitos das mulheres, da violência exercida sobre elas, do acesso ao trabalho e aos lugares de poder no Estado, que está enraizado nas sociedades islâmicas, como é retratado num belíssimo documentário, &lt;em&gt;What a Beautifull Democracy&lt;/em&gt;!, uma realização colectiva, que reflecte a batalha das mulheres para serem eleitas para o parlamento turco, obra esta inédita em Portugal. A questão dos direitos das mulheres, da submissão, continua apesar de tudo a ser mais ou menos abrangente às sociedades ocidentais, mais progressistas ou mais conservadoras. &lt;strong&gt;Hebba Aref&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Shamina Ablelfadeel&lt;/strong&gt;, duas cidadãs norte-americanas, num comício de Barak Obama, foram impedidas de subir ao palco, porque usavam véu. O mais que provável futuro presidente do EUA, aquele em quem todo o mundo deposita enormes esperanças, não quis juntar-se a estas duas mulheres, não fossem os seus votantes pensarem que estaria do lado das oprimidas mulheres islâmicas, contra a imagem de uma mulher moderna, democrata, emancipada e com pleno acesso ao poder como a Senhora &lt;strong&gt;Clinton&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, jornalista, Julho 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-7082150443647608159?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/7082150443647608159/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=7082150443647608159' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7082150443647608159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7082150443647608159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/07/o-vu-e-vontade.html' title='O VÉU E A VONTADE'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIZb9VQFvTI/AAAAAAAAAKk/B3FwRfUYNm4/s72-c/PICT0154.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2775029544763956626</id><published>2008-07-21T14:45:00.001-07:00</published><updated>2008-07-21T14:57:14.189-07:00</updated><title type='text'>ISTAMBUL: CAPITAL DO MULTICULTURALISMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUFIWu4bSI/AAAAAAAAAKc/G5n7_QEipCg/s1600-h/PICT0174.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUFIWu4bSI/AAAAAAAAAKc/G5n7_QEipCg/s320/PICT0174.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225588583732636962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUEd-QWRMI/AAAAAAAAAKM/6JeD1_3_9QY/s1600-h/PICT0165.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUEd-QWRMI/AAAAAAAAAKM/6JeD1_3_9QY/s320/PICT0165.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225587855607612610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Istambul é uma cidade do ‘outro mundo’ e está povoada de artistas que tentam combinar as suas riquezas culturais e tradicionais com a cultura europeia e, além do mais, imbuídos de uma espantosa energia no campo da criação e da arte contemporânea. Isto, contrastando com uma Europa estagnada, renitente à integração da Turquia, mas que parece procurar cada vez mais os novos valores estéticos e culturais nos fenómenos das migrações e do multiculturalismo. Há muito que Istambul é a capital do multiculturalismo, isto praticamente desde o princípio do mundo. Da literatura à gastronomia, passando pelo cinema e vídeos, dança, música alternativa e música tradicional, em Istambul tudo parece associar-se e fundir-se numa amálgama de culturas em trânsito, em vários sentidos, renascendo numa espantosa combinação e harmonia criativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUEMqaQ8oI/AAAAAAAAAKE/w91jW5xvonA/s1600-h/PICT0102.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUEMqaQ8oI/AAAAAAAAAKE/w91jW5xvonA/s320/PICT0102.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225587558222721666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem visita Istambul, a capital cultural da Turquia, Beyoglu - bairro 'in' da cidade – tem um ambiente cosmopolita que se infiltra no nosso imaginário criando momentos tão soltos, quanto insólitos, em relação ao que para nós são esses estranhos contrastes da modernidade com a tradição, do espírito do Ocidente com o Oriente. No entanto, em toda a cidade, do Sulthanamet a Beyoglu, interligam-se as nossas reminiscências de um passado cultural, estudadas na história de Constantinopla ou de Bizâncio, com as gentes, a música tradicional turca, os &lt;em&gt;meazzines &lt;/em&gt;das mesquitas, os belos palácios dos sultões, os sons ocidentais e orientais, a paisagem do Bósforo com a ponte em fundo, aliás bastante semelhante à Ponte 25 de Abril, e até a deliciosa comida nos seduz o paladar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUD087wiYI/AAAAAAAAAJ8/TWyCq6ZT9v4/s1600-h/PICT0087.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUD087wiYI/AAAAAAAAAJ8/TWyCq6ZT9v4/s320/PICT0087.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225587150878181762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isto de uma forma extraordinariamente envolvente e inebriante. Ao falar apaixonadamente de Istambul (como falo dos livros do &lt;strong&gt;Orhan Pamuk &lt;/strong&gt;e ele próprio da sua cidade em &lt;em&gt;Istambul-Memórias de uma Cidade&lt;/em&gt;), ao partilhar esta emoção, o que imediatamente surge é a memória do cheiro a Lisboa, misturando-se ao odor do kebab e do chá de maçã. Da parte alta da cidade antiga de ruas estreitas, parecida com Alfama ou o Bairro Alto, vê-se a ponte, o rio, os ‘cacilheiros’, os navios a atracarem. E depois Istambul tem aquela luz branca muito parecida com a nossa, realçada pelos minaretes das mesquitas e das abóbadas de azul rosáceo. Referindo ainda o Istanbul Modern, um dos mais belos museus de arte contemporânea — e mais bem localizados — que nos é dado a conhecer. É de um requinte espantoso e tem muito em comum com o CCB, quanto mais não seja por estar próximo da água. O mais difícil de definir é a sensação de que há algo de tão perto como de tão longe entre Lisboa e Istambul. Está-se longe, estando-se em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUE2c2rfUI/AAAAAAAAAKU/dglDIFz68gg/s1600-h/PICT0167.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUE2c2rfUI/AAAAAAAAAKU/dglDIFz68gg/s320/PICT0167.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225588276138310978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezar nas mesquitas, cruzar o olhar das pessoas na rua e nas lojas ou discutir com os vendedores do Grande Bazar e do Mercado de Especiarias, que falam tanto em turco, não os fossemos entender, como em inglês, citando a nossa selecção nacional de futebol e o grande Cristiano Ronaldo. Istambul é uma cidade de sensações, de cheiros do bazar das especiarias, de ambientes orientais e ocidentais, harmoniosamente combinados, das águas escuras e do odor do Bósforo...e a cidade mais do que uma ponte, é a amarra que pode assegurar uma união cultural e produzir efeitos inesperados entre a Europa e a Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, Jornalista, Julho 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2775029544763956626?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2775029544763956626/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2775029544763956626' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2775029544763956626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2775029544763956626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/07/istambul-capital-do-multiculturalismo.html' title='ISTAMBUL: CAPITAL DO MULTICULTURALISMO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIUFIWu4bSI/AAAAAAAAAKc/G5n7_QEipCg/s72-c/PICT0174.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2000433337883625148</id><published>2008-07-20T15:18:00.000-07:00</published><updated>2008-07-20T15:24:09.750-07:00</updated><title type='text'>A HORA DA TURQUIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIO69D4SiUI/AAAAAAAAAJ0/d-xQPjoGKN4/s1600-h/PICT0032.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIO69D4SiUI/AAAAAAAAAJ0/d-xQPjoGKN4/s320/PICT0032.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225225550856096066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Duas notícias recentes marcam a actualidade relativamente à Turquia e à sua relação com a Europa e o mundo. Uma refere-se a &lt;strong&gt;Fethullah Güllen&lt;/strong&gt;, como um dos intelectuais mais influentes no mundo, o homem que defende a conciliação do Islão com a democracia. A outra, paradoxalmente, sobre a emenda constitucional, que levantaria a proibição das mulheres turcas de usar o véu nas universidades, que a justiça anulou. As grandes resistências (internas e externas) a uma adesão plena da Turquia à UE, a instabilidade político-religiosa, as questões dos direitos humanos e das mulheres, as insuficiências democráticas, não têm impedido este país de viver uma vibrante renovação cultural e uma explosão ao nível artístico. Um impulso de mudança, reflexo de uma amálgama de sinergias que despontou naturalmente, criando uma identidade única e enraizada na sua própria complexidade. Uma nova realidade que revela ser inspiradora e apelativa a uma outra aproximação entre várias histórias, culturas e povos que, apesar de diferentes, se inspiram na mesma energia, a emergência de uma criatividade contemporânea e uma outra forma de sentir o futuro. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Orhan Pamuk&lt;/strong&gt;, Prémio Nobel da Literatura 2006, através do seu maravilhoso livro, &lt;em&gt;A Cidadela Branca&lt;/em&gt;, revela-nos um romance iniciático e encantatório da sua obra, uma marca da cultura turca e da procura da identidade e de uma nostalgia perdida do Ocidente. &lt;em&gt;Istambul – Memórias de uma Cidade&lt;/em&gt;, onde nasceu e vive Pamuk, transformou-se numa inspirada autobiografia e num guia de viagem, que é uma obra-prima da literatura contemporânea, finalmente editada em Portugal. Contudo, além de Pamuk, e conhecidas as suas posições políticas de intelectual incómodo, tanto para os islamitas radicais como para os fervorosos nacionalistas, a Turquia tem revelado muito dinamismo do ponto de vista cultural. O realizador germano-turco &lt;strong&gt;Fatih Akim&lt;/strong&gt;, no documentário &lt;em&gt;Crossing the Bridge - The Sound of Istanbul&lt;/em&gt; (2006), despertou-nos para a magia dos sons de fusão da música turca e alternativa. Como aliás os seus filmes, &lt;em&gt;A Noiva Turca &lt;/em&gt;ou &lt;em&gt;Do Outro Lado&lt;/em&gt;, histórias passadas entre a Alemanha e a Turquia. O cineasta &lt;strong&gt;Nuri Blige Ceylan &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Uzak, Climas, Three Monkeys&lt;/em&gt;) é uma grande referência do cinema de autor, mais ainda agora que se afirma com uma obra fotográfica de uma beleza surpreendente. &lt;em&gt;Os Poemas de Amor&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Rumi&lt;/strong&gt;, e os &lt;em&gt;Poemas do Exílio e da Prisão&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Nâzim Hikmet&lt;/strong&gt;, são clássicos da literatura mundial e o primeiro a principal referência do sofismo (a doutrina pacifista que influencia Güllen), ambos livros de cabeceira para quem gosta de adormecer ao som das palavras da vida. Existe na Turquia uma grande apetência para as experiências ao nível das artes visuais e performativas, em paticular do teatro e da dança, experiências essa que ainda não chegaram a Portugal com a relevância merecida, mas que vale a pena conhecer, com excepção das surpreendentes obras coreográficas de &lt;strong&gt;Aydin Teker&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Mustafa Kaplan&lt;/strong&gt;, que tivemos a oportunidade de ver no Alkantara Festival. Depois de todas estas referências às quais a nossa memória nos agarra, há ainda o filme com personagens reais, &lt;em&gt;Tintin et Le Mystère de la Toison d’Or&lt;/em&gt; (1961), rodado em Istambul, uma cidade onde temos a sensação de encontrar as origens, as raízes espirituais e culturais da Europa de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, jornalista, Julho 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2000433337883625148?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2000433337883625148/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2000433337883625148' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2000433337883625148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2000433337883625148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/07/hora-da-turquia.html' title='A HORA DA TURQUIA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SIO69D4SiUI/AAAAAAAAAJ0/d-xQPjoGKN4/s72-c/PICT0032.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-4375644301360757218</id><published>2008-06-24T04:28:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T05:09:39.354-07:00</updated><title type='text'>BUIKA: A NIÑA DE FUEGO</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OuIcWxTPlR4&amp;hl=pt-br"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OuIcWxTPlR4&amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Su voz vuela indomable y tierna entre árboles de agua, agua de luz y mentiras cobardes.&lt;br /&gt;Su voz es como un beso desgarrador. Como un eterno beso de niña… La niña de fuego.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cruzamentos entre o flamengo cigano, jazz de fusão, blues, bolero e a potente voz rouca de &lt;strong&gt;Buika&lt;/strong&gt;, fazem de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Niña de Fuego&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; um dos álbuns musicais mais refrescantes para as noites quentes desta Lisboa veraneante, cada vez mais cosmopolita e multicolor. Curiosamente, Buika é um dos nomes marcantes da música espanhola actual, nasceu em Palma de Maiorca e com o primeiro nome Concha, apesar da sua origem da Guiné Equatorial. Por isso é uma cantora que faz a ponte entre a Europa da Sul, África e a América Latina, aliás algo cada vez mais comum no país vizinho, numa verdadeira abertura a outros mercados multiculturais e a outras musicas. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Niña de Fuego &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;é um álbum composto por canções de amor e desamor (&lt;em&gt;Culpa Mia e La Falsa Moneda&lt;/em&gt; são grandes momentos, que mistura belas canções originais de Javier Limón, com temas mais antigos e standards, num reportório de uma rara beleza e de renovação dos vários géneros musicais. Leveza, intensidade, sensualidade e prazer na voz única de Buika e num álbum a não perder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-4375644301360757218?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/4375644301360757218/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=4375644301360757218' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/4375644301360757218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/4375644301360757218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/06/buika-nia-de-fuego.html' title='BUIKA: A NIÑA DE FUEGO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6047046056757974789</id><published>2008-06-24T04:25:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T04:28:26.431-07:00</updated><title type='text'>BAMBOO BLUES, DE PINA BAUSCH: UMA ÍNDIA DE SONHOS</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/atuTkKDc1zE&amp;hl=pt-br"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/atuTkKDc1zE&amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Istambul a Hong Kong, do Brasil a Lisboa, não importa em que ponto do mundo, Pina Bausch vem captando ao longo das suas últimas obras, e fruto das suas residências artísticas, a essência dos lugares e dos seus habitantes. São as cores, cheiros, texturas, sabores, os sons e a música, que marcam a sua impressão desses lugares muito além do visível, e curiosamente com um humor que não era de todo um recurso dramatúrgico em obras tão emblemáticas como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sagração da Primavera &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(1975), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Café Müller &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(1978), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Kontakthof&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1978), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;1980&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1980) e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Viktor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1986), símbolos de uma linguagem revolucionária, que espantou os espectadores e teve a sua estreia portuguesa, com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Auf dem Gebirge hat man ein Geschrei gehört &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(&lt;em&gt;E na Montanha ouviu-se um Grito&lt;/em&gt;, de 1984), nos Encontros Acarte de 1989.&lt;br /&gt;Se os seus trabalhos já não são os mais referentes de um &lt;em&gt;danztheatre&lt;/em&gt;, que já teve melhores dias, como se viu no recente Festival Pina Bausch realizado em Lisboa há pouco mais de um mês, são pelo menos mais felizes e conciliatórios com a vida e serão sempre uma reavaliação das transformações dramatúrgicas de Bausch, do seu percurso e do novo mundo em que vivemos. É novamente o espírito da descoberta e de uma Índia em transformação, o mais recente porto de escala, que marca o seu último trabalho &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bambu Blues&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, uma produção de maior escala do que as habituais residências e que conta com um elogioso guarda-roupa de Marion Cito e a direcção musical de Matthias Burkert e Andreas Eisenscheneider. A coreógrafa alemã volta a criar em palco uma amálgama de sensações e prazeres, aliados aos doces e poderosos movimentos. A suavidade dos movimentos a solo prevalece em relação ao conjunto dos bailarinos, num envolvimento traçado pelos tecidos coloridos, pelo algodão, e pelos cenários e vídeos de Peter Pabst, o seu habitual art designer, combinados com os inebriantes movimentos das danças indianas e uma luz, uma luz celestial que nos transporta para uma Índia dos nossos sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6047046056757974789?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6047046056757974789/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6047046056757974789' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6047046056757974789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6047046056757974789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/06/bamboo-blues-de-pina-bausch-um-ndia-de.html' title='BAMBOO BLUES, DE PINA BAUSCH: UMA ÍNDIA DE SONHOS'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-4684051480080160210</id><published>2008-06-20T08:21:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T08:41:59.934-07:00</updated><title type='text'>O NOVO CINEMA MEXICANO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SFvNm4Zx7kI/AAAAAAAAAJk/9SQ0VaMOPgk/s1600-h/0,,13110584-EX,00%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SFvNm4Zx7kI/AAAAAAAAAJk/9SQ0VaMOPgk/s320/0,,13110584-EX,00%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213987061470719554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde &lt;em&gt;&lt;strong&gt;El Rey del Barrio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, um filme da Idade de Ouro e das décadas de 30/40 que o cinema mexicano não vivia uma época tão profícua e de tanta euforia. Se o ano passado se produziram mais de 70 filmes, em 2008 espera-se que cheguem às 80 as produções que vão estrear nas salas e circular pelos festivais e mostras de cinema. Os ‘Três Amigos’ (&lt;strong&gt;Guillermo del Toro&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Alfonso Cuarón&lt;/strong&gt;, e &lt;strong&gt;Alejandro González Iñárritu&lt;/strong&gt;) são já uma espécie de Santíssima Trindade da indústria cinema mundial e os símbolos máximos de uma geração de cineastas que cresceu entre os pobres &lt;em&gt;mariachis&lt;/em&gt; e a Hollywood dos ricos. Fala-se agora de uma nova era ou de uma nova onda de filmes e cineastas capazes de devolver ao México um certo orgulho perdido, quer com um cinema mexicano popular por excelência, quer com um cinema mais autoral e que vem circulando pelos festivais internacionais de cinema. O &lt;em&gt;star system &lt;/em&gt;e a notoriedade internacional de actores como &lt;strong&gt;Diego Luna &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Gael Garcia Bernal&lt;/strong&gt; (outros dois amigos na realidade e a dupla de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;E a Tua Mãe Também!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Cuarón, são sócios também de uma nova produtora de filmes) têm igualmente ajudado a construir uma nova faceta para o cinema mexicano. Bernal, que é uma das estrelas internacionais de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Blindenss&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Fernando Meirelles, até se estreou recentemente como realizador em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Déficit&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, um filme despretensioso, uma primeira obra, onde além dele, estão actores desconhecidos para contar a história de uma festa organizada numa grande mansão de campo, por dois irmãos ricos, confrontados pelas diferenças sociais dos empregados da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de certo modo verdade que o México é conhecido caricaturalmente no mundo pelas suas histórias de mortos-vivos (&lt;em&gt;Pedro Páramo&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Juan Rulfo&lt;/strong&gt;, aguarda o início de uma rodagem com participação portuguesa), mas também por uma grande tradição no cinema. Nesta altura, assistimos ao aparecimento de um punhado de bons filmes (contos rurais, dramas urbanos, tragicomédias e excelentes documentários) e de cineastas de eleição, mas ainda não é possível e apesar do número razoável de produções, falar de uma verdadeira indústria de cinema. &lt;strong&gt;Everardo González&lt;/strong&gt;, é um destes cineastas da nova geração que o ano passado estreou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Los Ladrones Viejos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, um filme premiado no famoso e popular Festival de Guadalajara (a terceira cidade mais importante do México) recuperando as &lt;em&gt;leyendas del artegio&lt;/em&gt;, histórias dos delinquentes de rua dos anos 60, do populoso DF (Distrito Federal da cidade do México, a capital que coincide com o nome do País). Através dos seus testemunhos o filme aborda muitas das questões sociais vividas pelos mais pobres. Na Competição Oficial da Berlinale (e curiosamente também na Semana da Crítica em Cannes, onde ganhou o Prémio Revelação da FIPRESCI) passou uma pequena pérola intitulada &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lake Tahoe (Te Acuerdas de Lake Tahoe?)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Fernando Eimbcke &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Temporada de Patos&lt;/em&gt;) que felizmente está comprado para Portugal, pela nova distribuidora Panthéon, e à espera de uma oportunidade de estrear nas salas. &lt;em&gt;Lake Tahoe&lt;/em&gt; foi rodado em muito poucos dias, com a câmara com que &lt;strong&gt;Carlos Reygadas&lt;/strong&gt; (outro cineasta que tem reivindicando um estatuto de autor na Europa, com filmes como &lt;em&gt;Batalha no Céu &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Japão&lt;/em&gt;), filmou o seu último &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Luz Silenciosa &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(a história de adultério no seio dos Menonitas, apresentado em Cannes o ano passado), com um orçamento mínimo, actores não-profissionais, e com uma história de um adolescente um pouco perdido e à procura de algum afecto. &lt;em&gt;Lake Tahoe &lt;/em&gt;é um filme muito simples e minimalista, no entanto muito carregado de verdade e naturalismo da vida de um adormecido &lt;em&gt;pueblo&lt;/em&gt; do interior de México. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, esta euforia deve-se em parte aos ‘Três Amigos’ ricos que ultrapassaram as fronteiras do Golfo, mas passa muito pelo espírito de entreajuda entre os vários jovens realizadores emergentes, cineastas/actores/produtores com muito sentido prático e pouco dinheiro, que sentem que o mais importante é fazer filmes. Eimbcke tem 37 anos, é um dos cineastas marcantes deste novo caminho que vai rompendo com os esquemas mais académicos de produção iniciado com um filme fundador e geracional: &lt;em&gt;E a Tua Mãe Também!&lt;/em&gt; de Alfonso Cuarón. Carlos Reygadas era um advogado e tinha uma promissora carreira como diplomata, mas optou pelo cinema (ou pelo cinema contra-corrente) e já é um autor reconhecido na Europa e nos EUA. Iñárritu é já de outro campeonato. Veio da publicidade e tornou-se um referência das histórias cruzadas, de &lt;em&gt;Amor Cão&lt;/em&gt;, passando por &lt;em&gt;21 Gramas&lt;/em&gt;, até &lt;em&gt;Babel&lt;/em&gt;, e quase sem querer é uma espécie de papa de uma certa tendência actual, a que muitos chamam a &lt;em&gt;babelização&lt;/em&gt; do cinema contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala do novo cinema mexicano, além dos já referidos, é inevitável destacar cineastas como:  &lt;strong&gt;Amat Escalante &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Sangre&lt;/em&gt;) apresentou em Cannes &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Los Bastardos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, na secção &lt;em&gt;Un Certain Regard&lt;/em&gt;, (um filme produzido por Reygadas); &lt;strong&gt;Gerardo Laranjo &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Drama/Mex&lt;/em&gt;) e &lt;strong&gt;Rodrigo Plá&lt;/strong&gt;, realizador de &lt;em&gt;La Zona&lt;/em&gt;, estreou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Desierto Adentro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, são já mais do que revelações com histórias que giram quase sempre à volta dos mesmos temas (religião, ritos, pobreza, desenraizamento, violência). &lt;strong&gt;Juan Carlos Martín &lt;/strong&gt;conhecido pelo excelente documentário sobre o artista &lt;strong&gt;Gabriel Orozco&lt;/strong&gt;, estreou-se agora na ficção com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;40 Días&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, um &lt;em&gt;road movie &lt;/em&gt;filmado entre o DF e Nova Iorque, com dinheiro do seu próprio bolso e com uma pequena equipa constituída por 18 pessoas. Algo que marca e acompanha uma nova tendência nos modos de produção cinematográfica. Trata-se de uma viagem num descapotável de estilo, de um casal acompanhados de um amigo &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt; em profunda depressão, e ao que consta marcado por uma espantosa interpretação de &lt;strong&gt;Andrés Almeida&lt;/strong&gt;, actor e líder de um grupo de música electrónica, curiosamente num ‘filme filho’ de &lt;em&gt;E a tua Mãe Também!&lt;/em&gt; Há ainda, a aguardada estreia de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Rudo y Cursi&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Carlos Cuarón &lt;/strong&gt;(o irmão de Alfonso), de quem se esperam voos mais altos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num país com mais de 105 milhões de habitantes, o panorama do cinema mexicano não é nada mau, se tivermos em conta que em 2007 se produziram cerca de 74 longas-metragens. Em 2006 chegaram aos 62 filmes e 2008 promete ser ainda melhor em termos de produção cinematográfica. México, Argentina e Brasil, concentram cerca de 85 % do mercado audiovisual da América Latina. Ir ao cinema para os mexicanos é um luxo acessível apenas a cerca de 15% da população. Uma entrada custa cerca de 50 pesos(€ 3,14), os salários são baixos e uma grande maioria das pessoas vive no limiar da pobreza ou na precariedade de emprego. No entanto, Perisur, um complexo situado em plena cidade do México é a segunda sala que mais entradas de cinema vendem em todo o mundo. Só superada por uma outra grande sala em Bombaim, na Índia, centro da indústria de Bollywood. O cinema visto no México é mais ou menos igual ao que se vê no resto do mundo. Na maioria são filmes de Hollywood, que fazem mais receitas e espectadores do que os filmes nacionais e independentes. Nos finais da década de 90, o cinema mexicano tinha como que batido no fundo com a fuga de criadores (realizadores, técnicos e argumentistas, entre eles o famoso &lt;strong&gt;Guillermo Arriaga&lt;/strong&gt;), para Hollywood e para a Europa. No entanto, algo parece estar a mudar com esta onda positiva em grande medida assente nos apoios governamentais ao cinema: a existência de uma taxa de incentivos, conhecida por Artigo 266 e por um Fundo de Investimento e Estímulo ao Cinema, (curiosamente à semelhança de Portugal, uma para filmes de autor e o outro para os mais comerciais). Trata-se, de uma lei que proporciona incentivos fiscais às empresas que apoiam o cinema e ajudas substanciais às empresas produtoras de filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Texto para apresentação da Mostra de Cinema Mexicano, a realizar em Lisboa no próximo mês de Julho. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes&lt;br /&gt;Jornalista e crítico de cinema&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-4684051480080160210?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/4684051480080160210/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=4684051480080160210' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/4684051480080160210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/4684051480080160210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/06/o-novo-cinema-mexicano.html' title='O NOVO CINEMA MEXICANO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SFvNm4Zx7kI/AAAAAAAAAJk/9SQ0VaMOPgk/s72-c/0,,13110584-EX,00%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-5209892870636779793</id><published>2008-06-20T08:03:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T08:10:09.764-07:00</updated><title type='text'>ÓPERA, CINEMA, FUTEBOL E PIPOCAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SFvHtKvKFeI/AAAAAAAAAJc/tUwQ84bQaOc/s1600-h/salas-de-cinema%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SFvHtKvKFeI/AAAAAAAAAJc/tUwQ84bQaOc/s320/salas-de-cinema%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213980572401669602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa altura de grande crise de espectadores nas salas de cinema, com o Euro 2008 a acentuar a tendência, talvez seja o momento de exibidores e distribuidores diversificarem a programação, procurando conteúdos alternativos aos filmes: futebol, ópera, concertos de rock, séries de televisão ou videojogos, espectáculos que por vezes também poderiam passar para o grande ecrã e para o escurinho do cinema.&lt;br /&gt;As tecnologias de difusão caseiras, aliadas à grande crise económica que vai mexendo com os nossos bolsos, tem sido a responsável por uma grande quebra das receitas e de espectadores nas salas de cinema. Assim, e olhando para o mercado, podem perfilar-se novas formas de desfrutar um espectáculo, isto é, numa nova dimensão, algo que pode abrir caminhos para resistir à recessão e ser uma boa oportunidade de negócio para os exibidores e distribuidores de conteúdos.&lt;br /&gt;De certo modo até funciona com o rock e com filmes como &lt;em&gt;Shine a Light&lt;/em&gt;, de Martin Scorcese sobre os Rollings Stones. Na prática trata-se do registo de um concerto rodado ao vivo tal como o dos U2 projectado em 3D. Mas poder-se-ia também projectar ou transmitir determinados espectáculos ao vivo como Rock in Rio, Optimus Alive, Super Bock, ou mesmo determinados grupos, nas salas de cinema, isto para os mais comodistas e que não gostam de ir para o meio da barafunda. A reprogramação das grandes séries de televisão nas salas seria certamente um grande êxito tal como, por exemplo, o sucesso da versão- filme de &lt;em&gt;Sexo e a Cidade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O caso da ópera também pode ser significativo. Mesmo não tendo conhecido um grande sucesso de espectadores, &lt;em&gt;Das Marchen &lt;/em&gt;do compositor Emmanuel Nunes, uma obra contemporânea, pouco acessível, foi transmitida em directo para 14 cine-teatros portugueses, no passado dia 25 de Janeiro. As salas de cinema podem ser uma boa alternativa, já que toda a gente sabe que não é propriamente fácil encontrar bilhetes para uma récita no S. Carlos, além disso, é um local de culto que intimida alguns espectadores, mesmo aqueles que não gostam de comer pipocas na sala de cinema. A ópera não cola com as pipocas, mas pode ser uma oportunidade para muita gente que nunca foi sobretudo ao S. Carlos.&lt;br /&gt;Quanto ao futebol, não há qualquer dúvida, se existem multidões que se juntam em Lisboa, na Alameda, ou nos restaurantes das Docas para desfrutar em conjunto das alegrias que até agora nos tem dado a Selecção Nacional, imaginem o que não seria se as excelentes salas de cinema, como as do El Corte Inglés, Campo Pequeno ou Zon Lusomundo Colombo / Vasco da Gama, aproveitassem o fresquinho do ar condicionado e passassem a transmissão da TVI em alta definição, com as devidas autorizações, como fazem habitualmente com a Noite dos Oscars.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-5209892870636779793?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/5209892870636779793/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=5209892870636779793' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5209892870636779793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5209892870636779793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/06/pera-cinema-futebol-e-pipocas.html' title='ÓPERA, CINEMA, FUTEBOL E PIPOCAS'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SFvHtKvKFeI/AAAAAAAAAJc/tUwQ84bQaOc/s72-c/salas-de-cinema%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6503477974325524989</id><published>2008-06-18T15:47:00.000-07:00</published><updated>2008-06-18T15:50:51.781-07:00</updated><title type='text'>O CORAÇÃO DO MUNDO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SFmRNDpBJuI/AAAAAAAAAJU/FokisCreShs/s1600-h/ISTANBUL:JOANARD.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SFmRNDpBJuI/AAAAAAAAAJU/FokisCreShs/s320/ISTANBUL:JOANARD.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213357697159735010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Chegou o momento de entrar no coração do império intercontinental e multicultural, o santuário da mestiçagem e da ambiguidade faustosa. Sem esquecer que este estreito, teve, com a outra margem do Mar Negro, de servir de ponte (Hellespont…) aos grandes movimentos de populações que, há seis ou oito mil anos, trouxeram do sudoeste do continente europeu a arte de criar e semear, e em seguida de fundir e trabalhar os metais. É a fusão de dois mundos, a placa giratória da própria noção de civilização, o ponto para onde convergem as intuições vindas da China e da Índia, da Pérsia e da Mesopotâmia, do Egipto, da Grécia e de Roma. É o impasse da Antiguidade (…). É o lugar conhecido como sendo a mais antiga fonte de nostalgia dos Ocidentais, (…) de Pierre Loti, de Lord Byron ou de Agatha Christie. Foi durante muito tempo a estação terminal do agora onírico Expresso do Oriente, o ponto de convergência de todos os fantasmas viajantes, a Jerusalém poética por excelência…’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Istanbul - texte et photographies de Gil Jounard&lt;/span&gt;, Collection  Les Portes Clandestines, L’Archange Minotaure 2005 -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6503477974325524989?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6503477974325524989/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6503477974325524989' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6503477974325524989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6503477974325524989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/06/o-corao-do-mundo.html' title='O CORAÇÃO DO MUNDO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SFmRNDpBJuI/AAAAAAAAAJU/FokisCreShs/s72-c/ISTANBUL:JOANARD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2948881771849270341</id><published>2008-06-10T15:12:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T15:20:39.289-07:00</updated><title type='text'>A SERPENTE E A MONTANHA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SE7934V8TmI/AAAAAAAAAJM/x7oJ9_X6dmA/s1600-h/wood4.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SE7934V8TmI/AAAAAAAAAJM/x7oJ9_X6dmA/s320/wood4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210380955373293154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: A Serpente de Francesca Woodman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Segundo Ibn Arabî, que afirma tratar-se de um facto verídico, um dos seus amigos, que era um dervixe abdalita, foi içado até aos céus pelos espíritos, atingiu o Monte Kaf que cerca o universo e verificou que essa montanha estava ela própria, cercada por uma serpente. Sabe-se hoje que não há montanha que cerque o universo, como também não há serpente que cerque a montanha.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Enciclopédia do Islão&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2948881771849270341?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2948881771849270341/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2948881771849270341' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2948881771849270341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2948881771849270341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/06/serpente-e-montanha.html' title='A SERPENTE E A MONTANHA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SE7934V8TmI/AAAAAAAAAJM/x7oJ9_X6dmA/s72-c/wood4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6737258134026955619</id><published>2008-06-06T08:07:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T05:50:21.628-07:00</updated><title type='text'>AS ÚLTIMAS ESTRELAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SElTNv-q1OI/AAAAAAAAAI0/zg3dxOnrrs8/s1600-h/Madonna%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SElTNv-q1OI/AAAAAAAAAI0/zg3dxOnrrs8/s320/Madonna%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208785939713414370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SElTNwOAKKI/AAAAAAAAAI8/WykkRQ3FzsU/s1600-h/michael-jackson-400a052307%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SElTNwOAKKI/AAAAAAAAAI8/WykkRQ3FzsU/s320/michael-jackson-400a052307%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208785939777726626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SElTOPS4MTI/AAAAAAAAAJE/Vif-BG-9Tns/s1600-h/prince_close%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SElTOPS4MTI/AAAAAAAAAJE/Vif-BG-9Tns/s320/prince_close%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208785948119675186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt; (16 de Agosto), &lt;strong&gt;Michael Jackson &lt;/strong&gt;(29 de Agosto), &lt;strong&gt;Prince&lt;/strong&gt; (7 de Junho), comemoram este ano 50 anos de vida e o pequeno Rogers Nelson, de Minneapolis, já amanhã. Parabéns Mr. Prince! Apesar da idade, os três continuam a reinar no mundo da música e da cultura pop. Provocadores, geniais, sensuais, cada uma à sua maneira, aliás entre eles há mais contrastes que coincidências, continuam a ser a marca de uma geração que soube aproveitar uma espécie de ‘movida’ mundial, das loucas e pujantes (do ponto de vista criativo), décadas dos anos 80/90.&lt;br /&gt;Na verdade, e apesar da controvérsia de algumas situações, como as de Michael Jackson, a tríade soube antecipar-se à grande derrocada do negócio da música, que ainda não conseguiu criar figuras para os substituir. Se os artistas de hoje estão como que miniaturizados no YouTube, no ecrã do computador ou nos auscultadores dos MP3, e as vezes até parecem virtuais, Madonna, Prince e Michael Jackson são artistas que nasceram numa época em que antes de tudo estava o carisma, para chegar ao palco de um grande estádio e vender muitos discos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6737258134026955619?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6737258134026955619/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6737258134026955619' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6737258134026955619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6737258134026955619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/06/as-ltimas-estrelas.html' title='AS ÚLTIMAS ESTRELAS'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SElTNv-q1OI/AAAAAAAAAI0/zg3dxOnrrs8/s72-c/Madonna%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2882403244124188093</id><published>2008-05-27T13:57:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T15:36:37.149-07:00</updated><title type='text'>HOW SWEET...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SDx2dh5zT9I/AAAAAAAAAIs/Sd8MTYQwg_I/s1600-h/jeffwall.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SDx2dh5zT9I/AAAAAAAAAIs/Sd8MTYQwg_I/s320/jeffwall.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205165519022542802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jeff Wall, 'Sudden Guest of the wind', 1993&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;How sweet to be a Cloud&lt;br /&gt;Floating in the Blue!&lt;br /&gt;Every little cloud&lt;br /&gt;Always sings aloud&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;How sweet to be a Cloud&lt;br /&gt;Floating into the Blue!&lt;br /&gt;It makes me very proud&lt;br /&gt;To be a little cloud.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2882403244124188093?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2882403244124188093/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2882403244124188093' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2882403244124188093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2882403244124188093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/05/how-sweet.html' title='HOW SWEET...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SDx2dh5zT9I/AAAAAAAAAIs/Sd8MTYQwg_I/s72-c/jeffwall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2176095826021929064</id><published>2008-05-26T14:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T14:15:41.204-07:00</updated><title type='text'>De LA VITA NUOVA: "Tanto gentile...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SDsobB5zT8I/AAAAAAAAAIk/q5AaSF2Pxac/s1600-h/woodmanIV.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SDsobB5zT8I/AAAAAAAAAIk/q5AaSF2Pxac/s320/woodmanIV.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204798239189192642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tanto é gentil e tão honesto é o ar&lt;br /&gt;da minha dama, quando aos mais saúda,&lt;br /&gt;que toda a língua de tremor é muda,&lt;br /&gt;e os olhos não se atrevem de a fitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela perpassa, ouvindo-se louvar,&lt;br /&gt;vestida de humildade e tão sisuda,&lt;br /&gt;que se diria que, do céu transmuda,&lt;br /&gt;à terra veio milagres comprovar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é graciosa tanto a quem na mira&lt;br /&gt;que dá dos olhos tal ternura ao seio,&lt;br /&gt;que entendê-la não pode o que a não sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é como se em seus lábios fora ardente&lt;br /&gt;um espírito suave e de amor cheio&lt;br /&gt;que, sem dizê-lo, às almas diz: - Suspira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dante Aligheri&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2176095826021929064?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2176095826021929064/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2176095826021929064' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2176095826021929064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2176095826021929064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/05/de-la-vita-nuova-tanto-gentile.html' title='De LA VITA NUOVA: &quot;Tanto gentile...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SDsobB5zT8I/AAAAAAAAAIk/q5AaSF2Pxac/s72-c/woodmanIV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8549164853731968318</id><published>2008-05-21T16:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-21T16:06:28.541-07:00</updated><title type='text'>Les poissons rouges</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SDSq4wkLEPI/AAAAAAAAAIc/uNSvgax1j7I/s1600-h/yun_3463.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SDSq4wkLEPI/AAAAAAAAAIc/uNSvgax1j7I/s320/yun_3463.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202971361605783794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Comme des poissons rouges&lt;br /&gt;Dans un aquarium&lt;br /&gt;Autour de nous bougent&lt;br /&gt;Des femmes et des hommes&lt;br /&gt;Chacun son histoire&lt;br /&gt;Son petit bout de vie&lt;br /&gt;Ses peines , ses espoirs&lt;br /&gt;Perdus dans l'oubli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainsi va la vie&lt;br /&gt;Nageant entre deux eaux&lt;br /&gt;Avec les plus gros&lt;br /&gt;Qui mangent les plus petits&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comme des poissons tristes&lt;br /&gt;Dans un grand bocal&lt;br /&gt;On rêve d'être artiste&lt;br /&gt;Dans une vie bancale&lt;br /&gt;Chacun ses fantasmes&lt;br /&gt;Ses petits morceaux de bleu&lt;br /&gt;Ses rires et ses larmes&lt;br /&gt;Au fond de nos yeux&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainsi va la vie&lt;br /&gt;Nageant entre de deux eaux&lt;br /&gt;Tout plein de sanglots&lt;br /&gt;Dans nos cœurs meurtris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comme des poissons lune&lt;br /&gt;Dans une mer trop grande&lt;br /&gt;L'on cherche fortune&lt;br /&gt;Y en a même qui se pendent&lt;br /&gt;Chacun son destin&lt;br /&gt;Ses petites heures de gloire&lt;br /&gt;Avenir incertain&lt;br /&gt;Entrée dans l'histoire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainsi va la vie&lt;br /&gt;Nageant entre deux eaux&lt;br /&gt;Ainsi va la mort&lt;br /&gt;Au bout du rouleau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comme des poissons chat&lt;br /&gt;Echoués sur le sable&lt;br /&gt;On ne pensent rien qu'à ça&lt;br /&gt;Trouver l'insondable&lt;br /&gt;Chacun son mystère&lt;br /&gt;Sa foi, ses croyances&lt;br /&gt;D'étranges prières&lt;br /&gt;Noyées dans le silence&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainsi va la vie&lt;br /&gt;Nageant entre deux eaux&lt;br /&gt;Poissons rouges repris&lt;br /&gt;Pêcheur tout là-haut&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herve LAFFORGUE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8549164853731968318?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8549164853731968318/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8549164853731968318' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8549164853731968318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8549164853731968318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/05/les-poissons-rouges.html' title='Les poissons rouges'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SDSq4wkLEPI/AAAAAAAAAIc/uNSvgax1j7I/s72-c/yun_3463.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8293605468881562701</id><published>2008-05-13T07:00:00.000-07:00</published><updated>2008-05-13T07:15:23.507-07:00</updated><title type='text'>CANNES INSPIRA-SE EM LYNCH E SARAMAGO ABRE O FESTIVAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SCmiZwkLEOI/AAAAAAAAAIU/WLkSS1VVOB8/s1600-h/blindness_03%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SCmiZwkLEOI/AAAAAAAAAIU/WLkSS1VVOB8/s320/blindness_03%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199865808192999650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O cartaz e a identidade visual do 61º Festival de Cannes, que se realiza a partir de amanhã e até 25 de Maio próximos, inspiram-se numa fotografia de &lt;strong&gt;David Lynch &lt;/strong&gt;e no filme &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mulholland Drive&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Esta é mais uma homenagem do Festival a um dos seus autores de elite, recriada pelo designer &lt;strong&gt;Pierre Collier&lt;/strong&gt;, que concebeu a partir do cartaz todo um ambiente gráfico, que se destaca junto dos locais, edificios, hotéis de luxo, salas de cinema, Palácio dos Festivais, a sede por excelência do evento e ao longo de toda a Croisette, a marginal junto ao mar. &lt;br /&gt;Começaram por ser vinte os filmes seleccionados para a Competição Oficial, mas já depois do anúncio, inesperadamente &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Blindness&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, do brasileiro &lt;strong&gt;Fernando Mereilles&lt;/strong&gt;, numa adaptação do romance &lt;em&gt;Ensaio Sobre a Cegueira&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;José Saramago&lt;/strong&gt;, vai fazer as honras da abertura, carregado de estrelas internacionais como &lt;strong&gt;Jullianne Moore, Mark Ruffalo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Danny Glover &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Gael Garcia Bernal&lt;/strong&gt;. A Competição espera-se renhida e dificil para o júri presidido por &lt;strong&gt;Sean Penn&lt;/strong&gt;, já que entre os cineastas a concurso estão veteranos como &lt;strong&gt;Clint Eastwood &lt;/strong&gt;(Changeling), &lt;strong&gt;Steven Soderbergh &lt;/strong&gt;(Che), &lt;strong&gt;Wim Wenders &lt;/strong&gt;(Palermo Shooting), os irmãos &lt;strong&gt;Dardenne&lt;/strong&gt;, (Le Silence de Lorna) que já ganharam duas Palmas de Ouro e revelações como &lt;strong&gt;Charlie Kaufman &lt;/strong&gt;(Synedoche, New York), &lt;strong&gt;Lucrecia Martel&lt;/strong&gt; (La Mujer Sin Cabeza), entre outros autores do mundo, já que Cannes é a maior mostra de cinema dos cinco continentes. Fora da competição &lt;strong&gt;Woody Allen &lt;/strong&gt;vai dar um ar da sua graça com o seu último &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vicky Cristina Barcelona&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o filme que aparentemente ligou &lt;strong&gt;Penélope Cruz&lt;/strong&gt; e o oscarizado &lt;strong&gt;Javier Bardem&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Cannes Classics 2008, um evento paralelo dedicado à apresentação de velhos filmes em cópias restauradas, tem este ano lugar sob o signo de &lt;strong&gt;Manoel de Oliveira&lt;/strong&gt;, ao qual o Festival vai prestar uma vibrante homenagem pelo seu 100º aniversário, apresentando a sua primeira obra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Douro, Faina Fluvial &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(1931, 18’).   &lt;br /&gt;Por ocasião das comemorações dos 40 anos da Quinzena dos Realizadores, outra competição paralela, que tem procurado uma certa tendência vanguardista nas suas apresentações, foi selecionado &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aquele Querido Mês de Agosto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, do realizador português &lt;strong&gt;Miguel Gomes&lt;/strong&gt;, um filme rodado durante os verões de 2006 e 2007 e que nos dá um excelento retrato do interior e do Portugal de hoje, no mês em que os imigrantes regressam às suas origens. &lt;br /&gt;Uma longa maratona de 11 dias de cinema, ao qual se juntam à Competição outras mostras paralelas (competitivas e não competitivas) como Um Certain Regard, Sessões Especiais, Curtas-Metragens, Cinefondation, Cinéma de La Plage, Semana da Crítica e algumas projecções especiais como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Indiana Jones and Kingdom of the Crystal Skull&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Steven Spielberg&lt;/strong&gt;, o documentário &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Maradona by Kusturica&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Emir Kusturica&lt;/strong&gt;, ou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;What Just Happened&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de &lt;strong&gt;Barry Levinson&lt;/strong&gt;, com &lt;strong&gt;Bruce Willis, Robin Wright-Penn &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Sean Penn&lt;/strong&gt;, como filme de encerramento. Aguardada também com muita expectativa, é a Leçon de Cinéma, que terá lugar a 22 de Maio, este ano a cargo de &lt;strong&gt;Quentin Tarantino&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes (em Cannes)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8293605468881562701?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8293605468881562701/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8293605468881562701' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8293605468881562701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8293605468881562701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/05/cannes-inspira-se-em-lynch-e-saramago.html' title='CANNES INSPIRA-SE EM LYNCH E SARAMAGO ABRE O FESTIVAL'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SCmiZwkLEOI/AAAAAAAAAIU/WLkSS1VVOB8/s72-c/blindness_03%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6403990432947183166</id><published>2008-05-12T15:45:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T16:13:43.609-07:00</updated><title type='text'>'GOODNIGHT IRENE': UMA QUESTÃO DE TEMPO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SCjJewkLENI/AAAAAAAAAIM/A_7jR2qGi0U/s1600-h/IRENE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SCjJewkLENI/AAAAAAAAAIM/A_7jR2qGi0U/s320/IRENE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199627300069118162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Deste lado do Atlântico há efectivamente bom cinema. Fujam aos preconceitos em relação ao cinema português e numa altura que de uma assentada estreiam três filmes portugueses nas salas (e ainda &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Aquele Querido Mês de Agosto&lt;/span&gt;, de Miguel Gomes, vai estar na Quinzena dos Realizadores em Cannes), por favor não percam uma pequena pérola da cinematografia nacional, chamada &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Goodnight Irene&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (tem curiosamente o título de uma popular canção norte-americana). Trata-se de uma primeira obra de um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;globetrotter&lt;/span&gt; chamado &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paulo Marinou-Blanco&lt;/span&gt; que só por acaso é português e filmou Lisboa tão bem, que já não lembrava desde o tempo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Cidade Branca&lt;/span&gt;, de Alain Tanner, já lá vão umas boas décadas. E como isso não bastasse, mostra o mais belo de Lisboa entre a Bica, o Bairro Alto e as vistas do Tejo, construíndo um extenso &lt;span style="font-style:italic;"&gt;road movie&lt;/span&gt; entre o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;country&lt;/span&gt; quase plano de Portugal e Espanha, ambientes ideais para uma inspirada reflexão sobre a vida e a morte, sobre a causalidade e a passagem do tempo e sobretudo sobre as muitas formas de amar, entre as quais está incluída uma sóbria e saudável amizade entre três seres que nada têm em comum além de estarem pouco reconciliados com a vida. Que grandes são as personagens de Alex (interpretado pelo veterano inglês &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Robert Pugh&lt;/span&gt;) um solitário actor falhado, apaixonado pela cidade e as suas particularidades, ganhando a vida a traduzir audioguias de viagens ou a de Bruno, um jovem ladrão de memórias da vizinhança, ternamente personificado por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nuno Lopes&lt;/span&gt;. Irene (um excelento regresso de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rita Loureiro&lt;/span&gt; ao cinema, mesmo num pequeno papel-chave da história), é uma atraente e misteriosa pintora, que de repente desaparece para completar este triângulo obsessivo de ausências e solidão, que apesar de tudo possui uma paixão pela vida que falta aos outros. Não é o filme mais aguardado de sempre, nem sera finalmente o grande campeão do box office nacional. Não tem pretensões a isso. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Goodnight Irene&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um filme para quem procura uma história poética e sentida, certo para um serão de beleza, melancolia e gosto pela vida, que não pode passar despercebido, nem pela crítica, nem pelo público, pouco habituado a ver filmes portugueses, muito menos falados em inglês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6403990432947183166?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6403990432947183166/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6403990432947183166' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6403990432947183166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6403990432947183166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/05/goodnight-irene-uma-questo-de-tempo.html' title='&apos;GOODNIGHT IRENE&apos;: UMA QUESTÃO DE TEMPO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SCjJewkLENI/AAAAAAAAAIM/A_7jR2qGi0U/s72-c/IRENE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6536224649682037637</id><published>2008-05-12T09:00:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T09:06:12.335-07:00</updated><title type='text'>DEPOIS DA FRAMBOESA O CUSCUZ</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SChq1QkLELI/AAAAAAAAAH8/5XOgTKO3W9U/s1600-h/91981481_resize_crop320par220%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SChq1QkLELI/AAAAAAAAAH8/5XOgTKO3W9U/s320/91981481_resize_crop320par220%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199523233011536050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SChq1gkLEMI/AAAAAAAAAIE/UacsGXL3Q60/s1600-h/secret_of_the_grain_01.preview%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SChq1gkLEMI/AAAAAAAAAIE/UacsGXL3Q60/s320/secret_of_the_grain_01.preview%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199523237306503362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada saboreámos uma bela tarte de framboesa entre um beijo roubado e um tema da Nora Jones, em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;My Blueberry Nights-O Sabor do Amor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Wong Kar-wai, para esta serviram-nos algo mais substancial, mas não menos romântico e inspirado com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Segredo do Cuscuz (La Graine et le Mulet&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;), do franco-tunisino Abdellatif Kechiche (&lt;em&gt;A Esquiva&lt;/em&gt;), onde nos deixámos encantar pela dança do ventre e por um prato tradicional árabe. Mas para além das comidas e dos sabores exóticos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Segredo do Cuscuz &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;começou por ser a grande surpresa da última Mostra de Veneza e tornando-se num dos melhores filmes europeus de 2007. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Segredo do Cuscuz &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;é uma história aparentemente simples e ligeira sobre uma extensa família magrebina, residente em Marselha, presa num quotidiano de tensões e sentimentos cruzados pela tradição e pelas instituições familiares. A figura central é um pai de meia-idade, ausente da família e desempregado que toma a iniciativa arriscada de abrir um restaurante tradicional, onde a especialidade é o famoso cuscuz com peixe, um empreendimento que poderá ajudá-lo a sobreviver e a congregar os seus afectos familiares algo tensos por uma relação extra-conjugal. Se há alguma dúvida para muita gente do que é fazer um filme simples acessível a várias leituras e públicos como um prato de cuscuz, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Segredo do Cuscuz&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, é o melhor exemplo de como ultrapassar as questões de orçamentais e as boas histórias que muitas vezes faltam ao cinema europeu. Talvez a simplicidade seja o seu maior segredo, do cuscuz e do filme. Um destaque para Rym (&lt;strong&gt;Hafsia Herzi&lt;/strong&gt;) a personagem vulcânica destes filme, imparável na sua dança do ventre, que valeu à jovem actriz os prémios revelação de Veneza e um César do cinema francês. Uma boa refeição cinéfila!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6536224649682037637?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6536224649682037637/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6536224649682037637' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6536224649682037637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6536224649682037637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/05/depois-da-framboesa-o-cuscuz.html' title='DEPOIS DA FRAMBOESA O CUSCUZ'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SChq1QkLELI/AAAAAAAAAH8/5XOgTKO3W9U/s72-c/91981481_resize_crop320par220%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-753741844787517810</id><published>2008-05-05T15:21:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T15:24:48.124-07:00</updated><title type='text'>MY BLUEBERRY NIGHTS, UM BEIJO ROUBADO...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SB-JIZ5_VxI/AAAAAAAAAH0/e-MvVQ3EbUA/s1600-h/myblueberrynights01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SB-JIZ5_VxI/AAAAAAAAAH0/e-MvVQ3EbUA/s320/myblueberrynights01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197023272494913298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TODOS FILMES CONTAM UMA (s) HISTÓRIA (s)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…) Em primeiro lugar &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;My Blueberry Nights&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, é um filme belo, romântico e delicioso. Delicioso porque o seu ponto de partida simbólico é uma tarte de mirtílio (ou framboesa), numa história ou melhor várias histórias de amor e roturas violentas, entre vários personagens, que cruzam os EUA de uma costa a outra, através da famosa Route 66. A pivot desta (s) história(s) é uma surpreendente Nora Jones (Leslie) que vem confirmar além da sua fotogenia, um excelente talento interpretativo em diálogo com actores tão carismáticos como Jude Law (Jeremy), Rachel Weisz (Sue Lynne), Natalie Portman (Leslie) ou David Strathairn (Arnie). &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;My Blueberry Nights&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um filme terno e sentimental até às entranhas e que nalguns momentos até arrepia. Mas que mal tem isso. As suas referências até pertencem ao realizador de Hong-Kong: o tom de comédia romântica, as repetições de takes, as mudanças sucessivas de velocidade de registo e os desfocados, que caracterizam &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Chunking Express&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, o filme que melhor revelou Wong Kar-wai no ocidente. Isto, sem perder a sofisticação e a estilização dos seus dois filmes anteriores que passaram também aqui por Cannes: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Disponível para Amar&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;2046&lt;/span&gt;. Nesta sua primeira ‘experiência americana’, Wong Kar-wai não se deixa intimidar pelos ambientes, nem perde a sua identidade, construído um filme maravilhoso, que tem mais que pernas para andar, com muito jazz em fundo — onde curiosamente além da voz de Norah Jones, estão outras divas como Cassandra Wilson e Cat Power — numa magnífica banda sonora coordenada por Ry Cooder. Logo à noite há mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In premiere-portugal.blospot.com, Maio, 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/86kckraMXtI&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/86kckraMXtI&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-753741844787517810?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/753741844787517810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=753741844787517810' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/753741844787517810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/753741844787517810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/05/my-blueberry-nights-um-beijo-roubado.html' title='MY BLUEBERRY NIGHTS, UM BEIJO ROUBADO...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SB-JIZ5_VxI/AAAAAAAAAH0/e-MvVQ3EbUA/s72-c/myblueberrynights01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6457234072828764733</id><published>2008-05-04T08:50:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T08:56:28.953-07:00</updated><title type='text'>SCARLETT JOHANSSON CANTA 'FALLING DOWN'</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SB3b3p5_VvI/AAAAAAAAAHk/18WMKOnwKQk/s1600-h/scarlett_johansson320%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SB3b3p5_VvI/AAAAAAAAAHk/18WMKOnwKQk/s320/scarlett_johansson320%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196551294243788530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SB3b355_VwI/AAAAAAAAAHs/MWIoY9EoLD0/s1600-h/Scarlett.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SB3b355_VwI/AAAAAAAAAHs/MWIoY9EoLD0/s320/Scarlett.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196551298538755842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela também canta…ela é &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Scarlett Johansson&lt;/span&gt; os lábios mais sensuais do cinema da actualidade…e canta muito bem as canções de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tom Waits&lt;/span&gt; ao ponto de nos levar ao país das maravilhas, como por exemplo neste tema &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Falling Down&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BbfFsm2MRes&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BbfFsm2MRes&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em principio está previsto para meados deste mês de Maio o lançamento de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Anywhere I Lay My Head&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, o álbum de estréia da actriz Scarlett Johansson, que revisita com muito talento a música de Tom Waits e na companhia de outros grandes mestres da transfiguração como por exemplo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;David Bowie&lt;/span&gt;.  &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Anywhere I Lay My Head&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é composto por dez versões para os temas de de Tom Waits, além de um original&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Song For Jo&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, escrito e interpretado por Johansson. O disco tem participações de nomes como Nick Zinner, guitarrista do trio de Nova York Yeah Yeah Yeahs, e de David Bowie, que participa em duas faixas: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Falling Down&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fannin' Street&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, temas esses onde está sem dúvida marcado o estilo interpretativo do cantor que assenta que nem uma luva na voz sensual da actriz. O álbum foi produzido por David Sitek, membro dos Nova York TV on the Radio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não é a primeira vez que Johannson, aparece a cantar  pois já debutou em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;What Goes Around... Comes Around&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, uma canção de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Justin Timberlake&lt;/span&gt; lançada em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FutureSex/LoveSounds&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (2006), e participou ainda no espectáculo que marcou o regresso aos palcos do grupo escocês The Jesus and Mary Chain no festival Coachella, em 2007. É o mesmo que dizer que Scarlett é a mulher quase perfeita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_XIkc2iY4Ro&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_XIkc2iY4Ro&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6457234072828764733?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6457234072828764733/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6457234072828764733' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6457234072828764733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6457234072828764733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/05/scarlett-johansson-canta-falling-down.html' title='SCARLETT JOHANSSON CANTA &apos;FALLING DOWN&apos;'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SB3b3p5_VvI/AAAAAAAAAHk/18WMKOnwKQk/s72-c/scarlett_johansson320%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-1034708690249741791</id><published>2008-05-04T07:16:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T07:19:12.873-07:00</updated><title type='text'>Keith Jarrett - I Loves You Porgy, The Melody At Night, With You</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o3D8Ri84hmw&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/o3D8Ri84hmw&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressei às memórias do meu atelier na Rua D. João V, para ouvir este álbum estranho e ao mesmo tempo perturbador, já que remete para um passado feliz, para um espaço que eu cultivava e também na discografia e na música de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Keith Jarrett&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;The Melody At Night, With You&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um velho album sim senhor, que aparentemente estava esquecido nas minhas caixas da memória e que consiste numa interpretação a solo de piano que o músico gravou no seu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;home studio&lt;/span&gt; rural, em Nova Jersey em finais de 1997. Isto, numa altura em que  foi confrontado com o diagnóstico de um síndrome de fadiga crónica, um sinal que que faz com que Jarrett dê um grande reviravolta na sua vida, na sua música e criação e principalmente na forma de enfrentar o mundo e amar. Contrastando com os seus álbuns anteriores a solo, que vivem de ritmos fortes, refinadas improvisações e elaboradas composições, este é constituído pela sobriedade dos seus movimentos ao piano, por uma suave e nostálgica sonoridade, e por um registo curto, simples e directo de baladas —  algumas standards até bastante conhecidas — que fazem cortar o coração como &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Meditação&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (um original do músico) em que a única preocupação é o disfrutar da música e da interpretação, e quando o virtuosismo habitual de Jarrett parece desvanecer-se e ficar para segundo plano, dando espaço às sensações mais espirituais e menos espectaculares. É um álbum sentido e autêntico, marcado pelas circunstâncias, com relevo ainda para temas tão belos como &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;I Loves You Porgy&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, (da ópera &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Porgy &amp; Bess&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de Ira e George Gershwin) que ilustra uma pura nostalgia e paixão pela vida ou como &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;By My Love&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, (Howard Dietz e Arthur Schwartz), numa simbólica homenagem a Mario Lanza, romântica, mas ao mesmo tempo irreparavelmente tocante. A sustentável leveza destes dias vai-me dando tempo para as resdescobertas dos tons e das músicas (dos livros) que não têm nem idade e nem gosto. Gosto do que gosto, pronto! &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;The Melody At Night, With You&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um album que torna-se triste e até nostálgico como as circunstâncias, mas que se lixe! Há que reconhecer-lhe muito romantismo, muito charme e principalmente muita esperança, algumas das coisas simples que espero para o resto da vida. Já não tenho pachorra para ter de gostar do que os outros gostam, só para estar na tendência!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-1034708690249741791?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/1034708690249741791/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=1034708690249741791' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1034708690249741791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1034708690249741791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/05/keith-jarrett-i-loves-you-porgy-melody.html' title='Keith Jarrett - I Loves You Porgy, The Melody At Night, With You'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-1811906515921480621</id><published>2008-04-24T04:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T04:55:27.436-07:00</updated><title type='text'>RICHARD FLORIDA: ONDE ESTÁ A FELICIDADE?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SBB1E55_VuI/AAAAAAAAAHc/wa4MnEsZnIU/s1600-h/Florida.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SBB1E55_VuI/AAAAAAAAAHc/wa4MnEsZnIU/s320/Florida.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192779097482155746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O autor de 'The Rise of Creative Class', famoso pelo desenvolvimento da teoria do 3T’ s (Tecnologia, Talento, Tolerância), centrou o seu discurso na conferência realizada na Fundação Calouste Gulbenkian, há uma semana nas teses do seu último livro 'Who’s Your City', ao qual junta à importância da criatividade, o conceito de localização, ou seja de como encontrar o lugar certo para viver e ser feliz. E desta vez quase não se falou em indústrias criativas, embora estivessem implícitas no seu discurso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira questão pôe-se porque é que as pessoas escolhem agora determinados lugares para viver? Aparentemente está a acontecer algo de novo nas sociedades ocidentais traduzindo-se numa mudança da economia da descentralização das empresas e das pessoas. Passou-se da economia do recursos para a economia do conhecimento, ou seja da produção física para a produção intelectual. Daí que as empresas procurem localizar-se onde estão as pessoas criativas, e não o contrário, as pessoas irem deslocalizarem-se para procurar as empresas. É assim que de uma indústria baseada nos serviços de apoio à produção, passou-se a uma economia centrada num novo sistema: a mente humana, a criatividade, factor que funciona como a verdadeira chave e motor da inovação e do crescimento económico. Passou-se pois de uma economia industrial para uma economia criativa, onde as profissões ligadas ao conhecimento às ciências, à economia, tecnologia, às engenharias, à cultura (artes, música, design), representam já nos EUA cerca de 35% da mão de obra. Em Portugal atinge também, apesar de muitos factores de atraso, já cerca de 20% a 25% da força de trabalho. O sector criativo absorve mais de 50% dos salários reais e nas grandes cidades como Lisboa pode atingir cerca de 60%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em sector criativo, é necessário pois dar-lhe uma maior amplitude do que à partida se pode pensar, já que todos os seres humanos são criativos e torna-se necessário tirar partido dessa qualidade. A chave do crescimento económico passa por incrementar essa criatividade em toda a população, independentemente da idade, sexo, classe social, ou opções sexuais de cada um. A criatividade não tem barreiras de qualquer espécie e neste sentido enquadra-se a teoria dos 3 T’s (Tecnologia, Talento, Tolerância), sendo que as pessoas mais criativas tendem também a aceitar melhor os outros. A criatividade passa também pela liberdade de expressão de uma comunidade, uma cidade ou de um lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto se a tecnologia que facilitou a globalização e a comunicação entre as diversas comunidades já não é o factor mais importante de bem estar das pessoas. A globalização coexiste agora com a localização ou a cidade como um factor determinante para a economia global e para o bem estar dos indivíduos. O lugar onde se vive é determinante para o emprego, para as oportunidades de carreira, para os contactos e para o mercado de trabalho onde estamos inseridos ou as metas que queremos atingir.  Tudo o que pensamos e sabemos acerca das nossas cidades, são fundamentais para esta escolha: a segurança, as infraestruturas (escolas, edifícios, os jardins, os espaços verdes e de lazer), as oportunidades sociais e culturais e a liderança, são os fundamentais atributos dos locais escolhidos. Numa economia criativa centrada também na localização, o desafio do futuro passa por espalhar essa criatividade, baseada na abertura e na diversidade de forma a encontrar os melhores locais para viver e ser feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-1811906515921480621?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/1811906515921480621/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=1811906515921480621' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1811906515921480621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1811906515921480621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/04/richard-florida-onde-est-felicidade.html' title='RICHARD FLORIDA: ONDE ESTÁ A FELICIDADE?'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SBB1E55_VuI/AAAAAAAAAHc/wa4MnEsZnIU/s72-c/Florida.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8293867448033481986</id><published>2008-04-23T09:47:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T09:49:39.003-07:00</updated><title type='text'>NÃO PENSO, NÃO ME QUEIXO, NÃO DISCUTO...</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3b0rBhy971I&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3b0rBhy971I&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;I want you&lt;/span&gt;, Madonna feat Massive Attack&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a tua voz, o calor do teu respiro,&lt;br /&gt;Sou o reflexo fiel da tua face,&lt;br /&gt;O fútil estremecer de fúteis asas,&lt;br /&gt;Sempre contigo, até ao fim, haja o que houver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anna Akhmátova in &lt;span style="font-style:italic;"&gt;E Cantou Como Canta a Tempestade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8293867448033481986?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8293867448033481986/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8293867448033481986' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8293867448033481986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8293867448033481986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/04/no-penso-no-me-queixo-no-discuto.html' title='NÃO PENSO, NÃO ME QUEIXO, NÃO DISCUTO...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-1294021800457843227</id><published>2008-04-16T02:30:00.000-07:00</published><updated>2008-04-17T08:26:16.963-07:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO AO PEDRO....</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SAXMYKaAJBI/AAAAAAAAAHU/4bJh3GkMDSU/s1600-h/agostinho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SAXMYKaAJBI/AAAAAAAAAHU/4bJh3GkMDSU/s320/agostinho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189778861096707090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se o método racional e a própria vontade nos conduzisse ao porto da filosofia, a partir do qual já nos encaminhamos para a região sólida da felicidade, não sei se eu não diria, temerariamente (...), que muito menos homens lá chegariam, ainda que, já agora, conforme se vê, são muito raros e poucos os que lá chegam.&lt;br /&gt;De facto, porque somos lançados para este mundo, como que ao acaso e sem orientação, ou por Deus, ou pela natureza, ou pela necessidade ou a nossa vontade, ou pela confluência de algumas ou de todas estas causas (...), quantos saberiam para que local se dirigir ou por onde regressar, a não ser que, um dia, alguma tempestade, considerada pelos ignorantes como algo de adverso, contra a nossa vontade e resistência, nos impelisse violentamente, viajantes ignorantes e errantes, para a mais desejada terra (...).&lt;br /&gt;Ora, todos estes homens que, por várias maneiras são conduzidos para a região da felicidade devem afastar-se energicamente e evitar com cautela um enorme rochedo que se ergue na própria embocadura do porto e causa grandes embaraços aos que nele entram. É que ele brilha de tal forma e está revestido de uma luz tão enganadora que se apresenta como se fosse a própria terra da felicidade, prometendo a satisfação dos desejos, não só aos que chegam e estão prestes a entrar, como também frequentemente, aliciando aos homens que já se encontram no porto (...). Eles previnem, no entanto, aos &lt;span style="font-style:italic;"&gt;que se aproximam a fim de que não se enganem com os escolhos escondidos nem julguem ser fácil escalar o rochedo e ensinam com suma benevolência por qual caminho, em virtude da proximidade da terra, se deve entrar sem perigo. Deste modo, desejosos da vanglória, mostram-lhes o lugar seguro.   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excerto de Diálogo sobre a Felicidade de Santo Agostinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-1294021800457843227?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/1294021800457843227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=1294021800457843227' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1294021800457843227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1294021800457843227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/04/orao-ao-pedro.html' title='ORAÇÃO AO PEDRO....'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SAXMYKaAJBI/AAAAAAAAAHU/4bJh3GkMDSU/s72-c/agostinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-498058110141628474</id><published>2008-04-13T20:33:00.000-07:00</published><updated>2008-04-16T02:53:24.225-07:00</updated><title type='text'>O (MEU) ÚLTIMO GRANDE HERÓI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALVoKaAJAI/AAAAAAAAAHM/C49oEs-4nZY/s1600-h/0.11226400+1179917870_pedro2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALVoKaAJAI/AAAAAAAAAHM/C49oEs-4nZY/s320/0.11226400+1179917870_pedro2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188944606649132034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PEDRO BANDEIRA FREIRE (1939-2008)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;'&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quanto a mim, as datas são como os relógios digitais. Olho para eles e vejo a hora que é, mas não sei o tempo que falta. Não me interessa de todo saber que hora é.(...) Os anos em termos de numeração também não me interessam. Para mim, os anos serão sempre não datas, mas números que, a não ser em caríssimas excepções, me ficam na memória. Não consigo dar uma ordem cronológica aos acontecimentos que se passaram na minha vida.(...)&lt;br /&gt;Olhando para trás, e agora não posso deixar de o fazer, porque com maior obstinação vejo um túnel ao fim da luz, reconheço que tive uma existência encantada, no sentido que se dá às dos contos de fadas. Fui tocado muitas vezes pela varinha mágica com tudo o que isso possa significar de maravilhoso. Fiz obra, despontei um filho, escrevi algumas árvores e plantei alguns livros, imaginei uns filmes e muitos fazem parte do meu imaginário, espaireci na rádio e na televisão, andei por esse mundo, fiz tudo para pintar a manta e o diabo a quatro ou a sete.&lt;br /&gt;Tudo isto me submerge numa grande emoção e num sincero sentimento de gratidão que tenho perante a vida.&lt;br /&gt;Tudo acaba?Pois acaba!E daí...'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in 'P'ra Disfrutar', prefácio de 'Entrefitas e Entretelas'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro, não sei o que me deu para ontem ver o 'Crónica dos Bons Malandros'...sem querer foi uma forma de me despedir de ti...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-498058110141628474?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/498058110141628474/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=498058110141628474' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/498058110141628474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/498058110141628474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/04/o-meu-ltimo-grande-heri.html' title='O (MEU) ÚLTIMO GRANDE HERÓI'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALVoKaAJAI/AAAAAAAAAHM/C49oEs-4nZY/s72-c/0.11226400+1179917870_pedro2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-3822132017864452785</id><published>2008-04-13T20:21:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T20:25:00.326-07:00</updated><title type='text'>NOVAS TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO E DIFUSÃO EM TELEVISÃO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALOhaaAI_I/AAAAAAAAAHE/7Nn_O9GSOBY/s1600-h/post-173-1176647039.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALOhaaAI_I/AAAAAAAAAHE/7Nn_O9GSOBY/s320/post-173-1176647039.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188936794103620594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A introdução dos Sistemas de Gestão de Conteúdos em Ambiente Digital (DAM) marca, digamos, o início de uma nova era tecnológica nas empresas, mas, ao nível concreto da televisão, prepara uma revolução quase tão importante como a chegada da televisão a cores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta verdadeira revolução no arquivo de conteúdos pressupõe uma mudança radical nos meios de produção e recepção, que aponta directamente para a generalização da televisão de alta definição(HDTV), para os novos serviços de mobilidade televisiva (DVB-H, IP DAB, T-DMB, MediaFLO) e para a difusão em TDT, Satélite, Internet, etc. Um sistema do tipo DAM trata-se, em primeiro lugar, de um sistema de arquivo completamente digitalizado que irá potenciar uma maior rapidez no acesso aos conteúdos televisivos, bem como a preservação da qualidade do património de uma estação de televisão. Um arquivo que não está organizado não tem interesse e a sua intenção final é, obviamente, que as pessoas o consultem. Com estas alterações, um sistema de arquivo (metadata) passa a estar directamente envolvido na produção de conteúdos, uma vez que possibilita o controlo de todos os fluxos de entrada e gestão de conteúdos digitais nos servidores de informação, desde que chegam até ao momento em que poderão, por qualquer motivo, ser eliminados ou difundidos. Isto pressupõe a adopção de uma nova cadeia de valor em rede dentro da estação, assente em novos fluxos de trabalho e fluxos revistos (novas workstations) e novas formas funcionais e organizativas.&lt;br /&gt;Ao nível prático e funcional, um sistema DAM permite comprimir, gravar (em servidores ou fita data) não só vídeo como também imagens, som e texto, albergando tudo o que uma estação de televisão produz e dando fácil acesso às pessoas (internas ou externas) que o consultem, possibilitando para além da pesquisa ainda o descarregamento para gravação, a transferência e a preparação para uma difusão multiplataforma e recepção multiterminal. Ao nível da recepção e com a utilização sistemática dos EPG e PVR, e tendo em conta as novas plataformas de televisão, a introdução do sistema DAM vem facilitar ainda a criação de verdadeiros centros multimédia domésticos e obviamente uma maior liberdade e facilidade de escolha para o espectador. &lt;br /&gt;No entanto, a introdução deste sistema tem alguns constrangimentos ao nível da racionalização dos recursos. Em primeiro lugar, no que diz respeito aos custos de manutenção, que são enormes e ainda difíceis de gerir pois envolvem matéria tão complexa como os direitos de autor (asset), embora esses asset sejam de mais fácil gestão do que na actualidade, principalmente quando se trata de uma partilha da autoria criativa. Envolvem ainda, alterações ao nível da política de recursos humanos: uma necessidade de formação contínua das pessoas que neles trabalham e uma inevitável redução do pessoal ou reaproveitamento desse pessoal para outras funções, que podem ser mais criativas ou não, dependendo do ambiente. Ao nível da recepção, a maior das consequências poderá ser uma desagregação das audiências, que vai limitar a venda de espaço aos anunciantes. Outro dos constragimentos diz respeito à necessidade absoluta de interoperabilidade no sistema, já que uma das críticas advém das dificuldades criadas pelo continuado e acelerado desenvolvimento dos sistemas standard mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a prevísivel introdução a curto prazo da televisão de alta definição (HDTV), do ponto de vista do produtor optaria para um início assente na produção de stock, em primeiro lugar por se tratar de um tipo de conteúdos que têm um maior ‘prazo de validade’. É evidente que um dos factores da produção de ficção de longa duração e documentários, tem a ver com a sua maior ou menor intemporalidade. Ao nível da ficção, há que criar um contexto adequado e de interesse internacional, e juntar-lhe valores adicionais significativos (custos com o pessoal criativo, elenco, cenografia, etc.) e mesmo com o material técnico adequado a HD (câmaras, iluminação, maquilhagem); o mesmo não se pode dizer ao nível do documentário, onde os custos se centram mais na pesquisa e pré-produção, portanto estes últimos são talvez os mais ágeis em termos de produção para HD. De qualquer modo, dada a natureza de cada um destes tipos de conteúdos, eles são, creio, aqueles que melhor podem gerar receitas provenientes da sua venda nos mercados internacionais, já que há ainda uma enorme escassez destes conteúdos nos países onde já se iniciou a HDTV. A outro nível, há outros conteúdos passíveis de serem apetecíveis para venda ou retransmissão, como, por exemplo, os programas desportivos de relevo (a primeira retransmissão experimental de HDTV em Portugal foi o Euro’04), acontecimentos de importância nacional ou internacional (uma cimeira, um casamento real, etc.), os programas musicais e concertos com captação e registo multicanal, que podem gerar outras receitas, por exemplo em DVD-HD ou Blue Ray, co-produções internacionais com outros canais, produtoras ou plataformas, e conteúdos produzidos a partir de outros registos em originais de película, já digitalizados em DAM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes&lt;br /&gt;Pós-Graduação em Produção de Televisão/ISCSP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-3822132017864452785?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/3822132017864452785/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=3822132017864452785' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3822132017864452785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3822132017864452785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/04/novas-tecnologias-de-produo-e-difuso-em.html' title='NOVAS TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO E DIFUSÃO EM TELEVISÃO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALOhaaAI_I/AAAAAAAAAHE/7Nn_O9GSOBY/s72-c/post-173-1176647039.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-7953338196314220598</id><published>2008-04-13T20:14:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T20:20:36.157-07:00</updated><title type='text'>MEDIÇÃO DE AUDIÊNCIAS EM TELEVISÃO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALNdaaAI9I/AAAAAAAAAG0/LoIFK8c9gcE/s1600-h/rabbit1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALNdaaAI9I/AAAAAAAAAG0/LoIFK8c9gcE/s320/rabbit1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188935625872516050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALNdqaAI-I/AAAAAAAAAG8/kXiQyNVjvKo/s1600-h/marktest5(2).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALNdqaAI-I/AAAAAAAAAG8/kXiQyNVjvKo/s320/marktest5(2).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188935630167483362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RESUMO:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Na indústria televisiva os conteúdos são, pode-se dizer, o coração de uma emissora de televisão, a publicidade funciona como se fossem os músculos e o conhecimento do comportamento da audiência é o sistema nervoso central que permite o funcionamento de todo o corpo da estação. Este conhecimento dos gostos da audiência, fundamental para o programador, é concebido a partir dos resultados obtidos através de uma amostra de espectadores cuja composição reproduz tão fielmente quanto possível as características sociais e demográficas do conjunto do universo. Qualquer amostra de audiência tem em conta variáveis tão importantes como a idade, sexo, habitat, classe social, dimensão do lar, e outras tão significativas como o número de crianças e televisores utilizados numa família. Em todos esses lares que os técnicos consideram exemplares para proporcionar dados fiáveis do comportamento do conjunto da audiência, é colocado um aparelho ligado ao televisor que recolhe, as escolhas e as mudanças de canal das pessoas que em cada momento estão à frente do televisor: o audímetro. As informações são aí armazenadas e depois enviadas a um computador central por via telefónica durante a madrugada, para serem tratados e estarem disponíveis aos programadores logo pela manhã. Nas estimativas de audiência os dados mais utilizados pelos especialistas são o rating e a quota-share de uma estação ou programa, já que o consumo televisivo não se produz por igual nas diversas variáveis socio-demográficas. É afinal, com estas informações que se podem reconstruir os perfis de público de uma estação e dos telespectadores na generalidade, instrumentos que são fundamentais para o programador definir a sua grelha e para produtor de televisão, desenvolver a sua criatividade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A HISTÓRIA DOS ESTUDOS DE AUDIÊNCIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente a audiência televisiva é um acto individual, de escolha limitada entre um leque de ofertas possíveis em cada horário determinado e em função do tempo disponível de cada espectador. Mas paradoxalmente trata-se também de um acto familiar, determinado pela hierarquia, e pelas relações de força desiguais no seio da família nuclear: o pai vê o futebol, enquanto mãe prefere as telenovelas, e as crianças por outro lado vêm os desenhos animados, por exemplo. No entanto, as evoluções sociais das últimas décadas, como o crescimento do número de aparelhos individuais espalhados pelos lares e a relativa autonomia das gerações adolescentes (e das crianças) venham contradizer esta ideia em termos gerais. Segundo Pierre Bourdieu, a audiência televisiva é um acto social, influenciado fortemente como qualquer outro consumo cultural pelos capitais simbólicos disponíveis em cada grupo social, pelo habitus e o efeito distinção, além das modas e, naturalmente, pela inovação tecnológica. E por isso pode, embora vivido como acto individual, ser medido socialmente mediante técnicas de sondagens que analizam o comportamento do público e as suas diferentes categorias socio-demográficas a partir da observação e uma amostra representativa do universo total. &lt;br /&gt;A história dos estudos de audiência de televisão, é essencialmente uma história económica, mesmo no que diz respeito ao serviço público de televisão. Este desenvolvimento permanente, técnico e tecnológico deveu-se a uma rápida evolução temporal dos instrumentos e estudos da audiência televisiva, resultado da inevitável mercantilização da televisão. Tratou-se de uma resposta à necessidade imperiosa do mercado e da televisão publicitária de quantificar os seus resultados e estabelecer por consequência um mecanismo estável de fixação de preços de espaços para anúncios. Foi esse no fundo o motor fundamental que pode explicar que a análise das audiências, sobretudo quantitativa, constitua sem dúvida um dos temas mais investigado da história da comunicação. Depois de várias décadas de estudos as análises qualitativas e as teorias explicativas são ainda insuficientes para explicar o comportamento das audiências. &lt;br /&gt;Num mercado tão ambíguo, arriscado e volátil como o da publicidade televisiva, a genealogia dos estudos quantitativos de audiência perdem-se nos confins da noite dos antecedentes rádiofonicos e das primeiras emissoras norte-americanas do século passado: em 1929 a NBC, utilizou pela primeira vez uma sondagem telefónica para quantificar as suas audiências radiofónicas, ao mesmo tempo que a inovadora CBS, fê-lo para agradar já pensando nos seus anunciantes. Obviamente sondagens idênticas foram aplicados logo nos primórdios da televisão. Desde 1959 que se começaram a aplicar técnicas de audimetria automática (passivas), desenvolvidos pelo conhecido Instituto Nielsen. A multiplicação das estações emissoras e das estações por cabo conduziram em 1977 à aplicação do people meter, um audímetro activo, que incluia determinados botões para cada um dos membros da família, e que se instalariam massivamente a partir de 1988, em lares devidamente selecionados.&lt;br /&gt;Este passo da sondagem tradicional ao automático passivo, até ao audímetro activo foi bastante significativo para a complexidade e refinamento das exigências do mercado. Um mercado que tentava já diferenciar os preços em função da ‘qualidade’ das audiências e não apenas assente no factor quantidade. A história dos estudos de audiência nos EUA é também rica em ensinamentos sobre a evolução das técnicas de recolha de dados: em 1950 o Instituto Nielsen demorava cerca de seis semanas a analisar os dados e a dar resultados, tempo este que foi sendo reduzido pouco a pouco, primeiro para 16 dias em 1961, sete em 1973, e a apenas uma noite, já nos anos 80. Essa luta contra o tempo, que transcendia já o impacto das taxas de audiência sobre a programação, deveria combinar-se também com encurtamento das unidades de tempo mínimas para detectar o estado das audiências e as suas variações. Além disso, serviam ainda para medir as audiências das múltiplas emissoras locais norte-americanas, que realizavam elas próprias trimestralmente, inquéritos muito abrangentes (sweeps), cujos resultados eram básicos para estabelecer os padrões de uma parte importante do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O DESENVOLVIMENTO DOS ESTUDOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como consequência paralela desta evolução constante, o mercado televisivo foi criando toda uma série de conceitos e indicadores básicos de medição: em particular as tais noções de rating (ou penetração, consiste na percentagem de audiêcia pela população total) e de share (ou taxa de mercado que consiste na percentagem de audiência, sobre a audiência efectiva num dado momento), mas também outros mecanismos mais refinados e adaptados às transformações da concorrência, da audiência e do mercado publicitário: OTS (Oportunity to see, ou o número de vezes que, em média, um membro da audiência útil pode sofrer um impacto de uma mensagem), CPM (custos por mil impactos) e os GPR (Gross Rating Point, o quociente entre a taxa de cobertura pela frequência média de impactos úteis) e por último o conceito de custo por GPR que corresponde ao quociente resulante da divisão do montante de investimento realizado pelo número de GPR obtido. &lt;br /&gt;A aplicação intensiva destes conceitos às unidades mínimas de tempo de cada programa, num balanço realizado diáriamente, permitia para além de um guia permanente para o programador, ainda uma análise em relação a cada género ou produto, e à minúcia estudar a confrontação sistemática de cada personagem ou apresentador, de cada acção ou diálogo, etc., de acordo com as evoluções contínuas da audiência. &lt;br /&gt;A rápida expansão do equipamento doméstico em gravadores e a utilização do comando à distância, assim como o desenvolvimento e expansão dos receptores de televisão, modificou profundamente os hábitos dos consumidores num meio altamente competitivo, dando lugar em 1982 a outros estudos sistemáticos de fenómenos de deslocação de audiências de canal para canal, a que chamamos, tecnicamente, zapping.&lt;br /&gt;Ao contrário das televisões norte-americanas, as televisões públicas europeias não precisavam de início de indicadores quantitativos precisos e rápidos já que emitiram durante décadas num mercado monopolista. As sondagens por inquérito, e por telefone foram-se aplicando tranquilamente ao longo das décadas de 60 e 70, muitas vezes combinados com os chamados painéis de telespectadores (com uma qualificação de espectadores algo limitada). Tratava-se no fundo de instrumentos secundários, úteis aos gestores das estações  públicas para justificarem a sua noção mais ou menos ambivalente de serviço público de televisão. Com a chegada das televisões privadas na década de 80 e 90, ou talvez antes mesmo com o simples anúncio da chegada da concorrência privada, também as televisões públicas europeias na generalidade acabaram por aderir aos estudos de audimetria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A DITADURA DAS AUDIÊNCIAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os mercados onde funciona a ditadura das audiências a existência ocasional de vários audimetrias, revela também curiosamente uma profunda crise em que os principais agentes (estações emissoras, anunciantes, agências, etc.) parecem não ser capazes de manter um acordo generalizado face à tensão lógica e à inevitável dispersão das audiências pelos vários canais.  A derivação dos sistemas de medição que faziam a análise individual até aos que analisam categorias socio-demográficas são efectivamente cada vez mais precisas e sofisticadas e, parecem abonar a ideia de que a televisão publicitária orienta-se fundamentalmente na procura dos objectivos dos consumidores cada vez mais especializados. No entanto, os analistas estão pelo menos de acordo em relação à dificuldade cada vez maior de analisar na televisão aberta, um meio de massas por excelência,  categorias e públicos-alvo muito específicos.  Mais ainda, numa altura em que a maioria das análises qualitativas da audiência televisiva parecem indicar como que uma polarização genérica entre consumidores pesados e consumidores leves de televisão, o que daria aos primeiros uma importância maioritária e primordial na orientação das sondagens e nos seus efeitos como estudo do comportamento das audiências. De facto, na generalidade os espectadores não são uma elite consumidora, nem uma massa abrupta, mas antes pessoas que elegem e vêem os mesmos tipos de programas que a maioria das pessoas, servidos nos horários que os programadores pensam ser os mais adequados. Isso significa que não há públicos mas apenas um público consumidor; ou seja os programas para audiências específicas são consumidos de forma dominante por audiências maioritárias. Nos mais diversos ensaios realizados por alguns autores, e que têm sido desenvolvido em relação ao comportamento dos espectadores, abundam aqueles que beneficiam a acumulação das audiências, como por exemplo chamado ‘efeito Jeopardi’, segundo o qual as pessoas quando têm que eleger entre programas semelhantes com graus de popularidade diferentes, não só elegem o primeiro e o mais famososo, como além disso assumem uma certa fidelidade a esse programa indepedentemente das suas variáveis socio-demográficas. Esta é uma questão que trás consigo profundas consequências na estratégia de comunicação, reforçando ainda a ideia de que os anunciantes se dirigem na televisão sobretudo a massas genéricas de telespectadores, e de que este meio efectivamente não é o mais adequado a objectivos muito específicos.&lt;br /&gt;Outra questão são as transformações que se estão a operar nas audiências, com a crescente concorrência entre televisões generalistas e abertas, com o aparecimento dos canais temáticos, canais pagos, e as novas tecnologias de difusão que aí vêm, como a TDT, a Internet ou as novas plataformas de televisão. Os mais optimistas acreditam que o simples efeito de haver abundância de oferta e concorrência, a audiência média por individuo ou lugar vai estar única e exclusivamente relacionada com as tradições e a cultura de cada país. De forma que em mercados praticamente saturados em equipamentos, novas tecnologias e numa audiência potencial, vamos assistir a uma crescente fragmentação das audiências entre as várias plataformas e ao mesmo tempo a uma rápida diminuição das taxas de mercado captadas inclusive pelos programas de maior êxito do ranking. Tais modificações vão certamente influenciar radicalmente as tabelas de preços de publicidade e inevitavelmente influir nas receitas das estações de televisão, além de que a curto prazo vem facilitar os anunciantes cujas as campanhas exigiam uma planificação cada vez mais complexa e geralmente mais cara para alcançar os seus públicos-alvo. Isto é, vão ficar a ganhar reduzindo os custos e pelos mesmos GRP’s.&lt;br /&gt;A necessidade ainda de proceder a estudos comparativos internacionais ou de analizar as possibilidades de cooperação televisiva em determinadas regiões de países, vai colocar em destaque, até que ponto existem ou não tendências comuns no estudo de audiências televisivas. Estas tendências ocultam, sem dúvida fortes diferenças de critérios e métodos de avaliação de país para país: ao nível da população estudada (+3 anos ou +6 anos), na definição e longitude do chamado prime time, no tempo mínimo exigido para registar um espectador num determinado momento, na inclusão ou não das audiências em períodos de férias, na contabilização daquilo que é visionado em DVD ou gravado em memória. Isto são tudo provas de que apesar de tudo, os mercados de televisão continuam a ter uma predominância nacional, pese embora a internacionalização de muitas estações e o crescimento de parcerias internacionais. No entanto, como quase todas as estratégias de negócio, actuar localmente ao nível das audiências continua a ser perfeitamente compatível com um pensamento, uma planificação e uma programação mais alargada e global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOSÉ VIEIRA MENDES&lt;br /&gt;Pós-Graduação em Produção de Televisão/ISCSP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-7953338196314220598?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/7953338196314220598/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=7953338196314220598' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7953338196314220598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7953338196314220598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/04/medio-de-audincias-em-televiso.html' title='MEDIÇÃO DE AUDIÊNCIAS EM TELEVISÃO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SALNdaaAI9I/AAAAAAAAAG0/LoIFK8c9gcE/s72-c/rabbit1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8379057251016494308</id><published>2008-04-05T07:43:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T07:45:01.568-07:00</updated><title type='text'>PARA UM DIA DE SOL...</title><content type='html'>Era para estar um dia de sol…mas não está mesmo assim fica a minha música do dia com &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Michael Bublé&lt;/span&gt; em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Everything&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;….que é o meu toque de telemóvel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style='padding:3px; border:1px solid #FF6600; width:310px; text-align:center'&gt;&lt;object width='310' height='259'&gt;&lt;param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Zjrv36xZ66s&amp;rel=1'&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name='wmode' value='transparent'&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src='http://www.youtube.com/v/Zjrv36xZ66s&amp;rel=1' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='310' height='259' allowScriptAccess='never' allownetworking='internal'&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br&gt; From &lt;b&gt;&lt;font color='#FF6100'&gt;LYRICS&lt;/font&gt;&lt;font color='dodgerblue'&gt;MODE&lt;/font&gt;.COM&lt;/b&gt; lyrics archive&lt;/div&gt;&lt;a href='http://www.lyricsmode.com' target='_blank'&gt;Song lyrics&lt;/a&gt; | &lt;a href='http://www.lyricsmode.com/lyrics/m/michael_buble/everything.html' target='_blank'&gt;Everything lyrics&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're a falling star, You're the get away car.&lt;br /&gt;You're the line in the sand when I go too far.&lt;br /&gt;You're the swimming pool, on an August day.&lt;br /&gt;And you're the perfect thing to say.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And you play it coy, but it's kinda cute.&lt;br /&gt;Ah, When you smile at me you know exactly what you do.&lt;br /&gt;Baby don't pretend, that you don't know it's true.&lt;br /&gt;Cause you can see it when I look at you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Chorus:]&lt;br /&gt;And in this crazy life, and through these crazy times&lt;br /&gt;It's you, it's you, You make me sing.&lt;br /&gt;You're every line, you're every word, you're everything.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're a carousel, you're a wishing well,&lt;br /&gt;And you light me up, when you ring my bell.&lt;br /&gt;You're a mystery, you're from outer space,&lt;br /&gt;You're every minute of my everyday.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I can't believe, uh that I'm your man,&lt;br /&gt;And I get to kiss you baby just because I can.&lt;br /&gt;Whatever comes our way, ah we'll see it through,&lt;br /&gt;And you know that's what our love can do.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Chorus:]&lt;br /&gt;And in this crazy life, and through these crazy times&lt;br /&gt;It's you, it's you, You make me sing&lt;br /&gt;You're every line, you're every word, you're everything.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So, La, La, La, La, La, La, La&lt;br /&gt;So, La, La, La, La, La, La, La&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Chorus:]&lt;br /&gt;And in this crazy life, and through these crazy times&lt;br /&gt;It's you, it's you, You make me sing.&lt;br /&gt;You're every line, you're every word, you're everything.&lt;br /&gt;You're every song, and I sing along.&lt;br /&gt;'Cause you're my everything.&lt;br /&gt;Yeah, yeah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So, La, La, La, La, La, La, La&lt;br /&gt;So, La, La, La, La, La, La, La, La, La, La,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8379057251016494308?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8379057251016494308/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8379057251016494308' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8379057251016494308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8379057251016494308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/04/para-um-dia-de-sol.html' title='PARA UM DIA DE SOL...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8732183337399882066</id><published>2008-04-03T08:59:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T09:05:59.810-07:00</updated><title type='text'>FILMES DO MUNDO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R_UASbadTBI/AAAAAAAAAGk/TBxwB_m6nIc/s1600-h/aufderanderenseite6_v-mediatipp.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R_UASbadTBI/AAAAAAAAAGk/TBxwB_m6nIc/s320/aufderanderenseite6_v-mediatipp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185050862583368722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R_UATLadTCI/AAAAAAAAAGs/UaHcpwPxI2I/s1600-h/California+Dreaming3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R_UATLadTCI/AAAAAAAAAGs/UaHcpwPxI2I/s320/California+Dreaming3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185050875468270626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Face ao poder da indústria americana, realizadores como os Irmãos Coen, Paul Thomas Anderson, Joe Wright, ou Julian Schnabel, demonstraram na útima temporada cinematográfica que existe um outro cinema de autor, mais vacilante, autêntico e universalista, onde as origens nacionais se diluem em conceitos místicos e humanistas, que caracterizam um novo conceito de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;world cinema&lt;/span&gt;. Trata-se de um conceito que começa agora a despontar sem ser propriamente dirigido às minorias ou o resultado de cinematografias menos produtivas e de países do terceiro-mundo. O próprio facto dos Oscars para interpretação terem sido entregues exclusivamente a actores não-americanos, vem revelar que a sede da indústria de cinema já não está em Hollywood. Antes sofreu também o efeito da globalização, uma tendência que se confirmará em breve no Festival de Cannes, que se realizará entre 14 e 25 de Maio, e que em termos de indústria mundial marca uma nova temporada cinematográfica.&lt;br /&gt;Em relação às nacionalidades dos filmes, e neste universo globalizado, começam a multiplicar-se as co-produções e as obras dos chamados ‘cineastas viajantes’, sendo cada vez mais difícil identificar exactamente qual a proveniência de um filme. Julian Schnabel deveria ter concorrido pela França ou pelos EUA? &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Persépolis&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um filme francês ou iraniano? &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Expiação&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, uma adaptação do romance de Ian McEwan, sera britânico ou norte-americano? A noção de nacionalidade acabou por diluir-se e perdeu importância, relativamente aos géneros, aos lugares e às línguas, fundindo-se num enorme melting pot cultural, que está dar bons resultados em termos das obras estreadas, mesmo quando são característicamente americanas como &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Este País não é Para Velhos&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Haverá Sangue&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Babel&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, apesar de não ter sido muito bem recebido pela crítica o ano passado e ter, inclusive, falhado nos Oscars, representa como que o acto fundador deste novo world cinema, que está mais próximo do grande público, graças à sua estrutura narrativa fragmentada, a uma vocação universalista e a uma certa maneira particular de contar pequenas epopeias que ultrapassam as barreiras linguísticas e culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande exemplo desta tendência chama-se &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Outro Lado (Auf der Anderen Seite)&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, do premiadíssimo realizador e produtor alemão de origem turca &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fatih Akin&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (A Noiva Turca)&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, filme que infelizmente tarda em estrear em Portugal. Trata-se de um melodrama espiritual, deslocalizado (entre a Turquia e a Alemanha), que faz a ponte entre duas culturas que começam a assimilar-se mutuamente, quanto mais não seja pela via da circulação das pessoas. Não foi por acaso que Guillermo Arriga, (o argumentista de Babel) se tornou uma espécie de inspirador oculto do filme, já que &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Outro Lado (Auf der Anderen Seite)&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; faz lembrar um pouco &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Babel&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e o cinema de Iñárritu. Isto é, na vertigem sentimental e mundial, várias personagens cruzam-se sem nunca se verem e os seus destinos influenciam-se através de continentes diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, a noção de origem e cultura dos filmes tende cada vez mais a esbater-se através de conceitos de cinema cada vez mais alargados e humanistas.  Neste enorme caldo cultural assistimos, também, a uma cada vez maior afirmação dos jovens cineastas educados no sistema do antigo Leste europeu, como aconteceu o ano passado em que os romenos foram os maiores, tanto no plano político e social, como no estético: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, de Cristian Mungiu ou &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Califónia Dreamin’&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (Nesfarsit), de Cristian Nemescu – interpretado pelo actor americano Armand Assante –, o primeiro filme de um jovem realizador, recém-falecido num acidente de automóvel e que estreia esta semana. Esperemos apenas que não seja uma moda, já que estes filmes são sinais do que pode vir a ser o futuro da produção cinematográfica e o prelúdio de uma maior abertura destas cinematografias ao mundo e do mundo a elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8732183337399882066?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8732183337399882066/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8732183337399882066' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8732183337399882066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8732183337399882066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/04/filmes-do-mundo.html' title='FILMES DO MUNDO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R_UASbadTBI/AAAAAAAAAGk/TBxwB_m6nIc/s72-c/aufderanderenseite6_v-mediatipp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-5804358132331165823</id><published>2008-02-16T11:29:00.000-08:00</published><updated>2008-02-16T11:32:19.146-08:00</updated><title type='text'>PARA UMA (NOVA) CULTURA CINEMATOGRÁFICA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7c6NIIHL-I/AAAAAAAAAGc/lZ62kvo201M/s1600-h/matrix_code_see_800.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7c6NIIHL-I/AAAAAAAAAGc/lZ62kvo201M/s320/matrix_code_see_800.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167663094625152994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…o cinema entrou definitivamente nos hábitos de consumo mais comuns..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se, — ou terá ela mesmo comentado, — que Susan Sontag, a grande ensaísta recentemente falecida, sempre muito crítica em relação à cultura norte-americana, um dia encontrou Wim Wenders numa rua de Los Angeles, — o que não é nada fácil, garanto-vos, pois quase toda a gente anda de carro — e perguntou-lhe o que fazia um homem tão culto num país onde praticamente não havia cultura. Ao que o realizador alemão, um apaixonado pela América e pelos ícones da cultura pop americana, respondeu não haver maior felicidade que a de viver num mundo sem cultura. A verdade é que foi a cultura americana, quer Sontag quisesse, quer não, a construir, no início do século passado, uma grande indústria de cinema. Esta indústria entretanto globalizou-se, sem sequer pensar que se estava a produzir cultura. Ao passo que nós, os europeus, os cultos, estamos agora a tentar aos poucos, construir uma pequena indústria de cinema. Há pouco mais de duas décadas, ainda se defendia incessantemente aqui que tudo era cultura: comer, beber, fazer amor ou, em última instância, produzir ou realizar um filme de autor, era uma questão de cultura. Na mentalidade comum americana, a cultura está por todo o lado e em sítio nenhum, aliás como acontece com o vírus da Sida, o sexo, ou o terrorismo. A verdade é que os grandes jornais norte-americanos nunca tiveram grandes secções especializadas nem em cultura, nem em cinema. Para chamar à atenção dos leitores de uma notícia de cultura, bastava-lhes separá-la com um simples filete. E aí está uma forma como eles tratam a cultura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum falar-se agora de uma certa infantilização do público e da decadência dos filmes de Hollywood, curiosamente uma indústria que além de saber muito de cinema, aprendeu a conhecer bem os hábitos dos seus espectadores, ao ponto de ajudar a alterar comportamentos e hábitos de consumo, nesta sociedade planetária. Qualquer indivíduo mais culto, continua a querer ver os filmes americanos, como via os clássicos do cinema, ou os ensaios da nouvelle vague, isto é, olhando-os através de códigos literários e filosóficos, ou na expectativa de lhes trazerem tanta profundidade e complexidade, como um romance de William Faulkner, de Marguerite Duras ou do António Lobo Antunes. Esta cinefilia já quase passou à história. A celebração colectiva de ir ao cinema sem escolher antecipadamente os filmes — por vezes até muito maus, e quase sempre apoiados na espectacularidade dos efeitos especiais — participada em geral pelos mais jovens, é, ao contrário do que se possa imaginar, não um sinal de ignorância ou desinteresse intelectual, mas antes um verdadeiro acto de cultura. Não podemos menosprezar os miúdos, já que eles conseguem algo ao qual nós os adultos, mais ‘cultos’ nunca conseguiremos dar valor, ou seja, ver um filme apenas pelo duplo prazer da imagem e do som, sem ficar na expectativa de receber grandes mensagens, estímulos morais ou intelectuais, apenas como puro entretenimento, para passar um bom bocado, dar umas gargalhadas e lançar umas bocas, com uma saqueta de pipocas ao colo e uma Coca-Cola na mão. Quando a sessão terminar, há ainda a possibilidade de dar uma volta pelo centro comercial, comer um hamburguer e ver as montras, como mais um reflexo desta sociedade de consumo. Assim, e sem qualquer investimento intelectual que se justifique, a ‘arte cinematográfica’ ou antes o cinema, entrou definitivamente nos hábitos de consumo mais comuns, tornando cada dia “um domingo da vida” de todos. E digam-me lá se isto não é cultura!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, jornalista&lt;br /&gt;Ex-Director da PREMIERE-A Revista de Cinema&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-5804358132331165823?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/5804358132331165823/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=5804358132331165823' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5804358132331165823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5804358132331165823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/02/para-uma-nova-cultura-cinematogrfica.html' title='PARA UMA (NOVA) CULTURA CINEMATOGRÁFICA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7c6NIIHL-I/AAAAAAAAAGc/lZ62kvo201M/s72-c/matrix_code_see_800.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-4874375161266811235</id><published>2008-02-16T11:26:00.000-08:00</published><updated>2008-02-16T11:29:40.513-08:00</updated><title type='text'>O CINEASTA DO ‘SISTEMA’</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7c5mYIHL9I/AAAAAAAAAGU/-23oO616GvY/s1600-h/APV.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7c5mYIHL9I/AAAAAAAAAGU/-23oO616GvY/s320/APV.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167662428905222098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da minha admiração como cinéfilo (e crítico) pela cinematografia do António-Pedro Vasconcelos (APV) e a minha estima pessoal, que nos tem levado a trocar uns e-mails e inclusive a combinarmos um ‘petisco’ para breve, para falarmos de cinema e do ‘nosso’ Benfica, não posso deixar passar em claro algumas considerações que o APV fez na sua última crónica Das Duas, Uma de 02/02/08, (aliás recorrentes de alguns comentários menos agradáveis que aqui já teceu e no Expresso da Meia-Noite da SIC) sobre a crítica cinematográfica e o seu envolvimento no sistema de Apoio à Criação Cinematográfica.&lt;br /&gt;Já há dias respondi no Público ao Dr. Rui Moreira, ilustre figura do Porto e do mundo do futebol, que se permitiu em duas crónicas dar também uns ‘bitaites’, sobre o sistema de apoio ao cinema português e à crítica cinematográfica, chamando-a de ‘batoteiros’, diria, ‘emprenhando pelos ouvidos’, do seu companheiro do Trio de Ataque.&lt;br /&gt;Quanto ao APV, sinceramente não entendo porque critica tanto o ‘sistema’ (um termo que advém certamente do vocabulário futebolístico, ‘a culpa é do sistema’…) já que fez todos os seus filmes (e são muitos para a maioria dos realizadores portugueses), inclusive Call Girl, ao abrigo do sistema de Apoio de à Criação Cinematográfica, que o Estado criou há mais de três décadas, através dos vários Institutos de Cinema e a que APV chama de um ‘parasitismo tenaz’;&lt;br /&gt;APV refere ainda, de uma forma um pouco grosseira, que esta política se alicerçou ‘num sistema de júris, onde têm assento críticos de cinema e criaturas afins’. Além da Lei do Cinema e dos critérios de avaliação do Regulamento de Apoio à Actividade Cinematográfica, não darem qualquer hipótese ao favorecimento de um projecto ou de um filme específico, os júris têm sido constituídos há vários anos por personalidades de renome do meio cultural e do audiovisual inclusive por realizadores, e não exclusivamente por críticos cinematográficos. Tomando como exemplo a Bolsa de Júris de 2007, cujos nomes e CV estão no sitio do ICA (www.ica-ip.pt), e não vou os citar como o fez APV precedentemente numa das suas crónicas, onde figurava também o meu nome, estão: Professores Universitários e Ensaístas (8) da área do cinema e audiovisual, Realizadores (2), Directores e Organizadores de Festivais (3), Gestor de Artes (1) e cinco críticos, onde pessoalmente me incluo, além do historiador do cinema, José Matos Cruz, que já há muito não exerce a actividade, e a Teresa Nicolau e o João Garção Borges, os dois responsáveis pelo programa Bastidores, que são mais ‘divulgadores’ e não exercem crítica directamente, em representação da RTP. &lt;br /&gt;Sobre a possibilidade ou não de uma indústria cinematográfica a discussão seria longa e o espaço curto para desenvolver o tema como o faz APV tão levianamente, pois Portugal pode e deve efectivamente manter uma actividade criativa e rentável no audiovisual, mas para já é difícil pensar numa verdadeira indústria, quanto mais não seja por uma questão de mercado. De qualquer modo, Manoel de Oliveira não sendo ‘rentável’ é ainda um dos nossos patrimónios. Esta é uma discussão que podemos ter noutras circunstâncias! &lt;br /&gt;Uma coisa é certa, se efectivamente este ‘ciclo vicioso’ e este sistema vigoram desde o 25 de Abril, o APV para além de ter feito uma longa carreira de cineasta dentro do tal ‘sistema’ que criou um ‘parasitismo tenaz’, foi na década de 90, uma das pessoas mais poderosas do audiovisual em Portugal, ao desempenhar cargos públicos como Presidente da Comissão do Livro Verde para o Audiovisual da CE, presidente do Secretariado Nacional para o Audiovisual, Presidente da Associação Scale do Programa Media da CE, e ao que conste, não deixou grande herança ou medidas para modificar todo este sistema, embora se lhe reconheça sempre uma grande intervenção como Presidente da ARCA-Associação de Realizadores de Cinema e Audiovisual (uma das duas associações que passam a vida a digladiar-se e a discutir o ‘sexo dos anjos’, ou seja, se o cinema português deve ser arte ou indústria). Além de, em meu entender (e não de toda a crítica), APV tem uma obra cinematográfica de referência que, infelizmente, nunca circulou sequer muito, será talvez preciso encontrar a causa, pela ‘miríade de pequenos festivais espalhados pelo mundo’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes&lt;br /&gt;Jornalista e crítico de cinema&lt;br /&gt;Membro da Bolsa de Jurados do ICA 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Sol de 09/02/08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-4874375161266811235?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/4874375161266811235/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=4874375161266811235' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/4874375161266811235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/4874375161266811235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/02/o-cineasta-do-sistema.html' title='O CINEASTA DO ‘SISTEMA’'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7c5mYIHL9I/AAAAAAAAAGU/-23oO616GvY/s72-c/APV.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-5265158879545020667</id><published>2008-02-16T11:24:00.000-08:00</published><updated>2008-02-16T11:26:29.662-08:00</updated><title type='text'>TELEVISÃO PÚBLICA VS. TELEVISÃO PRIVADA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7c424IHL8I/AAAAAAAAAGM/JMJb668lejc/s1600-h/1173997324_notalone.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7c424IHL8I/AAAAAAAAAGM/JMJb668lejc/s320/1173997324_notalone.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167661612861435842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma nova televisão em Portugal será a boa surpresa de 2008…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas ‘medidas revolucionárias’ anunciadas recentemente pelo Presidente Sarkozy, e em particular para o audiovisual, prevêem uma revolução cultural no serviço público de televisão. Sarkozy defende a supressão total da publicidade nos canais públicos, sugerindo que estes passem a ser financiados por taxas mínimas impostas às receitas publicitárias, geradas pelos canais privados e pelos novos meios de comunicação social. Em Portugal, estamos face a uma profunda crise no mercado publicitário, ao mesmo tempo que está para breve o aparecimento de um novo canal generalista e novas plataformas de televisão. O princípio fundamental defendido por Sarkozy, que ‘se a televisão pública funciona como as privadas, não vejo qual é o interesse de ter uma televisão pública’, retoma um tema quente no actual contexto da televisão em Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta euforia das transferências para os lugares de decisão e dos “artistas” mais populares, tem-se insistido (e protagonizado na figura do Nuno Santos que entretanto se mudou para a concorrência) na subida de audiências da RTP em 2007, em relação à queda imparável da SIC. Em primeiro lugar, fazer televisão é um trabalho de equipa, em segundo, a SIC foi durante quase uma década a líder de audiências e a pioneira de uma nova fórmula de fazer televisão em Portugal. Formou grandes profissionais, como o seu actual director de programas, e criou ainda a SIC Notícias, até há pouco líder de audiências no cabo. No seu conjunto, todos os canais da SIC têm “boas audiências” e conteúdos muito bem dirigidos. A crise da SIC generalista parece ter-se acentuado com a crise de receitas de publicidade e daí algum desespero em relação às audiências. De facto, não se pode fazer omeletas sem ovos. E aqui, ficou a RTP a ganhar ao contratar na concorrência e ter sabido transportar em parte, para o serviço público, o modelo SIC. É verdade que a RTP conseguiu subir nas audiências, mas conseguiu-o por se tornar numa herdeira da SIC. A RTP pode não ter a agilidade, mas tem meios e recursos que os canais privados não têm. A grande novidade da SIC, quando foi líder de audiências, assentava em conciliar os gostos e necessidades das classes altas, graças a uma informação rigorosa, com o protagonismo dado ao cidadão comum, em programas de natureza social e de entretenimento. No fundo, foi tudo aquilo em que a RTP apostou, porém com algumas mudanças visíveis. Seja como for, a SIC continua a ser a melhor escola de televisão dos últimos anos, seja ela generalista ou temática e começou já a fazer os seus estragos no mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão generalista em Portugal tem perdido fôlego com vantagem para o cabo, instalando-se em todos os canais um cinzentismo em termos de criatividade e de programação, pouco apelativo à publicidade e aos espectadores mais cultos e exigentes. Quando os analistas e patrões dos media dizem que não há mercado publicitário para um novo canal de televisão, discordo em absoluto. Uma nova televisão em Portugal será a boa surpresa de 2008 se conseguir dar um abanão ao actual panorama, abrindo portas à criatividade, ao emprego e mais espaço para os autores, artistas e técnicos. Como defensor de uma televisão pública (no sentido estrito e clássico de educar, informar e entreter) neste contexto, este modelo de financiamento público, de uma televisão suportada pelo Estado e pela publicidade, já não parece de todo o mais adequado, pelo seu carácter mercantilista e dependente das audiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, Jornalista&lt;br /&gt;Ex-Director da PREMIERE-A Revista de Cinema &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Sol, 02/02/08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-5265158879545020667?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/5265158879545020667/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=5265158879545020667' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5265158879545020667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5265158879545020667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/02/televiso-pblica-vs-televiso-privada.html' title='TELEVISÃO PÚBLICA VS. TELEVISÃO PRIVADA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7c424IHL8I/AAAAAAAAAGM/JMJb668lejc/s72-c/1173997324_notalone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-224714638179372044</id><published>2008-02-15T23:47:00.000-08:00</published><updated>2008-02-15T23:52:35.082-08:00</updated><title type='text'>EU SOU UM BOY</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7aWI4IHL7I/AAAAAAAAAGE/f6t84pZrR7M/s1600-h/ASVIDASDOS+OUTROS.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7aWI4IHL7I/AAAAAAAAAGE/f6t84pZrR7M/s320/ASVIDASDOS+OUTROS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167482701703753650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A propósito do artigo de opinião do Dr. Rui Moreira, intitulado &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Revolta dos Boys&lt;/span&gt;,  venho por este meio afirmar que sou um dos boys a que ele se refere. Nada tenho contra, os comerciantes por que sou filho de um comerciante, nem contra os comentadores de futebol, aliás sou grande adepto dos dois maiores espectáculos do mundo: cinema e futebol; apesar de ter uma enorme admiração intelectual e amizade pelo Augusto M. Seabra, não me identifico em muitos aspectos com a sua visão de cinema e acho que ele há muito tempo não representa a opinião geral da crítica cinematográfica. E por isso não vejo razão para o Dr. Rui Mor&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;eira pôr tudo no mesmo saco e inclusive nos chamar ‘batoteiros’ e fazer muitas considerações levianas de um mercado que se vê conhece apenas por fora. Sou efectivamente um dos boys ou dos críticos que tem assento nos júris. A propósito, escrevi e espero publicação no Público de um artigo de opinião, sobre alguns tábus em relação ao Cinema Português, regozijando-me pelos 100.000 espectadores que o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Call Girl&lt;/span&gt; já fez nas salas. Ora bem em primeiro lugar a Bolsa de Júrados do ICA-Instituto de Cinema e Audiovisual é constituído por diversas personalidades de destaque e não só por críticos cinematográficos. Lugar esse, a que o Dr. Rui Moreira se pode candidatar, mas não sem antes ler a Lei do Cinema e a Regulamentação de Apoio à Criação Cinematográfica, e tirar todas as dúvidas relativamente aos critérios com que os membros do júri têm que se reger e que eliminam qualquer probabilidade de batota ou interferência directa na selecção deste ou daquele filme. Por ultimo, regozijo-me também pelo Dr. Rui Moreira ter gostado muito do filme alemão, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As Vidas dos Outros&lt;/span&gt;, o que demonstra nele uma certa cultura cinematográfica e não só de filmes americanos. Mas apenas por mera curiosidade, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As Vidas dos Outros&lt;/span&gt;, fez apenas e apesar de ser um grande filme, apenas 15.000 espectadores nas salas portuguesas em 2007, o que é sensivelmente o que faz em media um filme português, como é o caso de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Mistério da Estrada de Sintra&lt;/span&gt; que andou pelos 12.000 espectadores. Portanto algo se passa mas a culpa não é dos críticos, nem só do cinema português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes, jornalista, crítico, membro da Bolsa de Jurados do Instituto de Cinema e Audiovisual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Público, 17/01/08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-224714638179372044?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/224714638179372044/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=224714638179372044' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/224714638179372044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/224714638179372044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/02/eu-sou-um-boy.html' title='EU SOU UM BOY'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R7aWI4IHL7I/AAAAAAAAAGE/f6t84pZrR7M/s72-c/ASVIDASDOS+OUTROS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-281282216517835128</id><published>2008-02-05T11:47:00.000-08:00</published><updated>2008-02-05T11:59:34.624-08:00</updated><title type='text'>‘HEIMA’, BY SIGUR RÓS: UMA PINTURA MUSICAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R6jAFguOJqI/AAAAAAAAAF8/bs2FzohsqvQ/s1600-h/7813.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R6jAFguOJqI/AAAAAAAAAF8/bs2FzohsqvQ/s320/7813.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163588173695952546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Começo por dizer que não sou um fã incondicional dos &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sigur Rós&lt;/span&gt; e aliás há já alguns anos que não acompanhava a música da banda islandesa. A Islândia, um país algo esquecido na Europa da cultura, tem curiosamente dado grandes lições de criatividade ao conjugar a tradição com a modernidade, talvez porque seja também num dos melhores países do mundo para se viver e ter o índice de desenvolvimento humano mais elevado do mundo, associado à alta qualidade de vida da sua população. &lt;br /&gt;Esta visão tem tido particular destaque na música alternativa com os Sigur Rós, os &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sugarcubes&lt;/span&gt; e, evidentemente com &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bjork&lt;/span&gt;, um grande símbolo da pequena ilha, aparentemente perdida nos mares da Escandinávia, cuja população era, em Julho de 2007, de 311.396 habitantes.  No turbilhão de lançamentos de cinema e DVD de filmes, ao qual como estou mais ligado, não fosse aqui o meu amigo Helder Aranha do Santiago Alquimista, passar-me-ia despercebida esta edição do primeiro filme dos Sigur Rós intitulado &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;HEIMA&lt;/span&gt; (quer dizer EM CASA), realizado curiosamente por um homem da animação, o canadiano &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dean Deblois&lt;/span&gt;, que dirigiu &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lilo &amp; Stitch&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;REGRESSO A CASA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Heima é um inspirado e nostálgico registo documental e não um verdadeiro DVD musical na sua essência. Talvez por isso se possa desfrutar mais dele, para além da música, de um olhar cinéfilo, diferente dos registos dos concertos ao vivo que, normalmente, constituem os DVD musicais. Depois de passarem mais de um ano promovendo por todo o mundo o seu último álbum &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Takk&lt;/span&gt;, os Sigur Rós marcaram o seu regresso a casa realizando uma série de quinze concertos gratuitos por toda a Islândia, numa verdadeira acção de descentralização cultural e de agradecimento ao seu povo e à inspiração dada pelo seu país e cultura, que os tornaram internacionalmente famosos. Por isso, em Heima poderemos ver partes do faustoso concerto final, em Reykjavík, mas também excertos de concertos em espaços naturais e desérticos, em desactivadas fábricas de peixe ou em locais completamente improváveis, alguns deles acústicos e sem recurso a equipamentos de amplificação do som, sempre intercalados por depoimentos dos elementos do grupo. Um desses locais míticos é, por exemplo, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;horseshoe canyon&lt;/span&gt; em &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ásbyrgi&lt;/span&gt;, onde, segundo reza a lenda, está a impressão da pata do cavalo de Odin. É efectivamente nestas pequenas magias das paisagens verdes, frias e ventosas da Islândia, dos sons telúricos dos glaciares, dos céus cinzentos onde voam papagaios de papel, das praias de águas escuras e de areias negras e vulcânicas onde brincam crianças, que se inspira Heima, um filme que alia as suas belas imagens à música, ora de cariz épico, ora de cariz intimista dos Sigur Rós, música essa que está imbuída da cultura local, numa simbiose perfeita, com pormenorizadas estilizações cénicas de realização e produção vídeo. Este excelente documentário é ainda uma espécie de colectânea, já que se podem ouvir temas dos quatro álbuns dos Sigur Rós, bem como, outros inspirados momentos, de relação dos músicos com o seu povo, com as culturas locais, os coros, as bandas de música e principalmente com o rimur, uma forma tradicional de cantar islandesa de origem viking.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RZYIfUdIyfs&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RZYIfUdIyfs&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ATÉ OS AVÓS GOSTAM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que influência poderá ter na música o lugar onde nasceu e vive um grupo tão heterogéneo de pessoas, que formam uma banda tão sui generis? No caso dos Sigur Rós estes elementos são decisivos na sua criação musical. Ao visionarmos este extraordinário documentário apercebemo-nos de quanto a música dos Sigur Rós se integra perfeitamente na cultura e na paisagem islandesa, mas ao mesmo tempo nas raízes europeias e, nórdicas ou não, arrisco ao encontrar um um pouco da nostalgia portuguesa, que inspira entre outros, os cantares alentejanos e mesmo o fado. Há qualquer coisa de tão longe e de tão próximo de nós no conceito musical dos Sigur Rós...&lt;br /&gt;Durante o filme, vamos descobrindo paisagens enormes de uma beleza indescritível, as reflexões dos músicos sobre o seu país de origem do qual eles tiram toda a inspiração para a sua música, um país, que segundo um deles, ‘tem coisas que já são raras hoje em dia’. Vamos descobrindo ainda as suas magníficas actuações em aldeias e locais recônditos, como no planalto mais alto da Europa, agora coberto pelas águas de uma barragem. Uma das coisas mais interessantes do filme, é como nos concertos dos Sigur Rós consegue-se juntar toda a gente, desde os avós às crianças de mais tenra idade, numa harmonia perfeita, e todos apreciando o prazer do som e dos ambientes naturais, negando a ideia de que um certo tipo de música alternativa é destinado apenas a um grupo muito restrito de pessoas ou apropriado só a determinados locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PINTURA MUSICAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O filme culmina com um histórico climax documental e fortemente visual do tema &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Untitled 8&lt;/span&gt; interpretado ao vivo no grande concerto final de Reykjavik. A emoção é arrepiante deixando-nos pregados ao sofá como se observássemos uma obra de arte e ao mesmo tempo numa experiência sensorial que parece transportar-nos a mil lugares ou a viver mil sensações. Na verdade não conhecia muito bem esta banda islandesa. Mas, depois de ver o DVD, é impossível não ficar apaixonado pela a sua música e por um país que definitivamente ficou na lista dos meus próximos périplos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Disco 1:&lt;/span&gt; Filme com 97 minutos sobre a tour que a banda fez na Islândia em 2006/2007. Audio in DTS 5.1, Dolby Digital 5.1 surround sound and PCM stereo. Inclui comentários do manager John Best.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Disco 2:&lt;/span&gt; Bonus footage&lt;br /&gt;As versões completas de todas as canções do filme. Entre as várias performances exclusivas inclui ainda a performance do novo tema "Heima". Audio in DTS 5.1, Dolby Digital 5.1 surround sound and PCM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclui ainda outros extras como um documentário e uma galeria de fotos da tour e ainda algumas notas sobre a produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In &lt;span style="font-style:italic;"&gt;‘Introduzindo Heima’&lt;/span&gt;, a film by Sigur Rós, apresentação a 02/02/2008, no Santiago Alquimista,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-281282216517835128?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/281282216517835128/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=281282216517835128' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/281282216517835128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/281282216517835128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/02/heima-by-sigur-rs-uma-pintura-musical.html' title='‘HEIMA’, BY SIGUR RÓS: UMA PINTURA MUSICAL'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R6jAFguOJqI/AAAAAAAAAF8/bs2FzohsqvQ/s72-c/7813.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-325839171206268906</id><published>2008-01-13T13:20:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T13:36:14.040-08:00</updated><title type='text'>SABERÁS QUE NÃO TE AMO...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R4qEOLus2oI/AAAAAAAAAF0/g6nCoF1uZ_w/s1600-h/SOPHIE_CALLE_nbl.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R4qEOLus2oI/AAAAAAAAAF0/g6nCoF1uZ_w/s320/SOPHIE_CALLE_nbl.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155078102680656514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sophie Calle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saberás que não te amo e que te amo&lt;br /&gt;pois que de dois modos é a vida,&lt;br /&gt;a palavra é uma asa do silêncio,&lt;br /&gt;o fogo tem sua metade de frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te para começar a amar-te,&lt;br /&gt;para recomeçar o infinito&lt;br /&gt;e para não deixar de amar-te nunca:&lt;br /&gt;por isso não te amo ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te e não te amo como se tivesse&lt;br /&gt;nas minhas mãos a chave da felicidade&lt;br /&gt;e um incerto destino infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amor tem duas vidas para amart-te.&lt;br /&gt;Por isso te amo quando não te amo&lt;br /&gt;e por isso te amo quando não te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pablo Neruda&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-325839171206268906?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/325839171206268906/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=325839171206268906' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/325839171206268906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/325839171206268906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/01/sabers-que-no-te-amo.html' title='SABERÁS QUE NÃO TE AMO...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R4qEOLus2oI/AAAAAAAAAF0/g6nCoF1uZ_w/s72-c/SOPHIE_CALLE_nbl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2978327341732259</id><published>2008-01-05T07:10:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T07:13:25.509-08:00</updated><title type='text'>HOJE FAÇO ANOS…</title><content type='html'>Por isso decidi ‘oferecer-me’ este tema do álbum &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rufus Does Judy at Carnegie Hall&lt;/span&gt;, uma fabulosa revisitação de Rufus Wainwright a temas cantados por Judy Garland, em particular este &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Somewhere Over the Rainbow&lt;/span&gt;, de O Feiticeiro de Oz, além de outras músicas de grandes compositores, como Roger &amp; Hammerstein, Noel Coward e George Gershwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RUFUS DOES JUDY GARLAND…. Somewhere Over the Rainbow&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/88f9KXPIdIg&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/88f9KXPIdIg&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2978327341732259?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2978327341732259/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2978327341732259' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2978327341732259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2978327341732259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2008/01/hoje-fao-anos.html' title='HOJE FAÇO ANOS…'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-4850563108218223480</id><published>2007-12-31T09:24:00.000-08:00</published><updated>2007-12-31T09:30:33.675-08:00</updated><title type='text'>A MINHA (MELHOR) PRENDA DE NATAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R3knJqJzf2I/AAAAAAAAAFk/4j_1I5AWdaY/s1600-h/swatch_corto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R3knJqJzf2I/AAAAAAAAAFk/4j_1I5AWdaY/s320/swatch_corto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150190695762591586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um relógio Swatch Corto Maltese, com uma imagem do herói romântico de charme irresistível, que povoa o meu imaginário desde os tempos da revista Tintim, foi uma das minhas melhores prendas de Natal. Aventureiro dos mares, destruidor de corações ou um homem com o coração destruído, é um pouco de tudo isto que representa Corto Maltese, o herói mítico sem idade, nascido em Malta, filho de um marinheiro inglês e de uma cigana, com um toque de saudade, características que bem o poderiam tornar um português. São as suas origens que combinam com o seu gosto pelo mar e pelas dimensões espirituais e que fazem dele um homem de honra e de acção, às vezes também algo conflituoso. Fiquem com esta preciosidade que encontrei no Youtube, um inspirado tema de Sting para A Balada do Mar Salgado, também uma das melhores histórias de Hugo Pratt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/C1VsGboBf2Q&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/C1VsGboBf2Q&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-4850563108218223480?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/4850563108218223480/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=4850563108218223480' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/4850563108218223480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/4850563108218223480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/minha-melhor-prenda-de-natal.html' title='A MINHA (MELHOR) PRENDA DE NATAL'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R3knJqJzf2I/AAAAAAAAAFk/4j_1I5AWdaY/s72-c/swatch_corto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-4224957759725769720</id><published>2007-12-22T07:37:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T07:38:11.645-08:00</updated><title type='text'>JOHNNY DEPP SHOW WITH BABA ZULA</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/9b-_0Z_4Zpw&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/9b-_0Z_4Zpw&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-4224957759725769720?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/4224957759725769720/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=4224957759725769720' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/4224957759725769720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/4224957759725769720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/johnny-depp-show-with-baba-zula.html' title='JOHNNY DEPP SHOW WITH BABA ZULA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8309226199882423502</id><published>2007-12-19T11:50:00.000-08:00</published><updated>2007-12-19T12:02:44.579-08:00</updated><title type='text'>INSTAMBUL, A CIDADE DE RUMI</title><content type='html'>Instambul, cidade que foi em tempos uma antiga capital do mundo cristão, então chamada Constantinopla, comemorou há poucos dias com o Festival Seb-iArus, os 800º aniversário do nascimento do poeta Muhammad Yalal ud-Din Rumi. Figura proeminente do Islão, é considerado um dos mais relevantes e influentes filósofos da espiritualidade universal, inspirador ainda da ordem sufí e dos derviches giróvagos, célebres pela sua dança cósmica. O sufismo além de uma filosofia é uma forma mística de interpretação do islamismo, que dá grande ênfase à tolerância e ao amor. Da sua poesia e das sua filosofia do autoconhecimento, paz e amor, destacam-se ainda  a beleza dos seus Poemas de Amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A MINHA AMADA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabei que a minha amada se esconde aos olhos de todos,&lt;br /&gt;que está mais além da crença e de todas as crenças,&lt;br /&gt;que é tão clara em meu coração como a Lua,&lt;br /&gt;que é a vida do meu corpo e da minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poemas de Amor de Rumi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-ea89e5093d69cf1c" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v12.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dea89e5093d69cf1c%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330418204%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D6F7A674B7982B03B8D9D9284C231B21CBCE5698F.83D43C5B46D413B2F340217543CC7FBA0839DA71%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dea89e5093d69cf1c%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Db6ljyRwV6FG3U8zwC5wTQcg1F2c&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v12.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dea89e5093d69cf1c%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330418204%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D6F7A674B7982B03B8D9D9284C231B21CBCE5698F.83D43C5B46D413B2F340217543CC7FBA0839DA71%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dea89e5093d69cf1c%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Db6ljyRwV6FG3U8zwC5wTQcg1F2c&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8309226199882423502?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=ea89e5093d69cf1c&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8309226199882423502/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8309226199882423502' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8309226199882423502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8309226199882423502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/instambul-cidade-de-rumi.html' title='INSTAMBUL, A CIDADE DE RUMI'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-3525792551530965577</id><published>2007-12-19T11:08:00.000-08:00</published><updated>2007-12-19T11:12:54.324-08:00</updated><title type='text'>A CALL GIRL DO ‘DE UMA VEZ POR TODAS’</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qGvhsv_uvow&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qGvhsv_uvow&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao rever &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Call Girl&lt;/span&gt;, de António-Pedro Vasconcelos, na antestreia, não me passou despercebida novamente a homenagem intencional a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De Uma Vez Por Todas&lt;/span&gt; de Joaquim Leitão, — o realizador faz aliás uma ‘perninha’ como actor, logo na primeira cena de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Call Girl&lt;/span&gt; —, com uma sequência a passar no LCD de casa da Maria (Soraia Chaves). &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De Uma Vez Por Todas&lt;/span&gt;, não foi, ao que me recorde, um grande sucesso de bilheteira, mas foi um filme que marcou uma época, a década de 80, em que o cinema português tentou uma forte aproximação do público, como aliás o próprio, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Lugar do Morto&lt;/span&gt;, de António-Pedro Vasconcelos, com histórias ‘à americana’, isto é intriga, actores (e não actores como Pedro Ayres de Magalhães e Vicky ou os jornalistas Ana Zanatti e Pedro Oliveira) conhecidos, personagens, sexo e bons diálogos. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De Uma Vez Por Todas&lt;/span&gt;, lançado recentemente na Série Y (Parte III) com o Público, é uma história envolvente, e muito semelhante a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Call Girl&lt;/span&gt;, já que em primeira instância, marcava a realidade cosmopolita lisboeta dos anos 80, além dos belíssimos contornos policiais e cuja a protagonista era uma sedutora &lt;span style="font-style:italic;"&gt;call girl&lt;/span&gt;, que enfeitiçava Luis (Pedro Aires de Magalhães). Curiosamente a actriz principal chamava-se Vicky (como Soraia Chaves), o nome artístico da jovem modelo loura, que acabou por falecer, pouco depois da estreia &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De Uma Vez Por Todas&lt;/span&gt;, em circunstâncias pouco esclarecidas, um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;fait divers&lt;/span&gt; que até poderia dar argumento para um bom filme. A propósito, encontrei no You Tube este pequeno excerto, que é uma pequena maravilha de montagem em Adobe Premier, e com a música do Sinatra, para quem quiser lembrar-se do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De Uma Vez Por Todas&lt;/span&gt; e se possível revê-lo, porque vale a pena!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-3525792551530965577?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/3525792551530965577/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=3525792551530965577' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3525792551530965577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3525792551530965577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/call-girl-do-de-uma-vez-por-todas.html' title='A CALL GIRL DO ‘DE UMA VEZ POR TODAS’'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-3339951502656956711</id><published>2007-12-17T11:26:00.000-08:00</published><updated>2007-12-17T11:28:36.043-08:00</updated><title type='text'>Murakami Testplay: 100% Perfect...</title><content type='html'>Esta é uma pequena homenagem que encontrei no YouTube, a um dos meus escritores de eleição &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Haruki Murakami&lt;/span&gt; (além do Ohran Pamuk), trata-se de este pequeno filme chamado &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"On seeing the 100% perfect girl one beautiful april morning"&lt;/span&gt;. A música é um tema lindíssimo da banda-sonora de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Oldboy-Velho Amigo&lt;/span&gt;, da autoria do realizador coreano &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Park Chan-Wook&lt;/span&gt;, outro dos meus favoritos, dessa lufada de ar criativa que vem do oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Nhas87MKE8E&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Nhas87MKE8E&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-3339951502656956711?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/3339951502656956711/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=3339951502656956711' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3339951502656956711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3339951502656956711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/murakami-testplay-100-perfect.html' title='Murakami Testplay: 100% Perfect...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-252200897618054116</id><published>2007-12-14T16:02:00.000-08:00</published><updated>2007-12-18T17:11:15.620-08:00</updated><title type='text'>CALL GIRL, DE ANTÓNIO-PEDRO VASCONCELOS</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Call Girl&lt;/span&gt; é uma aposta forte, de António-Pedro Vasconcelos, para novamente reconciliar o grande público com o cinema português, embora a estreia do filme esteja só prevista para o último fim de semana de Dezembro, uma data talvez pouco apropriada. Envolvente, sensual,  &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Soraia Chaves&lt;/span&gt; brilha com a sua fotogenia e uma surpreendente capacidade de interpretação, muito mais do que somente pelos seus atributos físicos, que aparentemente tornaram O Crime do Padre Amaro um dos maiores sucessos de bilheteira do cinema português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CA_l5P5kay4&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CA_l5P5kay4&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Call Girl&lt;/span&gt;, sem ser uma obra-prima, é um belo filme, que se inspira nos géneros clássicos de suspense e erotismo do cinema americano, mas que ao mesmo tempo procura contextualizá-lo na realidade nacional e tratando de questões que estão na ordem do dia: a corrupção política, a especulação imobiliária e a prostituição de luxo. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nicolau Breyner&lt;/span&gt; afirma-se mais uma vez como o maior (e mais solicitado) actor português do momento, ao lado do jovem &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ivo Canelas&lt;/span&gt;, num papel brilhante, bem tarantinesco de um ‘judite’ rebelde, que quase cai nas teias da ‘mulher aranha’.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xct3A7ZpKSI&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xct3A7ZpKSI&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode=" transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;(TALVEZ) O MELHOR DIÁLOGO DO ANO DO CINEMA PORTUGUÊS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vasco:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pensava que as putas não beijavam na boca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Maria:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Há sempre um cabrão que nos obrigam a fugir à regra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo de negativo, como aliás na maioria dos filmes de APV, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Call Girl&lt;/span&gt; também peca por uma meia-hora a mais de duração, com sequências que pouco interessam à história e fazem perder um pouco o ritmo à narrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Call Girl&lt;/span&gt; é ainda aparentemente uma subtil homenagem (ou quase uma sequela) de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;De Uma Vez Por Todas&lt;/span&gt;, de Joaquim Leitão, (realizador que faz uma pequena aparição aqui como actor), um filme que marcou também uma época de tentativa de reconciliação do público com os filmes portugueses, aliás como &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Lugar do Morto&lt;/span&gt;, de António-Pedro Vasconcelos. Ou seja uma história envolvente, com contornos policiais e eróticos, cuja a protagonista era uma sedutora &lt;span style="font-style:italic;"&gt;call girl&lt;/span&gt;, que enfeitiçava Pedro Aires de Magalhães, e  que na vida real se chamava Vicky, uma jovem modelo, então em ascensão que acabou por morrer pouco depois da estreia do filme, em circunstâncias pouco esclarecidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qGvhsv_uvow&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qGvhsv_uvow&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evitar ainda, é o excesso de palavrões, que já começa a ser um lugar comum nos diálogos dos filmes portugueses, parecendo querer dar mais realismo às personagens, apenas pelo facto de elas insistirem na linguagem fácil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-252200897618054116?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/252200897618054116/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=252200897618054116' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/252200897618054116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/252200897618054116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/call-girl-de-antnio-pedro-vasconcelos.html' title='CALL GIRL, DE ANTÓNIO-PEDRO VASCONCELOS'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-189850997415775426</id><published>2007-12-14T15:36:00.000-08:00</published><updated>2007-12-14T15:38:13.267-08:00</updated><title type='text'>TROPA DE ELITE, DE JOSÉ PADILHA</title><content type='html'>A grande  surpresa da próxima Berlinale 2008, que se realiza entre 7 e 17 de Fevereiro próximos, é a escolha de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt;, de José Padilha, o filme-sensação brasileiro que abriu o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em Setembro passado. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt; é um filme em que a realidade e a ficção se esbatem, já que assenta num emocionante relato narrado por um dos protagonistas das forças especiais da Polícia do Rio de Janeiro (os BOPE), forças essas que combatem em duas frentes: o tráfico de droga nas favelas e, a corrupção dentro da própria polícia federal. A história vai desde a sua instrução militar dos policias às suas violentas acções armadas nas labírinticas ruas das favelas cariocas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RoxrdMukQu0&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RoxrdMukQu0&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tropa de Elite&lt;/span&gt; é o filme-acontecimento do ano, como já o fora &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cidade de Deus&lt;/span&gt;, de Fernando Meirelles. Padilha alias rodeou-se de uma boa parte da equipa de Meirelles. A polícia federal fez várias tentativas através dos tribunais, para evitar a estreia do filme nas salas, mas estes acabaram por dar razão ao realizador já que o filme reflecte rigorosamente uma realidade social da população do Rio de Janeiro. No entanto, é um retrato duro e violento da sociedade carioca, numa história intensa, realista em que não há bons nem maus, mas antes se expôem claramente a corrupção e a violência, mostrando mesmo execuções sumárias e torturas executadas pela policia, para obter denúncias e testemunhos. Enquanto se discutia nos tribunais o lançamento do filme nas salas, parece ter havido uma propositada forma alternativa de distribuição, com a venda de milhares de cópias piratas de grande qualidade, tentado combater qualquer forma de censura e fazendo chegar o filme ao público. José Padilha, além de realizador de vários documentários premiados dirigiu também o magnífico &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Onibus 174&lt;/span&gt;, mais um dos seus trabalhos de ficção baseado na realidade carioca, sobre um sequestrador de um autocarro em pleno Rio de Janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-189850997415775426?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/189850997415775426/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=189850997415775426' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/189850997415775426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/189850997415775426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/tropa-de-elite-de-jos-padilha.html' title='TROPA DE ELITE, DE JOSÉ PADILHA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-7822140192702800943</id><published>2007-12-13T11:42:00.000-08:00</published><updated>2007-12-13T11:48:07.299-08:00</updated><title type='text'>PENSAMENTO DO DIA (4)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R2GMapPpmRI/AAAAAAAAAFc/PAE2bLSdaMo/s1600-h/RB+8028+K+(4).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R2GMapPpmRI/AAAAAAAAAFc/PAE2bLSdaMo/s320/RB+8028+K+(4).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143546638809798930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Ontem é passado, amanhã é futuro.&lt;br /&gt;Hoje é uma dádiva, por isso chama-se PRESENTE. &lt;br /&gt;E talvez poucos de nós o vivam".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-7822140192702800943?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/7822140192702800943/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=7822140192702800943' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7822140192702800943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7822140192702800943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/pensamento-do-dia-4.html' title='PENSAMENTO DO DIA (4)'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R2GMapPpmRI/AAAAAAAAAFc/PAE2bLSdaMo/s72-c/RB+8028+K+(4).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6759225185525414630</id><published>2007-12-09T12:52:00.000-08:00</published><updated>2007-12-09T12:55:48.153-08:00</updated><title type='text'>AMOR VERDADEIRO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1xWPZPpmQI/AAAAAAAAAFU/2vvuQ2sXYxQ/s1600-h/enchanted.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1xWPZPpmQI/AAAAAAAAAFU/2vvuQ2sXYxQ/s320/enchanted.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142079697024817410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi só neste fim-de-semana de Cimeira União Europeia-África, em que circular em Lisboa, não foi nada fácil que fui finalmente ao cinema ver o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma História de Encantar.&lt;/span&gt; Se alguém tivesse tido a ideia de fechar todos os líderes africanos e europeus, numa sala de cinema a ver o filme da Disney, certamente ajudaria mais para um mundo melhor (um mundo real onde os amante nunca acabam felizes para sempre!) do que o duro sermão que a Sra. Merkl, deu a Robert Mugabe. Saí de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma História de Encantar &lt;/span&gt;enternecido pois o filme é soberbo e coloco-o na minha lista dos grandes candidatos ao melhor do ano. Além disso foi bom e nostálgico poder recordar grandes momentos de cinema e uma tradição que tanto admiro na Disney, com as muitas referências à história e a alguns dos filmes mais míticos desde, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Bela e o  Monstro, Cinderela&lt;/span&gt;, ao seu maior êxito de sempre: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Branca de Neve e os Sete Anões&lt;/span&gt;. Efectivamente &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma História de Encantar&lt;/span&gt; é uma espécie de Branca de Neve … numa versão para o século XXI, onde o rico imaginário da Disney é transportado intencionalmente para o mundo real e para Nova Iorque nos dias de hoje, transformando-se numa maravilhosa fantasia, que saboreamos do inicio ao fim com um sorriso nos lábios. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Uma História de Encantar&lt;/span&gt; é a fantasia perfeita para este tempo de Natal, que não procura como é habitual a estupidificação do público, mas antes fornecer-lhe profundas emoções, porque é cinema a sério onde as canções, os beijos, os momentos românticos, (&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Amy Adams&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Patrick Dempsey&lt;/span&gt; são perferitos) entram no tempo certo. Além disso é um filme inspirador e uma magnífica história de amor verdadeiro, para todas as idades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6759225185525414630?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6759225185525414630/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6759225185525414630' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6759225185525414630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6759225185525414630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/amor-verdadeiro.html' title='AMOR VERDADEIRO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1xWPZPpmQI/AAAAAAAAAFU/2vvuQ2sXYxQ/s72-c/enchanted.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-1395878986802551780</id><published>2007-12-09T07:23:00.000-08:00</published><updated>2007-12-09T07:25:28.224-08:00</updated><title type='text'>AMOR A MEIAS…VERDADES</title><content type='html'>EN LA CAMA (IN BED)&lt;br /&gt;Um clip do filme de Matias Bize (Chile), com  Blanca Lewin e Gonzalo Valenzuela. Música: Supernova – ‘Herida...en la cama’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_Toq8jUSkUA&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_Toq8jUSkUA&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Cama…o lugar onde amamos, sonhamos - e onde atraiçoamos e somos também por vezes atraiçoados. Esta é a história de dois estranhos que se amam intensamente, que se afeiçoam, e que se traem mutuamente – tornando-se íntimos, encontrando o amor e perdendo-o em apenas uma noite passageira na cama. Num quarto de um motel de estrada, Daniela e Bruno passam a uma noite juntos literalmente ‘fodendo’. Apenas se conheceram há algumas horas atrás num café por intermédio de amigos comuns. Os dois estranhos fazem amor até à exaustão e intensidade e vão contando pelo meio as suas histórias de vida um ao outro, quando ele e ela se preparam para nova investida. Daniela e Bruno ficam a conhecer-se numa noite apenas, porque há neles muita coisa em comum: memórias e sonhos, verdades e mentiras, medos e desejos, traições e afectos, amor e ódio, sentimentos que estão intimamente ligados nessa noite de amor. Por detrás das palavras das meias-verdades, das confissões, os dois amantes tornam-se íntimos,  mas à luz do amanhecer, esta intimidade vai fazer parte do passado, e cada um vai à sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lQPrCFbVY98&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/lQPrCFbVY98&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-1395878986802551780?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/1395878986802551780/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=1395878986802551780' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1395878986802551780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1395878986802551780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/amor-meiasverdades.html' title='AMOR A MEIAS…VERDADES'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-9213344617059425627</id><published>2007-12-09T07:02:00.000-08:00</published><updated>2007-12-09T07:38:42.331-08:00</updated><title type='text'>OS 50 MELHORES PROGRAMAS DE TELEVISÃO</title><content type='html'>OS PROGRAMAS DE TELEVISÃO &lt;br /&gt;DE JOSÉ VIEIRA MENDES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista, ex-director e editor-chefe da malograda revista de cinema Premiere, diz-nos que cresceu com a televisão e fala-nos sobre os programas que mais o marcaram ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://videos.sapo.pt/rry0RroPj830pQLvTgwa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-9213344617059425627?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/9213344617059425627/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=9213344617059425627' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9213344617059425627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9213344617059425627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/os-50-melhores-programas-de-televiso.html' title='OS 50 MELHORES PROGRAMAS DE TELEVISÃO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-9153696606993203894</id><published>2007-12-05T09:35:00.000-08:00</published><updated>2007-12-05T09:39:08.923-08:00</updated><title type='text'>HÁ PORTAS...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1biMZPpmPI/AAAAAAAAAFM/DvGUAjmTgD0/s1600-h/portas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1biMZPpmPI/AAAAAAAAAFM/DvGUAjmTgD0/s320/portas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140544727252834546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há portas&lt;br /&gt;que é melhor&lt;br /&gt;fechar&lt;br /&gt;para sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há portas&lt;br /&gt;que é melhor&lt;br /&gt;não abrir &lt;br /&gt;nunca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in 'Caderno' de Adília Lopes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-9153696606993203894?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/9153696606993203894/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=9153696606993203894' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9153696606993203894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9153696606993203894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/h-portas.html' title='HÁ PORTAS...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1biMZPpmPI/AAAAAAAAAFM/DvGUAjmTgD0/s72-c/portas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8686397815190854279</id><published>2007-12-05T09:33:00.000-08:00</published><updated>2007-12-05T09:35:45.135-08:00</updated><title type='text'>O HOMEM DAS MOTOS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1bhZJPpmOI/AAAAAAAAAFE/p2bSPb7f5Mc/s1600-h/on_motorbike_01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1bhZJPpmOI/AAAAAAAAAFE/p2bSPb7f5Mc/s320/on_motorbike_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140543846784538850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Adoro ouvir o barulho do motor a noventa quilómetros por hora, enquanto absorvo o ar e a paisagem. Vou perdendo os detalhes, embora deslize a uma velocidade moderada, mas vou ganhando em percepção. Quando acelero até aos cento e vinte, na Salisbury Plain, sinto que a terra se vai moldando debaixo de mi.  (…) A terra parece ganhar vida ondulando e mexendo-se dos lados como o mar. É o melhor da velocidade. Poderia escrever páginas inteiras sobre o prazer da velocidade'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de Thomas Edward Lawrence (Lawrence da Arábia).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8686397815190854279?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8686397815190854279/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8686397815190854279' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8686397815190854279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8686397815190854279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/o-homem-das-motos.html' title='O HOMEM DAS MOTOS'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1bhZJPpmOI/AAAAAAAAAFE/p2bSPb7f5Mc/s72-c/on_motorbike_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-409867937617114963</id><published>2007-12-05T04:53:00.000-08:00</published><updated>2007-12-05T04:57:27.108-08:00</updated><title type='text'>PENSAMENTO DO DIA (3)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1agI5PpmNI/AAAAAAAAAE8/gilgNg2sAvo/s1600-h/DSC00013.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1agI5PpmNI/AAAAAAAAAE8/gilgNg2sAvo/s320/DSC00013.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140472099355859154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A vida &lt;br /&gt;é luta&lt;br /&gt;e eu gosto &lt;br /&gt;assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só da luta&lt;br /&gt;da noite&lt;br /&gt;com o dia&lt;br /&gt;nasce&lt;br /&gt;o dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só da luta &lt;br /&gt;do dia&lt;br /&gt;com a noite&lt;br /&gt;nasce&lt;br /&gt;a noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in 'Caderno', de Adília Lopes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-409867937617114963?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/409867937617114963/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=409867937617114963' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/409867937617114963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/409867937617114963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/12/pensamento-do-dia-3.html' title='PENSAMENTO DO DIA (3)'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R1agI5PpmNI/AAAAAAAAAE8/gilgNg2sAvo/s72-c/DSC00013.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-1791201691442253523</id><published>2007-11-26T09:22:00.000-08:00</published><updated>2007-11-26T10:02:24.392-08:00</updated><title type='text'>NAS RUAS COMO UM FANTASMA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0sI6IYO6nI/AAAAAAAAAE0/D2HroCQ8el8/s1600-h/3699_location%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0sI6IYO6nI/AAAAAAAAAE0/D2HroCQ8el8/s320/3699_location%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137209594720742002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;'À noitinha, carregámos os nossos instrumentos em cima de uma carroça e fomos ao Serralho. Agora, eu gostava das ruas de Instambul; imaginava que me tornara invisível, atravessando as ruas como um fantasma, passando entre os grandes plátanos, castanheiros e olaias, que enchiam os jardins. (...)&lt;br /&gt;Todas as noites, estendia-me as mãos com que, afirmava, tocara nas pessoas ao longo do dia. Eu esperava sem me mover, petrificado exactamente como quando, ao despertar, alguém descobre que tem um escorpião a passear-lhe pelo corpo.Os dedos do Mestre não eram parecidos com os meus, eu sentia-os a remexerem em mim, gelados, enqunto me perguntava:"Tens medo?". Eu continuava sem me mover. "Tens medo.Porque tens medo?" Às vezes tinha vontade de lhe empurrar a mão e de lutar com ele, mas sabia que isso não faria mais do que aumentar-lhe a raiva."Vou dizer-te porque tens medo. Tens medo porque és culpado. Tens medo porque chafurdaste no pecado. Tens medo porque acreditas bem mais no que te digo do que eu no que tu me contas!"(...)&lt;br /&gt;Um pouco antes do meio-dia, atordoado pela multidão, e pelos mortos, atravessei o Corno de Ouro para ir a Galata; dei a volta pelos cafés de operários em redor do Arsenal, onde timidamente fumei narguilé; almocei numa tasca; sempre impelido pelo desejo de compreender, entrei nas lojas; percorri os mercados. Queria gravar tudo no meu espírito, com os mínimos pormenores, a fim de chegar a uma conclusão. Caiu a noite, exausto, voltei a casa e ouvi o Mestre, que acabava de chegar do Serralho.(...)&lt;br /&gt;Finalmente avistámos o castelo. Erguia-se sobre uma colina bastante elevada; o fulgor do sol poente tingia ligeiramente de vermelho as suas torres, onde esvoaçavam os estandartes. Era branco, imaculado e muito belo. Não sei porquê, pensei que não podia imaginar senão em sonhos uma coisa tão bela e tão inacessível'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in 'A Cidadela Branca', de Orhan Pamuk&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-1791201691442253523?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/1791201691442253523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=1791201691442253523' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1791201691442253523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1791201691442253523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/nas-ruas-como-um-fantasma.html' title='NAS RUAS COMO UM FANTASMA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0sI6IYO6nI/AAAAAAAAAE0/D2HroCQ8el8/s72-c/3699_location%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2824187225342972267</id><published>2007-11-26T06:24:00.000-08:00</published><updated>2007-11-26T06:34:51.167-08:00</updated><title type='text'>Baba Zula - Tilki Dans'</title><content type='html'>A minha descoberta de hoje, tão romântica como inspiradora é este grupo turco de música electrónica e transe, que baseia os seus temas experimentais e de dança, numa combinação perfeita de percussões étnicas e registos programados, com improvisações instrumentais, tons vocais e folclóricos de raízes otomanas. Uma maravilha…. como demonstra um excerto deste tema intitulado ‘Tilki Dans'’, visualmente também muito apetecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Iq7erqOtNcc&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Iq7erqOtNcc&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2824187225342972267?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2824187225342972267/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2824187225342972267' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2824187225342972267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2824187225342972267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/baba-zula-tilki-dans.html' title='Baba Zula - Tilki Dans&apos;'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-9186281265518001927</id><published>2007-11-25T13:17:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T13:23:14.944-08:00</updated><title type='text'>DÁ-ME MIL BEIJOS...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0nnqHethsI/AAAAAAAAAEs/pUNja5TFUoE/s1600-h/mclouzot3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0nnqHethsI/AAAAAAAAAEs/pUNja5TFUoE/s320/mclouzot3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136891560741144258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;'Dá-me mil beijos, a seguir cem, depois outros mil, a seguir mais cem, a seguir mil, depois cem; por fim, quando tivermos somado muitos milhares, baralhemos a conta para não a sabermos e para que nenhum invejoso nos possa lançar mau olhado quando souber que demos tantos beijos'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in Roma Clássica, Carta de Amor de Catulo a Lésbia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-9186281265518001927?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/9186281265518001927/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=9186281265518001927' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9186281265518001927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9186281265518001927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/d-me-mil-beijos.html' title='DÁ-ME MIL BEIJOS...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0nnqHethsI/AAAAAAAAAEs/pUNja5TFUoE/s72-c/mclouzot3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6123057645621607982</id><published>2007-11-25T13:15:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T13:17:01.473-08:00</updated><title type='text'>JP Simões &amp; Luanda Cozetti - Se Por Acaso (Me Vires Por Aí)</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Y3FIVCZ8Oco&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Y3FIVCZ8Oco&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6123057645621607982?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6123057645621607982/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6123057645621607982' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6123057645621607982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6123057645621607982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/jp-simes-luanda-cozetti-se-por-acaso-me.html' title='JP Simões &amp; Luanda Cozetti - Se Por Acaso (Me Vires Por Aí)'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-5423996215798708219</id><published>2007-11-24T04:41:00.000-08:00</published><updated>2007-11-24T04:44:54.188-08:00</updated><title type='text'>CRUZANDO A PONTE PARA O ORIENTE...</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Crossing the Bridge&lt;/span&gt;, de Fatih Akim (A Noiva Turca) é uma viagem musical por Istambul, num documentário sobre a pluralidade da cultura musical turca, uma éspecie de ponte de passagem entre o ocidente e o oriente, separados apenas pelo estreito de Bósforo, e por uma cidade que são dois mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/g7Emtncpypw&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/g7Emtncpypw&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;babazula, crossing the bridge (the sound of istanbul)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pSVQU3YANZI&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pSVQU3YANZI&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-5423996215798708219?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/5423996215798708219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=5423996215798708219' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5423996215798708219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5423996215798708219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/cruzando-ponte-para-o-oriente.html' title='CRUZANDO A PONTE PARA O ORIENTE...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6866928291005332131</id><published>2007-11-24T04:23:00.000-08:00</published><updated>2007-11-24T04:28:58.652-08:00</updated><title type='text'>O AMOR É A MINHA RELIGIÃO...</title><content type='html'>O meu coração tornou-se capaz&lt;br /&gt;De aceitar toda a imagem.&lt;br /&gt;É passo para as gazelas,&lt;br /&gt;Convento para os monges,&lt;br /&gt;Templo para os ídolos,&lt;br /&gt;O Kaaba dos peregrinos,&lt;br /&gt;As tábuas da Tora e o Livro do Corão.&lt;br /&gt;Creio na religião do Amor,&lt;br /&gt;Seja qual for a direcção que as suas montadas sigam.&lt;br /&gt;O Amor é a minha religião e a minha fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ibn Arabi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1yAAXdm9lTU&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1yAAXdm9lTU&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6866928291005332131?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6866928291005332131/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6866928291005332131' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6866928291005332131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6866928291005332131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/o-amor-minha-religio.html' title='O AMOR É A MINHA RELIGIÃO...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8577289540390067232</id><published>2007-11-23T10:58:00.001-08:00</published><updated>2007-11-23T10:59:38.524-08:00</updated><title type='text'>PALAVRAS QUE NOS BEIJAM</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0cjEXethrI/AAAAAAAAAEk/7zlpQz0qzWc/s1600-h/MagritteMulher.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0cjEXethrI/AAAAAAAAAEk/7zlpQz0qzWc/s320/MagritteMulher.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136112457968617138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há palavras que nos beijam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se tivessem boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras de amor, de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De imenso amor, de esperança louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras nuas que beijas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a noite perde o rosto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras que se recusam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos muros do teu desgosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente coloridas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre palavras sem cor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperadas inesperadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a poesia ou o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( O nome de quem se ama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra a letra revelado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mármore distraído&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No papel abandonado )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras que nos transportam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde a noite é mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao silêncio dos amantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçados contra a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre O'Neill&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8577289540390067232?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8577289540390067232/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8577289540390067232' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8577289540390067232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8577289540390067232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/palavras-que-nos-beijam.html' title='PALAVRAS QUE NOS BEIJAM'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0cjEXethrI/AAAAAAAAAEk/7zlpQz0qzWc/s72-c/MagritteMulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-3912114938104760906</id><published>2007-11-23T10:35:00.000-08:00</published><updated>2007-11-23T10:41:02.118-08:00</updated><title type='text'>PENSAMENTO DO DIA (2)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0ceqHethqI/AAAAAAAAAEc/Lye3diBhsIo/s1600-h/PICT0104.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0ceqHethqI/AAAAAAAAAEc/Lye3diBhsIo/s320/PICT0104.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136107608950539938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;'Quando amamos sinceramente o que é digno de amar, sem dispensar o amor pelas coisas insignificantes, nulas e enfadonhas, obtemos ao nosso redor mais luz e isso dá-nos mais força'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Van Gogh&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-3912114938104760906?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/3912114938104760906/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=3912114938104760906' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3912114938104760906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3912114938104760906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/pensamento-do-dia-2.html' title='PENSAMENTO DO DIA (2)'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0ceqHethqI/AAAAAAAAAEc/Lye3diBhsIo/s72-c/PICT0104.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2700838411879730932</id><published>2007-11-19T10:09:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T10:12:34.859-08:00</updated><title type='text'>O que há em mim é sobretudo cansaço</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0HR63ethpI/AAAAAAAAAEU/BlryZDk7LOU/s1600-h/solidao3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0HR63ethpI/AAAAAAAAAEU/BlryZDk7LOU/s320/solidao3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134615859434456722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não disto nem daquilo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sequer de tudo ou de nada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansaço assim mesmo, ele mesmo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subtileza das sensações inúteis,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paixões violentas por coisa nenhuma,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amores intensos por o suposto alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas coisas todas -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas e o que faz falta nelas eternamente -;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso faz um cansaço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este cansaço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sem dúvida quem ame o infinito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sem dúvida quem deseje o impossível,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sem dúvida quem não queira nada -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu amo infinitamente o finito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu desejo impossivelmente o possível,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou até se não puder ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o resultado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eles a vida vivida ou sonhada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eles o sonho sonhado ou vivido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim só um grande, um profundo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um supremíssimo cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Íssimo, íssimo. íssimo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansaço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      Álvaro de Campos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2700838411879730932?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2700838411879730932/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2700838411879730932' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2700838411879730932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2700838411879730932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/o-que-h-em-mim-sobretudo-cansao.html' title='O que há em mim é sobretudo cansaço'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0HR63ethpI/AAAAAAAAAEU/BlryZDk7LOU/s72-c/solidao3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-9094098362011725</id><published>2007-11-18T08:08:00.001-08:00</published><updated>2007-11-18T08:09:33.677-08:00</updated><title type='text'>PENSAMENTO DO DIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0BjtnethoI/AAAAAAAAAEM/nqLLDu8Ok3I/s1600-h/300px-Maome.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0BjtnethoI/AAAAAAAAAEM/nqLLDu8Ok3I/s320/300px-Maome.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134213210545424002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;‘Deus não outorga&lt;br /&gt;a Sua guia a gentes&lt;br /&gt;que deliberadamente fazem o mal’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Corão 9:109)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-9094098362011725?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/9094098362011725/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=9094098362011725' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9094098362011725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/9094098362011725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/pensamento-do-dia.html' title='PENSAMENTO DO DIA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/R0BjtnethoI/AAAAAAAAAEM/nqLLDu8Ok3I/s72-c/300px-Maome.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-2750247201627740808</id><published>2007-11-12T15:18:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T15:25:47.142-08:00</updated><title type='text'>BENFICA 6 - BOAVISTA 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rzjg2XANk1I/AAAAAAAAAEE/86S387Fiuco/s1600-h/Rui+Costa2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rzjg2XANk1I/AAAAAAAAAEE/86S387Fiuco/s320/Rui+Costa2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132098999881143122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Costa: «No caminho certo!»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-2750247201627740808?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/2750247201627740808/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=2750247201627740808' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2750247201627740808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/2750247201627740808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/benfica-6-boavista-1.html' title='BENFICA 6 - BOAVISTA 1'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rzjg2XANk1I/AAAAAAAAAEE/86S387Fiuco/s72-c/Rui+Costa2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8234125674537455416</id><published>2007-11-12T14:33:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T14:33:38.751-08:00</updated><title type='text'>DA SUSAN MILLER...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjUX3ANkyI/AAAAAAAAADs/47Q4AbN1ZWs/s1600-h/Tropic_of_Capricorn_sign.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjUX3ANkyI/AAAAAAAAADs/47Q4AbN1ZWs/s320/Tropic_of_Capricorn_sign.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132085281755599650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CAPRICORN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;You'll want to be in top form in December - your big month - when many planets will come 'round to Capricorn to celebrate YOU. You will be named as the very luckiest zodiac sign for 2008! You'll wear the crown for a full year! At long last your trials and tribulations that you suffered from mid-2003 to mid-2005 appear to be receding into history. You won't ever want to revisit that period! It's over and done. Lock and door and throw away the key!&lt;br /&gt;A new day is dawning for you, and a new emerging period of enormous expansion. This special favor couldn't happen to a more deserving person.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8234125674537455416?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8234125674537455416/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8234125674537455416' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8234125674537455416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8234125674537455416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/da-susan-miller.html' title='DA SUSAN MILLER...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjUX3ANkyI/AAAAAAAAADs/47Q4AbN1ZWs/s72-c/Tropic_of_Capricorn_sign.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8059581458616666399</id><published>2007-11-12T09:34:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T08:27:14.456-08:00</updated><title type='text'>A ESQUINA DO MUNDO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RziPKHANksI/AAAAAAAAAC8/j9XdT9CH6Yc/s1600-h/11112007(004).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RziPKHANksI/AAAAAAAAAC8/j9XdT9CH6Yc/s320/11112007(004).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132009179230081730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Golden Gate, Grand Café, Funchal, 1841&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Aquele ângulo do Funchal era entre as esquinas do Mundo, uma das mais dobradas pelo espírito cosmopolita do século. Em viagem de recreio ou em trânsito para as África e Américas, davam volta ao cunhal do Golden Gate diariamente, homens e mulheres de numerosas raças, a passo vagaroso, o nariz no ar, as mãos carregadas de cestos, de garrafas, e de bordados da Madeira’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Eternidade, de Ferreira de Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T. ….E tu também passeavas por lá, com as tuas mãos bordadas, o teu passo vagaroso e esse teu jeito de pôr o nariz no ar…o café era bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é tarde.&lt;br /&gt;O tempo não secou as lágrimas.&lt;br /&gt;Passou simplesmento, lento e doloroso.&lt;br /&gt;Caiu a noite no dia,&lt;br /&gt;no dia em que ainda dava tempo.&lt;br /&gt;E os meus olhos fecharam-se,&lt;br /&gt;feridos pela luz negra do vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meios amores&lt;br /&gt;As meias palavras&lt;br /&gt;As meias verdades&lt;br /&gt;Mais vale nunca terem existido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Atavios, de Teresa Klut&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8059581458616666399?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8059581458616666399/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8059581458616666399' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8059581458616666399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8059581458616666399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/esquina-do-mundo.html' title='A ESQUINA DO MUNDO'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RziPKHANksI/AAAAAAAAAC8/j9XdT9CH6Yc/s72-c/11112007(004).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-5284029118043811994</id><published>2007-11-01T14:35:00.000-07:00</published><updated>2007-11-12T14:37:10.444-08:00</updated><title type='text'>EL PERRO EXISTENCIALISTA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjVbXANkzI/AAAAAAAAAD0/BHHXNb-XuZI/s1600-h/elperro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjVbXANkzI/AAAAAAAAAD0/BHHXNb-XuZI/s320/elperro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132086441396769586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerry dormia para comer, dormir y cagar&lt;br /&gt;Era una vida cómoda, pero tenia insomnio por su angustia vital&lt;br /&gt;Sentia que tudo era estúpido, y la estupidez de quienes le rodeaban&lt;br /&gt;Le recordava a la suya propia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asi que se puso a leer. Leyó a Aristóteles, y a Kant…&lt;br /&gt;Luego a Nietzsche y a Kierkegaard.&lt;br /&gt;Pero tras leer a Socrates sentia que cuanto más leia, menos sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entonces se dio a la bebida y a las malas perras,&lt;br /&gt;Deambulou por todos los antros, arrastrándose a duras penas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un mal dia cnoció a una dama que le fascinó,&lt;br /&gt;Buscó en ella el sentido de su vida…pero ella se agobió.&lt;br /&gt;Jerry lloró y aulló, por las mismas calles de sus fiestas deambuló…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…Hasta que un perro evangelista le encontró.&lt;br /&gt;El le enseñaria el camiño de la iluminación…&lt;br /&gt;A cambio de su rata de goma y un par de huesos.&lt;br /&gt;Le explicó que si le seguia, tras la muerte visitaria un lugar&lt;br /&gt;Donde no hay nada que hacer más que lamerse la entrepierna. Jerry le contestó: “Nada que hacer? Un lugar sin sentido ni ocupacion?…Alli no voy yo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poco después, Jerry encontró la solucion.&lt;br /&gt;Hasta el fin de sus dias, se centró en una ocupación.&lt;br /&gt;Un estupendo trabajo en una sucursal de correos…&lt;br /&gt;Lamiendo sellos, para cartas de promoción.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In ‘El perro existencialista y otros cuentos de perros’, de Zoe Berriatúa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-5284029118043811994?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/5284029118043811994/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=5284029118043811994' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5284029118043811994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/5284029118043811994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/el-perro-existencialista.html' title='EL PERRO EXISTENCIALISTA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjVbXANkzI/AAAAAAAAAD0/BHHXNb-XuZI/s72-c/elperro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6956115707121344402</id><published>2007-10-28T11:43:00.000-07:00</published><updated>2007-11-18T06:48:48.612-08:00</updated><title type='text'>OS MEUS PÉRIPLOS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RyTYr0gi4UI/AAAAAAAAAC0/hO0-uV4gJ_w/s1600-h/ocasoConst_Constantinopla.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RyTYr0gi4UI/AAAAAAAAAC0/hO0-uV4gJ_w/s320/ocasoConst_Constantinopla.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126460523195588930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;CONSTANTINOPLA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um minuto... outro... já passei a ponta do Serralho... observo agora espaços imensos cheios de luz e de várias cores... contornei aquela forma de cabo, e... aqui está CONSTANTINOPLA! Constantinopla sem limites, soberba, sublime. Glória à criação e ao homem! Jamais sonhei tanta beleza!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Constantinopla é de dia a cidade mais bela da Europa, e de noite a cidade mais tenebrosa do mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmondo de Amicis, 1883&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INSTAMBUL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Instambul não é uma cidade para não se viver um grande amor. O romantismo, a ânsia de sedução, a liberdade de ser seduzido, estas forças sempre latentes em mim mas que andavam anestesiadas pelas restrições asiáticas impostas ao poder de atracção do corpo feminino, despertam de rompante em Istambul. Será talvez pelo sol mediterrânico, ou pelo matraquear dos saltos altos na calçada, pelo perfume que fica no ar, pelas trocas de olhares com os olhos turcos, ou talvez porque Istambul, como Veneza, é uma cidade em simbiose com a água. Há qualquer coisa entre as cidades e a água que talvez seja muito semelhante ao amor. É uma química infalível. Uma espécie de carisma que envolve e amacia continuamente e que, aqui contamina o sorriso dos icons bizantinos, o canto dos muezines ao fim da tarde e o marulhar das ondas contra as pedras do cais.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonçalo Cadilhe, 2004&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6956115707121344402?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6956115707121344402/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6956115707121344402' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6956115707121344402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6956115707121344402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/10/os-meus-priplos.html' title='OS MEUS PÉRIPLOS'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RyTYr0gi4UI/AAAAAAAAAC0/hO0-uV4gJ_w/s72-c/ocasoConst_Constantinopla.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-7920064742593456924</id><published>2007-10-23T13:23:00.000-07:00</published><updated>2007-10-24T16:08:03.029-07:00</updated><title type='text'>Noche Oscura (Canciones del Alma)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rx5cZTgRWjI/AAAAAAAAACs/HdjYpQbHepo/s1600-h/296_4_46e7c1f9c97c3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rx5cZTgRWjI/AAAAAAAAACs/HdjYpQbHepo/s320/296_4_46e7c1f9c97c3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124635015796316722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En una noche oscura,&lt;br /&gt;con ansias en amores inflamada,&lt;br /&gt;! oh dichosa ventura!&lt;br /&gt;Sali sin ser notada.&lt;br /&gt;Estando ya mi casa sosegada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a oscuras y segura&lt;br /&gt;por la secreta escala, disfrazada,&lt;br /&gt;Ioh dichosa ventura!,&lt;br /&gt;A oscuras y en celada,&lt;br /&gt;Estando ya mi casa sosegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la noche dichosa,&lt;br /&gt;En secreto, que nadie me veia&lt;br /&gt;Ni yo miraba cosa,&lt;br /&gt;Sin otra luz y guia&lt;br /&gt;Sino la que en el corazón ardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquésta me guiaba&lt;br /&gt;Más cierto que la luz del mediodia&lt;br /&gt;a donde me esperaba&lt;br /&gt;quien yo bien ma sabia,&lt;br /&gt;en parte donde nadie parecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I Oh noche que guaste!,&lt;br /&gt;I oh noche amable más que la alborada,&lt;br /&gt;Oh noche que juntaste&lt;br /&gt;Amado con amada,&lt;br /&gt;amada en el amado transformada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En mi pecho florido&lt;br /&gt;que entero para él solo se guardaba,&lt;br /&gt;alli quedó dormido&lt;br /&gt;y yo le regalaba,&lt;br /&gt;y el ventalle de cedros aire daba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El aire de la almena&lt;br /&gt;Cuando yo sus cabellos esparcia,&lt;br /&gt;Con su mano serena&lt;br /&gt;En mi cuello heria&lt;br /&gt;Y todos mis sentidos suspendia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quedéme y olvidéme,&lt;br /&gt;El rostro recliné sobre el amado,&lt;br /&gt;Cesó todo y dejéme,&lt;br /&gt;Dejando mi cuidado&lt;br /&gt;Entre azucenas olvidado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan de la Cruz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-7920064742593456924?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/7920064742593456924/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=7920064742593456924' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7920064742593456924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7920064742593456924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/10/noche-oscura-candiones-del-alma.html' title='Noche Oscura (Canciones del Alma)'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rx5cZTgRWjI/AAAAAAAAACs/HdjYpQbHepo/s72-c/296_4_46e7c1f9c97c3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8272434224129284001</id><published>2007-10-21T13:32:00.000-07:00</published><updated>2007-11-18T06:49:58.905-08:00</updated><title type='text'>AS  NOITES  VENEZIANAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjI93ANktI/AAAAAAAAADE/7D21_sT5Zsw/s1600-h/08092006(004).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;"  src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjI_3ANkuI/AAAAAAAAADM/UwVL1tfep9Y/s320/08092006(004).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132072774810833634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjJAnANkvI/AAAAAAAAADU/iewjGr-kDNw/s1600-h/08092006(003).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjJAnANkvI/AAAAAAAAADU/iewjGr-kDNw/s320/08092006(003).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132072787695735538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjJCnANkwI/AAAAAAAAADc/EfzRBBl2YK4/s1600-h/08092006(002).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjJCnANkwI/AAAAAAAAADc/EfzRBBl2YK4/s320/08092006(002).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132072822055473922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjJC3ANkxI/AAAAAAAAADk/wSrZGwf6BfI/s1600-h/08092006(001).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjJC3ANkxI/AAAAAAAAADk/wSrZGwf6BfI/s320/08092006(001).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132072826350441234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há uns anos Veneza à noite era uma cidade deserta. Agora parece respirar-se uma nova onda de animação e diversão nocturna, mesmo no Lido, onde as festas se resumiam aos relacionados com o lançamento dos filmes durante a Mostra de Veneza.  Há quem defenda que esta nova vaga de animação nocturna deve-se à cada vez maior concorrência turística com outras cidades italianas e em particular do Roma Film Festival, que começa a afirmar-se no panorama dos festivais europeus. Mas os novos residentes de Veneza, gente jovem, artistas, arquitectos e universitários, que aí se instalaram parecem querer contrariar a ideia de que a La Sereníssima é uma cidade envelhecida, e criaram uma 'movida', que está para além do período dos eventos como a Mostra ou a Bienal de Artes. Tem-se vindo a desenvolver pouco a pouco, de há alguns anos para cá mesmo quando a cidade tem menos turistas, num inverno rigoroso em que as chuvadas e as cheias obrigam a usar as galochas para sair à noite.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;VERÃO NA PRAIA:&lt;/span&gt; Durante o verão o grande mérito desta concorrida animação começou primeiro com o impulso do Circuito Off International Short Film Festival, que já vai na sua VIII edição e que se realiza mais ou menos coincidindo com a Mostra de Cinema. A sua localização é na ilha de San Servolo, onde é pouco provável encontrar-mos as estrelas de Hollywood, mas onde se respira também um ar cinéfilo, além de nos ser proporcionada uma programação alternativa que culmina numas famosas e loucas raves com DJ/VJ convidados e com festas que acabam de manhã. Até porque o regresso a Veneza, no vaporeto da Linha 20, a partir de uma certa horas é complicado e a navette gratuita, só para os acreditados no festival Circuito Off tem viagens e lotação limitadas. Em San Servolo as festas são informais, porque não são lançamentos de filmes ou cocktails party, mas antes um veículo de promoção e visibidade das curtas experimentais apresentadas a concurso. Acontece todos os dias qualquer coisa de diferente, dj set, concertos, projecção de videos experimentais e música electrónica. No Lido há também um amplo circuito de animação que vai do Bar Maleti (Gran Viale S.M. Elisabetta), Baxter Lounge Pagoda (Lungomare Marconi, 17), Quotamare (Rotunda da Gran Viale S.M. Elisabetta), Pachuka (Piazzale Ravá). O local mais in é agora o Nikki Beach, inspirado no famoso espaço de Miami, — e que tem um franchising espalhado por todo o mundo, inclusive no Algarve —  e que durante os dez dias de festival, está sempre a ‘bombar’, tornando-se o epicentro da mundanidade e do glamour. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ROMANTISMO LOUNGE:&lt;/span&gt; Por outro lado é em Veneza que a oferta se começa a diversificar e a explorar a noite veneziana, começando pela Praça de San Marcos, seguindo depois o chamado Bacaro Tour, um percurso enogastronómico pelas 'osterie' da cidade e que são as verdadeiras ‘capelas’ dos amantes das tapas venezianas, muito semelhantes às tapas espanholas, regadas com um bom vinho tinto fresco naturalmente. Efectivamente para disfrutar o ambiente romântico de Veneza nada como a noite, isto é quando as luzes das janelas dos prédios, se reflectem nas águas negras dos canais. Apanha-se o Vaporetto da Linha nº1 que desliza pelo Grand Canal, olhando as gôndolas dormindo em fila, e desce-se na Praza de San Marcos. Quando as esplanadas para turista fecham, fica agora aberto só o Aurora, um clássico café com esplanada que se transformou numa éclética 'cocktaileria', sempre atenta ao mundo da arte e que fica mesmo ali no coração da cidade (Pc. de San Marcos, 49). A partir das 18h15 e até à 2h da manhã, são projectadas imagens originais por um videomaker, transformando o espaço da esplanada num lounge e criando uma atmosfera diferente. O ambiente é trendy e informal chic acompanhada por música electrónica misturada por dj’s de excelência. Depois de disfrutar o anoitecer seguimos em direcção à Ponte de Rialto, atravessando-a para lado norte onde vamos descobrir a zona de San Polo, o verdadeiro mundo da animação veneziana, com os seus bares e onde começa o Bacaro Tour, que terminar num jantar tardio nos vários restaurantes e pizzerias com esplanada no amplo Campo de Sta. Margarita, que até não são nada caros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O BACARO TOUR:&lt;/span&gt; Este circuito de copos e tapas, está para Veneza como as tapas estão para Madrid ou Sevilha, se associarmos às ruas antigas e estreitas do bairro antigo sevilhano ou ainda animada noite madrilena. O modelo de consumo é idêntico, bebe-se rápido, de pé cá fora e nas ruas estreatas e anda-se de capelinha em capelinha. Para melhor conhecer este hábito tipicamente veneziano, há que conhecer primeiro três conceitos: ombra, cicheto e obviamente, bacaro. Ombra significa um copo meio cheio de vinho tinto ou branco. O nome deriva de um velho hábito dos comerciantes venezianos, que para manterem o vinho fresco o colocavam à sombra do campanário de San Marco; o chiceto veneziano é o equivalente à tapa espanhola: ovos com atum, azeitonas, salada de peixe e marisco, salada de mozzarella e peixe ou verduras fritas, salada de choco com tinta, calamares, etc. Obviamente, chiceto e ombra consomem-se em conjunto, mas há quem prefira também a cerveja ou o spriz, a  acompanhar esta típica instituição e hábito veneziano: o Bacaro. A sua origem está nas osterie (tabernas) que eram frequentadas pelos apreciadores de vinho, e que o acompanhavam com um 'pasto' incompleto, antes do jantar. Hoje a palavra tem um âmbito mais alargado, tratando-se mais de um local de encontro para se conversar, conviver, tomar um copo e petiscar qualquer coisa antes do jantar, substituindo o 'primo piato' constituído geralmente por 'pasta'. O percurso do Bacaro Tour é casual informal e tem que ser obrigatoriamente feito a pé. Deve iniciar-se por volta das 18h-19h para dar tempo para o jantar e aproveitar tanto quanto possível a nightlife veneziana. O primeiro a encontrar-mos é o Postali junto ao Canal do Rio Marin. Andando através de San Polo vamos encontrar a Taverna da Baffo, para beber um copo na rua. Chegando à zona de Rialto há que entrar no histórico Do Mori que há entrada faz lembrar uma velha cantina. Nesta mesma zona vamos encontrar o primeiro o Al Marcá e o Muro que fica no Soportego de L' Erbaria as traseiras e a sede do Mercado da cidade virada para o Canal, depois mais ao lado sobre arcadas que dão para Sotoportego del Bancogiro, e com esplanadas também viradas para o Canal e pa L'Erbaria, estão, o Naranzaria, o Bancogiro e o Pesador, espaços para beber um copo mais refinado e até sentar na esplanada um pouco para disfrutar e descansar. Atravessando a ponte de Rialto para o outro lado, há que ir provar o bacalhau com natas do Botte, que fica numa rua muito estreita junto ao Campo de S. Bartolomeo e ali perto fica o Rusteghi onde a especialidade é provar umas fatias de salame. No caminho de San Lio depois da Ponte de Paste encontra-se o Portego, particularmente frequentado por estudantes, onde se come bem e barato, mas especialmente uns belissímos calamares fritos. A caminho da Strada Nova e já perto de Cà D'Oro vamos encontrar a famosa tratoria Vedova, conhecida pela sua cozinha típica veneziana. Prosseguindo o percurso chega-se à zona da Fondamenta della Misericordia, o centro da movida veneziana, agora muito frequentada e cheia de novos e outros históricos renovados locais de diversão como o Paradiso Perdido e o Timon. No Campo de Santa Margarita outra zona jovem da cidade vamos encontrar boa comida veneziana e boas pizzas no Franco e no Rosso. A tradição espanhola diz que numa noite deve-se passar pelo menos por 14 bares mas em Veneza e porque as ruas são escuras e há muitos canais, o melhor e mais seguro é mesmo ver até onde pode ir a nossa capacidade e prazer para disfrutar melhor uma noite bem romântica na La Sereníssima, sem cair a nenhum canal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8272434224129284001?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8272434224129284001/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8272434224129284001' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8272434224129284001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8272434224129284001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/11/as-noites-venezianas.html' title='AS  NOITES  VENEZIANAS'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RzjI_3ANkuI/AAAAAAAAADM/UwVL1tfep9Y/s72-c/08092006(004).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-7402062314381463604</id><published>2007-10-21T12:13:00.000-07:00</published><updated>2007-10-21T12:18:48.542-07:00</updated><title type='text'>O HOMEM QUE DECORAVA OS LIVROS QUE AMAVA…</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RxumDTgRWhI/AAAAAAAAACc/WoCTEay0amM/s1600-h/CB066148.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RxumDTgRWhI/AAAAAAAAACc/WoCTEay0amM/s320/CB066148.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123871576769518098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Enquanto esperávamos a abordagem dos navios turcos, desci ao meu camarote. Pus as coisa em ordem, como se esperasse a visita de uns amigos, e não de inimigos que poderiam transtornar a minha existência. A seguir, abri o meu baú para tirar os livros, que percorri com um olhar distraído. Enquanto folheava uma obra que comprara a preço de ouro em Florença, vieram-me as lágrimas aos olhos. Ouvia o bramidos e as desenfreadas idas e vindas por cima da minha cabeça; pensava repetidamente que ia em breve ser obrigado a abandonar o livro que tinha na mão e, contudo, recusava a ideia; queria concentrar os pensamentos no que estava escrito naquelas páginas. Pensar que todo o meu passado — um passado que eu não queria perder — se encontrava nas reflexões, nas frases, nas equações que o compunham. Ao ler a meia voz frases ao acaso, como se murmurasse orações, queria gravar na memória o livro inteiro, para que quando eles chegassem eu não pensasse neles, nem nas injúrias que me iam infligir; não queria lembrar-me de mais nada senão das cores do meu passado, conforme nos lembramos toda a vida das palavras que nos tornaram caras num livro que decorámos de tanto o amar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In A Cidadela Branca, de Orhan Pamuk&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-7402062314381463604?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/7402062314381463604/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=7402062314381463604' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7402062314381463604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7402062314381463604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/10/o-homem-que-decorava-os-livros-que.html' title='O HOMEM QUE DECORAVA OS LIVROS QUE AMAVA…'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RxumDTgRWhI/AAAAAAAAACc/WoCTEay0amM/s72-c/CB066148.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-3722576687322089192</id><published>2007-10-09T07:10:00.000-07:00</published><updated>2007-10-09T06:17:12.466-07:00</updated><title type='text'>(Nova) Entrevista com José Vieira Mendes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rwt-HTgRWeI/AAAAAAAAACE/n_QjA_5TSGo/s1600-h/+FOTOJVM+c%C3%B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rwt-HTgRWeI/AAAAAAAAACE/n_QjA_5TSGo/s320/+FOTOJVM+c%C3%B3pia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119324065396513250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de, há quase 2 anos, eu e o Miguel Baptista termos entrevistado o editor-chefe da PREMIERE portuguesa, na altura a celebrar o seu 6º ano de existência, tudo mudou entretanto, e Outubro conhecerá a última edição da PREMIERE portuguesa, seguindo o destino da sua congénere americana. Sempre fui um leitor assíduo da revista, desde o primeiro número, tendo-os todos devidamente arrumados e organizados no quarto. Mais do que discutir a qualidade da revista, interessava-me perceber como é que um projecto neste momento único no mercado em Portugal, deixou de ter espaço para existir, quando o seu próprio editor manifestava grande contentamento pelo crescimento da PREMIERE. Nada melhor, portanto, do que voltar a dar a palavra ao homem que deu início a tudo e agora viu, a um mês da celebração do 8º aniversário, o seu projecto chegar prematuramente ao fim (tal como anteriormente, a entrevista foi conduzida por e-mail e segue transcrita na íntegra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordando por momentos o seu blog (Mourinho da Cultura), é caso para dizer que nem o maior treinador do mundo, nem a maior (quanto mais não seja porque única) revista de cinema portuguesa estão a salvo. E tal como os adeptos do Chelsea, também os cinéfilos portugueses ficam a perder. Como se explica o final repentino da PREMIERE?&lt;br /&gt;Isto são várias perguntas ao mesmo tempo que merecem várias respostas. Antes de responder objectivamente à vossa pergunta sobre o final da PREMIERE, deixem-me falar um pouco da razão do blogue. Chama-se Mourinho da Cultura, porque sou um grande admirador do ‘estilo Mourinho’, ou seja de um espírito de liderança, combativo e empreendedor. Mesmo partindo muitas vezes de recursos escassos, há que atingir grandes objectivos. Foi o que aconteceu com a PREMIERE. É um estilo com o qual me identifico sem querer imitar ninguém, porque aliás trabalho numa área completamente diferente: a cultura e em particular o cinema. Uma área onde às vezes também fazia falta uma combinação de pragmatismo e bom senso, até porque estamos a trabalhar num mercado intelectual e que não envolve os milhões do futebol. Mas onde existem também muitos craques, por vezes substimados. Somos ainda, (eu e o Mourinho, claro) praticamente da mesma idade e da mesma geração de quarentões, que sofre dos mesmos males, como por exemplo uma profunda insatisfação em relação ao mundo que nos rodeia e uma necessidade absoluta de ganhar sempre. Não gosto de perder nem a feijões. Apesar de tudo acho que não perdi com a experiência de oito anos da PREMIERE. Acho que até saio vencedor e com necessidade de mudar. Sou também um grande adepto de futebol e do Chelsea (já assisti a um jogo em Stamford Bridge), que tem jogadores extraordinários, que não passaram de ‘belos a bestas’ só pela saída do Mourinho. É preciso ter cuidado, ser justo e não como os comentadores da SporTV, que no jogo com ManUnited, parecia que tinham mudado de clube. O blogue existe essencialmente para eu colocar algum material que não cabia na PREMIERE, temas de reflexão e estudo sobre cinema, televisão, media e cultura (que desenvolvi na minha pós-graduação) e, para partilhar algumas poesias que gosto muito e com as quais me identifico ou que refletem o meu estado de alma no momento em que as li. Leio muita poesia. Gosto muito de poesia. Normalmente aquele ritmo das palavras até me ajuda a adormecer e a exercitar o meu discurso oral e jornalístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo o Mourinho, está mais que salvo! Quanto mais não seja com os milhões de euros de compensação que arrecadou e que lhe dão imensa liberdade para fazer o que bem lhe apetecer, ao passo que eu por a PREMIERE fechar, recebo uma pequena quantia para me aguentar que me dá apenas margem para lutar por outro projecto, obviamente na minha área de trabalho. Mas não posso esperar muito tempo porque tenho encargos, três filhas em idades escolares, e por isso tenho que ir à luta….à Mourinho. É evidente que os cinéfilos ficam a perder a PREMIERE era a única revista de cinema no mercado e abriu um buraco embora possa ser complementado por outras ‘plataformas’. Há mais de trinta anos que uma revista de cinema não se aguentava tanto tempo no mercado. Poderá haver outras razões, mas o final repentino da PREMIERE, explica-se essencialmente pelo facto de a Hachette Filipacchi (agora Lagardère Global Media), sair de Portugal, vender os dois títulos mais apetecíveis à RBA Editores (Elle e Ragazza) e a PREMIERE que servia um nicho de mercado correspondente a uma circulação de 18.000 exemplares e quase 16.000 vendas, acham que não é rentável para os objectivos da companhia. Isto até me faz ‘doer o coração’, quando consultei ontem os dados da APCT, relativos ao ultimo trimestre e vi publicações generalistas e económicas a cairem de vendas e abaixo da linha de água, comparado com a PREMIERE que é uma revista especializada. É dificil pensar que só ao fim de oito anos de publicação é que deram conta de que a PREMIERE não dava lucro, mesmo que fosse integrada numa estratégia de grupo editorial. Enfim que dizer, haverá outras razões mas não quero, nem gosto de entrar em especulações…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já existiam indícios que levassem a suspeitar deste desfecho, como por exemplo o fecho da versão americana impressa?&lt;br /&gt;O fecho da PREMIERE (EUA), reflectiu dalgum modo essa pouca apetência e a estratégia actual da companhia para os nichos de mercado e para as publicações em papel. A edição online da PREMIERE (EUA), mantêm-se muito activa. De qualquer modo e sem adeantar muito não se esperam boas notícias da PREMIERE (França), a da edição-mãe e até de outras edições do grupo. Veremos! Na altura do fecho da PREMIERE (EUA), em Maio, defendi a minha dama se se recordam num editorial, para acalmar os rumores e incentivar os anunciantes. Até recebi os parabéns da minha Directora Geral. Portanto confesso que não estava à espera deste desfecho, embora dado o ambiente geral de fusões e movimentações em termos de grupos editoriais, até já tivesse pensado na hipótese de sermos vendidos a outro grupo o que acabou por acontecer. Só que a PREMIERE, talvez não tivesse sido valorizada o suficiente para se tornar apetecível e por isso ficou fora do pacote. O mercado online também ainda não tem expressão suficiente em Portugal, para gerar receitas publicitárias. Agora estamos a passar por esta loucura das publicações gratuitas, que é quase uma espécie de autofagia dos proprios grupos editoriais. A imprensa escrita parece curiosamente estar a como que a suicidar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terão a proliferação de informação na Internet, os blogs e tudo o resto afectado directamente a qualidade e as vendas de projectos como a PREMIERE? Acha que o futuro deste tipo de projectos tente para publicações digitais?&lt;br /&gt;O futuro creio eu, está na diversidade de oferta a nível das várias plataformas (inclusive as audiovisuais), conciliando em primeira instância, o papel com a internet. Mesmo em termos ambientais hoje já existe a reciclagem e não é necessário abater mais árvores. Tenho a certeza que não é uma questão de concorrência entre o papel e o digital, mas uma questão de coexistência. Há é que talvez repensar todo o negócio da edição e produção de informação seja ela de cinema ou outra qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de todos estes números, está de consciência tranquila relativamente ao trabalho feito? Como reage a certos comentários de que a PREMIERE estava a perder alguma qualidade nos últimos tempos?&lt;br /&gt;Estou absolutamente de consciência tranquila. A PREMIERE era a revista possível de se fazer, tendo em conta as condicionantes internas e as de mercado. Como no Chelsea….não é possivel fazer omoletes sem ovos…. Não concordo obviamente que a PREMIERE estivesse a perder qualidade nos últimos tempos. Isto porque foi introduzido sangue novo e muita criatividade de novos jornalistas que começaram a ler a PREMIERE ainda adolescentes e por mérito próprio, isto é mandaram trabalho para a redacção, passaram de meros leitores a colaboradores: Nuno Antunes, Basílio Martins, Bruno Ramos, David Mariano, Francisco Silva, Sérgio Dias Branco, Bernardo Sena, Tiago Pimentel. Marco Oliveira. Lançámos novos valores da escrita sobre cinema. Em linguagem de marketing tentamos com isso aproximarmo-nos mais do nosso público-alvo, conciliando a juventude com a expêriencia de outros colaboradores já veteranos e conhecidos. Mas é sempre difícil agradar a gregos e a troianos. E não basta dizer que a PREMIERE perdeu qualidade…é preciso dizer porquê….sempre respondi a todas as críticas e emails que me enviavam e as vezes até perdia demasiado tempo com isso….por falar em criatividade vejam como a revista era complementada por um excelente blogue: premiere-portugal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que mais se orgulha de ter conquistado ao longo do percurso da revista?&lt;br /&gt;Orgulho-me principalmente da fidelidade dos leitores da PREMIERE. E dos muitos comentários feitos no blogue pelos leitores quando foi anunciada a descontinuidade da PREMIERE. Fiquei muito emocionado com certos comentários e isso fez-me muito bem em termos de auto-confiança, numa altura obviamente crítica da minha vida profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acha que ficou algo por concretizar?&lt;br /&gt;Ficou por concretizar a tal estratégia multiplataforma (revista+internet+radio+televisão), que eu andava planear. Fiz uma pós-graduação em Produção de Televisão no ISCSP, na minha universidade, para alargar o meu campo de conhecimentos e desenvolver projectos nessa área. Gostava muito de fazer um bom programa de televisão sobre cinema…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora a inevitável pergunta: projectos para futuro?&lt;br /&gt;Projectos tenho muitos…mal de mim se não os tivesse. E se não os concretizei com a PREMIERE, vou concretizá-los de outra forma qualquer porque sou teimoso e determinado e não tenho feito para ficar sentado à espera que me batam à porta ou do fundo desemprego. Ando desde que fechamos a última edição a mexer-me e a fazer contactos….quando houver novidades digo…pode ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estão as palavras de José Vieira Mendes, certamente as últimas que aqui nos deixou enquanto editor da PREMIERE. Pessoalmente, fico então à espera de novidades, e que elas digam respeito a esse programa de televisão que em minha opinião faz também muita falta ao panorama televisivo português. Para finalizar, nunca é demais realçar a extrema simpatia e cortesia de José Vieira Mendes, sempre disponível para as respostas e para contribuir com o que quer que fosse, e agradecer estes quase 8 anos de tentativa de fazer chegar, mensalmente, o cinema às bancas nacionais. Aqui fica, cortesia do mesmo, a última capa da PREMIERE...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-3722576687322089192?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/3722576687322089192/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=3722576687322089192' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3722576687322089192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3722576687322089192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/10/nova-entrevista-com-jos-vieira-mendes.html' title='(Nova) Entrevista com José Vieira Mendes'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rwt-HTgRWeI/AAAAAAAAACE/n_QjA_5TSGo/s72-c/+FOTOJVM+c%C3%B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6393790488821947898</id><published>2007-10-09T06:14:00.000-07:00</published><updated>2007-10-09T06:15:59.580-07:00</updated><title type='text'>MICHELANGELO ANTONIONI (1912-2007)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rwt_BjgRWfI/AAAAAAAAACM/LxfhmpvRklU/s1600-h/MA_MV.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rwt_BjgRWfI/AAAAAAAAACM/LxfhmpvRklU/s320/MA_MV.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119325066123893234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IDENTIFICAÇÃO DE UM CINEASTA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michelangelo Antonioni faleceu a 30 de Julho deste ano na sua casa de Roma tinha 94 anos de idade e deixou-nos, por triste coincidência, cerca de doze horas depois de outro mestre: Ingmar Bergman. Foi um dia fatídico que deixou a cinefilia duplamente enlutada e mais pobre nas suas referências. Foram-se os homens ficam as obras e os mitos. Antonioni nasceu em Ferrara (Itália) a 29 de Setembro de 1912 e foi, a par com Rosselini, uma das figuras mais controversas da história do cinema italiano, cinema esse que viveu a sua época dourada na década de 60, num tempo que coincide com o apogeu do realizador e dos seu filmes mais emblemáticos. Foi precisamente com Roberto Rosselini com quem Antonioni começou a trabalhar como argumentista no filme de propaganda fascista Un Pilota Ritorna (1941), sobre a aviação do Duce. Antes disso escrevia críticas de cinema. Estreou-se como realizador com Escândalo de Amor, em 1953, uma história de adultério revelando a bela Lucía Bosé, uma das suas musas. Mas a sua  consagração internacional obteve-a em 1960 no Festival de Cannes, onde apresentou o controverso, A Aventura, entre aplausos e apupos, para uma enigmática história de amor e fuga. Seguiram-se os dois filmes que completam uma trilogia, intitulados, A Noite (1960) sobre um casal em crise, O Eclipse (1961), com Mónica Vitti, (a actriz que mais intimamente ficará ligada sua vida e obra) perdida numa Roma fantasmagórica. Na continuidade, estreou Deserto Vermelho (1964) o seu primeiro filme a cores, uma profunda reflexão sobre o homem e a industrialização. &lt;br /&gt;Em 1966, realizou Blow-Up-História de um Fotógrafo, talvez o seu filme mais popular e comercial, baseado num famoso romance de Julio Cortázar, onde propôs, essencialmente, uma extraordinária reflexão sobre a manipulação das imagens fotográficas e a sua interpretação. Na mesma linha situava-se o seu filme seguinte Zabriskie Point (1969) – Deserto de Almas, a sua experiência norte-americana, que é um road movie, onde novamente procura combinar pretensões metalinguísticas com uma visão marcadamente comercial. Pouco a pouco começou a decrescer o interesse pela obra de Antonioni, embora este continuasse febrilmente activo na sua militância cinematográfica, primeiro com o thriller jornalístico Profissão: Repórter (1975) um filme sobre a troca de identidade, famoso pelo seu plano sequência final. Segue-se Mistério de Oberwald (1981), uma curiosa experimentação no dominio do vídeo, pioneira da tecnologia de alta definição, sobre uma obra clássica de Jean Cocteau, além do notável drama de Identificação de uma Mulher (1982), que muitos veêm como uma obra menor e vagamente autobiográfica. A sua última longa-metragem, Para Além da Nuvens (1995) foi já co-dirigida por Wim Wenders, com Antonioni marcado pela incapacidade física. Verdadeiramente, o último filme assinado pelo veterano realizador foi Il Filo Pereicoloso delle Cose, uma curta-metragem incluída na obra colectiva Eros, apresentada em 2004 na Mostra Cinematográfica de Veneza. Desde os seus primeiros filmes que Antonioni pareceu preocupar-se com os males da sociedade e com um certo sentimento de incomunicabilidade entre as pessoas. Talvez por isso os seus filmes estejam pejados de silêncios e fossem construidos de uma forma complexa de modo a captar desesperadamente um certo vazio existencial da burguesia, e da época, ao mesmo tempo que causavam um forte impacto social e ideológico. Se Antonioni, mais pela doença, já não tivesse o prestígio e a aura mítica que teve nos anos 60,  não deixa de ser importante fazer uma revisitação da sua obra e em particular de Profissão: Repórter, com Jack Nicholson, num dos mais brilhantes papéis da sua carreira. Trata-se de um filme que mais do que nunca encaixa nesta edição do Festival Internacional de Cinema do Funchal, pois pode revelar aos espectadores profundas surpresas e uma estranha actualidade, além de  no plano pedagógico e cinéfilo ser uma das grandes chaves para a compreensão do cinema mundial das últimas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6393790488821947898?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6393790488821947898/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6393790488821947898' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6393790488821947898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6393790488821947898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/10/michelangelo-antonioni-1912-2007.html' title='MICHELANGELO ANTONIONI (1912-2007)'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/Rwt_BjgRWfI/AAAAAAAAACM/LxfhmpvRklU/s72-c/MA_MV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-1513323988039048483</id><published>2007-09-17T01:53:00.000-07:00</published><updated>2007-09-17T01:54:59.275-07:00</updated><title type='text'>NÃO POSSO ADIAR O AMOR...</title><content type='html'>Não posso adiar o amor para outro século&lt;br /&gt;não posso&lt;br /&gt;ainda que o grito sufoque na garganta&lt;br /&gt;ainda que o ódio estale e crepite e arda&lt;br /&gt;sob as montanhas cinzentas&lt;br /&gt;e montanhas cinzentas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso adiar este braço&lt;br /&gt;que é uma arma de dois gumes amor e ódio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso adiar&lt;br /&gt;ainda que a noite pese séculos sobre as costas&lt;br /&gt;e a aurora indecisa demore&lt;br /&gt;não posso adiar para outro século a minha vida&lt;br /&gt;nem o meu amor&lt;br /&gt;nem o meu grito de libertação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso adiar o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Ramos Rosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-1513323988039048483?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/1513323988039048483/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=1513323988039048483' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1513323988039048483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1513323988039048483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/09/no-posso-adiar-o-amor.html' title='NÃO POSSO ADIAR O AMOR...'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-1340281423621397178</id><published>2007-09-06T10:30:00.001-07:00</published><updated>2007-09-06T10:30:48.856-07:00</updated><title type='text'>Sonho da Rosa</title><content type='html'>Se me recordas entristeço e faço&lt;br /&gt;porque o teu vulto sensual me esqueça&lt;br /&gt;e o teu olhar, a tua boca, e essa&lt;br /&gt;graça de graça que tu pões no passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho-fumo esgarçando-se no espaço-&lt;br /&gt;nas mãos em concha amparo-te a cabeça,&lt;br /&gt;e sem que a minha boca desfaleça&lt;br /&gt;beijo-te a boca e cinge-te o meu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já, no jardim deserto da tristeza,&lt;br /&gt;vens aos meus olhos como a luz acesa&lt;br /&gt;que uma penumbra dolorida apaga...&lt;br /&gt;Vai-se extinguindo o meu desejo... Olha:&lt;br /&gt;tu foste a rosa que ao abrir se esfolha,&lt;br /&gt;nuvem perdida que no céu divaga...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;in Poemas, Branquinho da Fonseca&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-1340281423621397178?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/1340281423621397178/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=1340281423621397178' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1340281423621397178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/1340281423621397178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/09/sonho-da-rosa.html' title='Sonho da Rosa'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-362660103417232300</id><published>2007-09-06T10:24:00.000-07:00</published><updated>2007-09-06T10:27:13.776-07:00</updated><title type='text'>José</title><content type='html'>E agora, José?&lt;br /&gt;A festa acabou,&lt;br /&gt;a luz apagou,&lt;br /&gt;o povo sumiu,&lt;br /&gt;a noite esfriou,&lt;br /&gt;e agora, José?&lt;br /&gt;e agora, Você?&lt;br /&gt;Você que é sem nome,&lt;br /&gt;que zomba dos outros,&lt;br /&gt;Você que faz versos,&lt;br /&gt;que ama, proptesta?&lt;br /&gt;e agora, José?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está sem mulher,&lt;br /&gt;está sem discurso,&lt;br /&gt;está sem carinho,&lt;br /&gt;já não pode beber,&lt;br /&gt;já não pode fumar,&lt;br /&gt;cuspir já não pode,&lt;br /&gt;a noite esfriou,&lt;br /&gt;o dia não veio,&lt;br /&gt;o bonde não veio,&lt;br /&gt;o riso não veio,&lt;br /&gt;não veio a utopia&lt;br /&gt;e tudo acabou&lt;br /&gt;e tudo fugiu&lt;br /&gt;e tudo mofou,&lt;br /&gt;e agora, José?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, José?&lt;br /&gt;sua doce palavra,&lt;br /&gt;seu instante de febre,&lt;br /&gt;sua gula e jejum,&lt;br /&gt;sua biblioteca,&lt;br /&gt;sua lavra de ouro,&lt;br /&gt;seu terno de vidro,&lt;br /&gt;sua incoerência,&lt;br /&gt;seu ódio, - e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chave na mão&lt;br /&gt;quer abrir a porta,&lt;br /&gt;não existe porta;&lt;br /&gt;quer morrer no mar,&lt;br /&gt;mas o mar secou;&lt;br /&gt;quer ir para Minas,&lt;br /&gt;Minas não há mais.&lt;br /&gt;José, e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você gritasse,&lt;br /&gt;se você gemesse,&lt;br /&gt;se você tocasse,&lt;br /&gt;a valsa vienense,&lt;br /&gt;se você dormisse,&lt;br /&gt;se você consasse,&lt;br /&gt;se você morresse....&lt;br /&gt;Mas você não morre,&lt;br /&gt;você é duro, José!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho no escuro&lt;br /&gt;qual bicho-do-mato,&lt;br /&gt;sem teogonia,&lt;br /&gt;sem parede nua&lt;br /&gt;para se encostar,&lt;br /&gt;sem cavalo preto&lt;br /&gt;que fuja do galope,&lt;br /&gt;você marcha, José!&lt;br /&gt;José, para onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de Carlos Drummomd de Andrade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-362660103417232300?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/362660103417232300/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=362660103417232300' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/362660103417232300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/362660103417232300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/09/jos.html' title='José'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8439794963255329768</id><published>2007-08-27T07:15:00.000-07:00</published><updated>2007-08-27T07:16:53.786-07:00</updated><title type='text'>noite de sete noites</title><content type='html'>Noite de sete noites, onde estrelas&lt;br /&gt;não as havia mais que as nossas mãos:&lt;br /&gt;cegos de menos, víamos com elas&lt;br /&gt;nossa rota das ondas, frutos sãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cegos de menos, louca navegava&lt;br /&gt;a boca, ou duas bocas, para o sono&lt;br /&gt;do que se tinha, punha, queria, achava,&lt;br /&gt;perdido e mais perfeito em abandono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos dois e um de muitos braços&lt;br /&gt;lutando contra a luta, a respirar&lt;br /&gt;numa praia de fogos e cansaços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entre os gritos das aves e do mar,&lt;br /&gt;mansos de raiva, grandes mas escassos.&lt;br /&gt;Noite de sete noites, verbo dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pedro Tamen, 1934, Portugal&lt;br /&gt;in "Escrito de memória", Moraes Editores - 1973)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8439794963255329768?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8439794963255329768/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8439794963255329768' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8439794963255329768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8439794963255329768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/08/noite-de-sete-noites.html' title='noite de sete noites'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-7657565112932621608</id><published>2007-08-21T05:43:00.001-07:00</published><updated>2007-08-21T05:43:35.632-07:00</updated><title type='text'>O amor é uma companhia</title><content type='html'>O amor é uma companhia.&lt;br /&gt;Já não sei andar só pelos caminhos,&lt;br /&gt;Porque já não posso andar só.&lt;br /&gt;Um pensamento visível faz-me andar mais depressa&lt;br /&gt;E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.&lt;br /&gt;E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.&lt;br /&gt;Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.&lt;br /&gt;Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo eu sou qualquer força que me abandona.&lt;br /&gt;Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                    Alberto Caeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-7657565112932621608?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/7657565112932621608/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=7657565112932621608' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7657565112932621608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7657565112932621608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/08/o-amor-uma-companhia.html' title='O amor é uma companhia'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-280036760542846185</id><published>2007-08-21T04:44:00.000-07:00</published><updated>2007-08-21T04:46:11.690-07:00</updated><title type='text'>Se tanto me dói que as coisas passem</title><content type='html'>Se tanto me dói que as coisas passem&lt;br /&gt;Dói porque cada instante em mim foi vivo&lt;br /&gt;Na busca de um bem definitivo&lt;br /&gt;Em que as coisas de Amor se eternizassem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-280036760542846185?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/280036760542846185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=280036760542846185' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/280036760542846185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/280036760542846185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/08/se-tanto-me-di-que-as-coisas-passem.html' title='Se tanto me dói que as coisas passem'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6354409935126544523</id><published>2007-08-21T04:41:00.000-07:00</published><updated>2007-08-21T04:42:13.413-07:00</updated><title type='text'>Retrato de uma princesa desconhecida</title><content type='html'>Para que ela tivesse um pescoço tão fino&lt;br /&gt;Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule&lt;br /&gt; Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos&lt;br /&gt;      Para que a sua espinha fosse tão direita&lt;br /&gt;         E ela usasse a cabeça tão erguida&lt;br /&gt;    Com uma tão simples claridade sobre a testa&lt;br /&gt; Foram necessárias sucessivas gerações de escravos&lt;br /&gt;     De corpo dobrado e grossas mãos pacientes&lt;br /&gt;     Servindo sucessivas gerações de príncipes&lt;br /&gt;         Ainda um pouco toscos e grosseiros&lt;br /&gt;            Ávidos cruéis e fraudulentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Foi um imenso desperdiçar de gente&lt;br /&gt;        Para que ela fosse aquela perfeição&lt;br /&gt;           Solitária exilada sem destino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                             Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6354409935126544523?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6354409935126544523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6354409935126544523' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6354409935126544523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6354409935126544523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/08/retrato-de-uma-princesa-desconhecida.html' title='Retrato de uma princesa desconhecida'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-3642560836405607136</id><published>2007-07-10T12:09:00.000-07:00</published><updated>2007-07-10T12:17:33.466-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com JOSÉ VIEIRA MENDES</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RpPbQPIbUUI/AAAAAAAAAB8/2N-aime3cwg/s1600-h/06092006(012).jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RpPbQPIbUUI/AAAAAAAAAB8/2N-aime3cwg/s320/06092006(012).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085649476217688386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terça-feira, Novembro 01, 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista com JOSÉ VIEIRA MENDES, editor-chefe da PREMIERE&lt;br /&gt;A PREMIERE comemora este mês o seu 6º aniversário o que me levou, juntamente com o Miguel do blog Black Spot, a questionar o editor-chefe da revista sobre estes primeiros seis anos de vida - o passado, o presente e o futuro. Uma revista de referência para qualquer cinéfilo português, que tem a ambição de crescer ainda um pouco mais, e que faz da sua interacção com os leitores um dos seus maiores trunfos. De referir que a entrevista foi conduzida por e-mail, está aqui transcrita na íntegra e, sem mais demoras, tem a palavra José Vieira Mendes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No editorial do primeiro número da PREMIERE, apresentou-se aos leitores da seguinte forma: "Quando falei pela primeira vez ao telefone com um dos responsáveis internacionais da PREMIERE, senti uma certa emoção e uma enorme responsabilidade de editar em Portugal a mais prestigiada revista de cinema do Mundo.". Hoje, seis anos volvidos, ainda sente de forma tão intensa a responsabilidade sempre que se prepara a saída de mais um número?&lt;br /&gt;Evidentemente que sim! Responsabilidade... mas ao mesmo tempo um enorme orgulho de de ter conseguido ao longo destes seis anos um elevado nível de fidelidade dos leitores (isto é um circulação muito próxima dos 20.000 exemplares e uma audiência na ordem dos 114.000 o que equivale a cerca de 8 leitores por revista), para além de nos últimos cinquenta anos ser a revista de cinema que mais tempo se tem mantido no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o levou a decidir, com tanta determinação, dar início a este projecto?&lt;br /&gt;Bom. Coloco sempre uma enorme determinação em todos os projectos em que me envolvo, e até no meu dia a dia…é uma questão de feitio e defeito que às vezes me deixa muito pouco tempo para mim e para a família. Mas evidentemente que dirigir a PREMIERE foi e continua a ser uma das melhores coisas que me aconteceu na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considera a PREMIERE portuguesa ao nível das edições que tanto admirava como leitor, nomeadamente a edição francesa que lê há mais de metade da sua vida?&lt;br /&gt;Sem dúvida. Há obviamente muitos condicionalismo no mercado português que nos implica algumas limitações, como seja a nossa ‘pequenês’. Dou-lhe só um exemplo num junket de entrevistas internacionais é evidente que temos que lutar e regatear muito mais com os publicistas para ter acesso às estrelas e ao material em exclusivo. Mas lá vamos conseguindo... O facto de trabalharmos na rede PREMIERE, permite-nos aquela expressão que ‘quem não caça com gato, caça com rato’ e muitas vezes não hesitamos em utilizar o material do grupo de revistas de cinema mais prestegiado do mundo. Uma rede serve mesmo para isso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante estes seis anos, as suas expectativas iniciais foram cumpridas ou considera existir ainda muito trabalho a fazer até atingir aquilo a que se propôs?&lt;br /&gt;Há muito trabalho a fazer mas isso não depende só de mim nem da minha equipa. Era bom que esta maldita crise que teima em manter-se fosse ultrapassada para que as pessoas tivessem melhor qualidade de vida, lêssem mais revistas e crescesse o mercado publicitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considera difícil, com editor-chefe da revista e como crítico de cinema, ter de deixar por vezes de lado o lado cinéfilo e evocar o lado mais profissional enquanto prepara um artigo ou escreve uma crítica (por exemplo, como aconteceu com *A Guerra dos Mundos* em que teve de comentar a sua decepção com o filme)? Ou, por outro lado, acha que um crítico de cinema, por mais profissional que seja, é acima de tudo um cinéfilo e não pode ignorar o seu amor pelo cinema, mesmo quando escreve sobre ele?&lt;br /&gt;Bom vocês lêem-me mesmo!!!!Raramente escrevo críticas, tento como editor-chefe ser como que o ponto de equilíbrio na diversidade de opiniões que há na revista. No caso concreto de A Guerra dos Mundos, tentei por um lado dinamizar uma saudável polémica interna e creio que também dos espectadores em relação ao filme. Por outro lado funcionou um pouco o meu lado cinéfilo e de amor ao cinema e à obra toda do Steven Spielberg. Esta versão de ‘A Guerra dos Mundos’ decepcionou-me muito efectivamente, mas não fui o único...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual considera ter sido o melhor momento vivido por si enquanto editor-chefe da PREMIERE?&lt;br /&gt;Há muitos momentos…como aquela velha questão de qual é o melhor filme da minha vida...há muitos... mas direi que um grande momento (e de alívio também) foi quando vi o primeiro número da PREMIERE nas bancas. Nas entrevistas com as estrelas tenho passado grandes momentos e algumas decepções. Vou dizer quase uma heresia para muitos cinéfilos...quando conheci a Nicole Kidman numa entrevista foi um grande momento na minha profissão, mas confesso que apesar da simpatia dela não a achei tão bonita quanto ela é efectivamente nos ecrãns. O cinema tem uma magia muito especial que acaba também por influenciar a nossa percepção…das estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das características da PREMIERE é dar voz aos seus leitores e, juntamente com estes, questionar muitas das atitudes de algumas distribuidoras nacionais, seja pelas suas estratégias de distribuição ou tratamento dado às edições DVD – como aconteceu ainda na última edição da revista na secção "Os Dias de Criswell". Acha que a revista e os cinéfilos têm vindo a colher benefícios desta "colaboração"?&lt;br /&gt;A questão com as distribuidoras também me têm causado alguns dissabores. Estes têm por vezes se manifestado (e até pressionado) contra o facto de o Criswell dar voz aos leitores e às suas preocupações. Mas não vamos ceder… e acho que todos ganhamos com essa colaboração. Gostaria de dar mais voz aos leitores e às suas contribuições críticas, mas o espaço da revista não é elástico e a gestão editorial por vezes não é nada fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se costuma passar muito tempo ligado à Internet. Se sim, costuma ter contacto com os inúmeros blogs de cinema que proliferam por toda a rede? O que pensa tendência que praticamente revela cada cinéfilo como um crítico de cinema?&lt;br /&gt;Utilizo a Internet como elemento de consulta e não tenho muito tempo como podem compreender para consultar todos os blogs de cinema. Sinceramente não conheço o vosso. Acho a Internet uma coisa extraordinário que permite livremente cada um expressar a sua opinião como quiser e sobre o que quiser e inclusive sobre cinema. Uma coisa que eu e a minha geração não teve acesso. Por outro lado fico muitas vezes decepcionado e preocupado com algumas críticas que leio nalguns blogs e sites de cinema. Há muita gente a escrever as maiores barbaridades sem formação cinéfila e ética e que faz da net uma forma de deitar cá para for a os seus recalcamentos…e rancores…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual foi o filme, ou os filmes, que o tornaram num amante da sétima arte?&lt;br /&gt;Já disse em cima...são muitos... muitos filmes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PREMIERE surgiu em força no limiar de um novo século. Pessoalmente, enquanto cinéfilo, como acha que têm sido estes primeiros anos do século XXI?&lt;br /&gt;Se se referem ao cinema…acho que na generalidade não têm sido muito bom. A indústria de cinema americano tem vivido basicamente de remakes, adaptações de comics e séries de televisão de sucesso, biopics, etc. Há na generalidade e apesar da produção ser cada vez mais e os meios técnicos facilitarem a quantidade e os custos mais baixos, há cada vez menos bom cinema. Há uma profunda crise de ideias, de histórias e argumentos. Vale a pena, e eu felizmente tenho esse previlégio de nos festivais de ter um olhar sobre outras cinematografias como a oriental, a europeia e, mesmo muito filmes independentes americanos, que se foram devidamente divulgados e lançados podem ter o mesmo apelo comercial que os blockbusters...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em relação a 2005. Filmes favoritos? Maiores surpresas e decepções?&lt;br /&gt;2005 ainda não acabou e já vi filmes de 2005 que ainda não estrearam ou que não vão estrear este ano... para mim é sempre difícil escolher os melhores... guardo isso para a edição de fim de ano da PREMIERE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, qual seria a melhor prenda que a PREMIERE poderia receber por mais um aniversário?&lt;br /&gt;A manutenção da fidelidade dos leitores e um crescimento sustentado num maior interesse de outros potenciais leitores que até agora ainda não nos deram a devida atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, aqui está. Gostaria de deixar um agradecimento ao José Vieira Mendes pela colaboração e esperar poder repetir este tipo de coisa com alguma regularidade aqui no blog. Acho que esta foi uma excelente forma de começar. Agora, façam lá o favor de ir a correr comprar a PREMIERE de Novembro ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;posted by Paulo at 10:14&lt;br /&gt;9 Comments:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duarte said...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Muito bem Juanito. Não me tinhas dito nada que ias fazer uma coisa destas. Gostei!&lt;br /&gt;    11:43 AM   &lt;br /&gt;Tiago Teixeira said...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Parabéns aos dois pela iniciativa. É sempre bom lermos entrevistas a pessoas que admiramos, que trabalham em projectos com valor. E a PREMIERE é um desses casos. Não tenho os exemplares todos - tenho, salvo erro, 50 - mas é um dos actos de leitura mensal que não dispenso. Gosto da secção do Criswell, das críticas, dos DVD's e de alguns especiais. Abraços aos dois e já agora acho que o editor-chefe da PREMIERE não fazia nada mal em dedicar uma hora por semana a passar em revista os blogs de cinema de Portugal - e há muitas pessoas a escrever com gosto e talento! :D&lt;br /&gt;    12:36 PM   &lt;br /&gt;Paulo said...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eheheh, Duarte, a sugestão veio do Miguel e após aceitar colaborar com ele, decidi não dizer nada a ninguém até lerem aqui. Nem a menina Martins sabe ainda ;-) É desta que vou saber a regularidade com que visitam o meu blog ou não... Muahahah!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tiago, espero que também tenhas gostado, como o Duarte. Pessoalmente, acho que correu bem, especialmente pela simpatia do José Vieira Mendes em responder ao questionário sem problemas. Mas quanto à falta de tempo para ler blogs de cinema, sinceramente creio que com o seu trabalho deva ser mesmo muito complicado - preparar a revista, festivais de cinema, etc... deve ocupar mesmo muito tempo na sua agenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Abraço!&lt;br /&gt;    3:42 PM   &lt;br /&gt;MM said...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É verdade, Duarte, não soube de nada, o Juanito gosta de fazer estas surpresas, tem uma capacidade extraordinária para guardar segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Gostei muito :)&lt;br /&gt;    4:31 PM   &lt;br /&gt;Paulo said...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Isso da capacidade extraordinária para guardar segredos parece-me polémico. Mas pronto, desta vez passa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    E claro que gostaste, MM, porque fui eu que fiz :-P&lt;br /&gt;    5:45 PM   &lt;br /&gt;Coutinho77 said...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Muitos parabéns pela iniciativa e pela boa condução a nivel de formulação de questões.&lt;br /&gt;    Façam mais coisas destas que cá estamos para ler.&lt;br /&gt;    Abraço!&lt;br /&gt;    1:27 PM   &lt;br /&gt;Paulo said...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eheh, obrigado Coutinho. Assim que se fizerem mais iniciativas do género, elas aqui estarão para leitura de todos :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Abraço!&lt;br /&gt;    3:00 PM   &lt;br /&gt;Turat Bartoli said...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Parabéns, pá! Adorei imenso a iniciativa e folgo saber que não deverá ficar por aqui. Foi mesmo excelente esta situação:)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    PS: Prá próxima quero 1 entrevista com a Nicole Kidman. I mean it! :P&lt;br /&gt;    5:29 PM   &lt;br /&gt;Paulo said...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Epah, obrigado pelos elogios e por teres gostado tanto Turat. Pois é, a ideia é tentar repetir este tipo de iniciativas com alguma regularidade, e isso depende sempre da disponibilidade do entrevistado. E a Nicole está na lista, não te preocupes. :-P&lt;br /&gt;    7:28 PM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-3642560836405607136?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/3642560836405607136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=3642560836405607136' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3642560836405607136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/3642560836405607136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/07/entrevista-com-jos-vieira-mendes.html' title='Entrevista com JOSÉ VIEIRA MENDES'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RpPbQPIbUUI/AAAAAAAAAB8/2N-aime3cwg/s72-c/06092006(012).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-645384630932833974</id><published>2007-05-11T01:58:00.000-07:00</published><updated>2007-05-11T02:00:10.433-07:00</updated><title type='text'>CANNES 2007: OS SALTOS DA GLÓRIA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RkQwjxHyTNI/AAAAAAAAAB0/8zC1xBxZmzY/s1600-h/home_affiche_2007_2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RkQwjxHyTNI/AAAAAAAAAB0/8zC1xBxZmzY/s320/home_affiche_2007_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063225272110828754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais mítico dos festivais de cinema comemora os seus 60 anos entre 16 e 27 de Maio próximos, com o ‘glamour’, que nos habitou ao longo deste mais de meio século. Trata-se de uma grande festa para a indústria do cinema de todo o mundo e para todos os artistas que sonham pisar a passadeira vermelha do Palácio dos Festivais. Para os jornalistas é uma longa jornada de trabalho, de onze dias que começam muito cedo nas salas de cinema e só acaba às vezes a altas horas da madrugada. Mas quem corre por gosto não cansa…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por José Vieira Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Hollywood, Cannes! Para a indústria do cinema mundial há a fábrica dos sonhos do outro lado do Atlântico, e depois na Europa, Cannes! E é verdade, já que o Festival de Cannes -— só assim segundo a nova nomenclatura anunciada há dois anos, que se auto-referencia como o Festival dos Festivais- de Cinema do mundo -— funciona como uma grande montra para a abertura da nova temporada cinematográfica mundial. &lt;br /&gt;O encerramento da saison, digamos, fez-se com a Cerimónia dos Oscar, realizada em finais de Fevereiro, que consagrou os filmes do ano anterior. Agora há que olhar para a frente e no horizonte está já nos finais de Agosto a Mostra do Lido de Veneza! Mas Veneza é diferente! Para quem anda nisto há uns anos, sente-se agora como que uma quebra de motivação e uma pausa, já que o panorama das estreias e lançamentos de filmes entre a Cerimónia dos Oscar e o Festival de Cannes nem sempre é o mais aliciante, com as distribuidoras a ‘despejar as prateleiras’. Talvez por isso, e é o nosso caso, o anúncio da programação de Cannes torna-se sempre um grande momento de euforia e excitação. De facto, por diversas razões Cannes tornou-se um evento incontornável para o jornalistas especializados e para os cinéfilos. E também, obviamente, na melhor rampa de lançamento dos filmes do ano e do ‘cinema do mundo’, quer seja na Selecção Oficial, quer seja nas Secções Paralelas: a experimental Un Certain Regard, a vanguardista Quinzena dos Realizadores ou a reveladora Semana da Crítica. A presença massiva dos meios de comunicação social mundiais — daqui de Portugal, vamos anualmente cerca de 10 jornalistas fazer a cobertura integral do segundo maior evento em número de participantes da press, logo a seguir aos Jogos Olímpicos —,  a diversidade das propostas, a importância dos contactos e os negócios realizados, asseguram alguns factores determinantes para o desenvolvimento da indústria global de cinema: um reconhecimento artístico e a necessidade imprescindível de encontrar mercado para os filmes. &lt;br /&gt;Também não é por acaso que outro dos grandes eventos paralelos ao Festival é precisamente o Mercado do Filme, que disponibiliza aos compradores um enorme catálogo de películas, algumas delas ainda em projecto ou em pré-produção, e na sua maioria fora do certame. Em Cannes há, de facto, como que a combinação perfeita entre a arte e a indústria por um lado, e por outro entre a crítica especializada (alguma bastante snob mesmo), o glamour e a futilidade das estrelas que circulam para promover os seus filmes, entre os hotéis de luxo, as entrevistas de imprensa e a passadeira vermelha. A tudo isto há ainda a acrescentar um clima mediterrâneo privilegiado no mês de Maio, com noites abafadas, restaurantes e esplanadas caríssimas apinhadas, e mulheres de sonho, que se passeiam na Croisette com vestidos curtos e generosos decotes, à espera de ‘caçar’ um produtor milionário que as tire do anonimato. Para os jornalistas elas nem olham! As cores ddo cartão de acreditação pendurado ao peito são por si só um estigma a qualquer aventura ou sonho! Nos últimos anos, o fantasma do terrorismo e da pirataria dos filmes tem pesado um pouco no ambiente, acentuando muito as medidas de segurança, principalmente à porta das salas de cinema e dos hotéis de luxo, que obrigam muitas vezes aos jornalistas a longas filas de espera à torreira do sol e a chegar mais cedo às sessões, a primeira por sinal logo às 8h30 da manhã. Em termos de informação, Cannes também consegue abarcar tudo e todos, desde as exigências dos media mais cinéfilos à espera de grandes novidades, surpresas e apostas quanto à Palma de Ouro, até às necessidades imediatas da chamada ‘imprensa cor-de-rosa’, sempre ávida de boas histórias e romance entre os ‘imortais’. &lt;br /&gt;Naturalmente a cobertura do Festival pode ser feita de várias perspectivas, conforme o medium. Mas se para uns o evento é uma desgastante jornada, que é útil para um ano inteiro de trabalho e de decisões editoriais que consagra com o seu palmarés uma boa parte do chamado ‘olimpo cinematográfico’, acrescentando ainda algo à história do cinema dos últimos 60 anos, para outros são quase duas semanas de loucura festiva ou de veneração dos mitos cinematográficos, até nas entrevistas geralmente em grupos grandes e que mais parecem mini-conferências de imprensa. A escolha do programa por vezes é difícil e tentadora, entre assistir a cinco ou seis projecções por dia (legendadas em inglês ou faladas na língua original) se a cabeça e capacidade de concentração aguentarem ou ficar sentado na famosa esplanada do Hotel Carlton a ver passar as beldades, ou ir às festas quase diárias por onde passam, desde os guarda-costas espadaúdos às figuras mais decorativas do mundo do espectáculo. De facto, com o anoitecer começam as estreias de gala seguidas das festas. As produtoras que querem deslumbrar e aliciar os compradores e podem fazê-lo, organizam festas que nunca terminam antes da alvorada. Discotecas, iates, as praias privadas dos hotéis, as grandes ‘villas’ situadas na colina, acolhem os convidados altamente seleccionados em função dos interesses económicos ou promocionais. Às vezes, de facto não é dificil nem surpreendente tirar um fotografia ou mesmo meter conversa com uma estrela. Elas estão mesmo ali à mão de semear e normalmente numa festa estamos entre pares e famosos. O grande drama em Cannes é, sem dúvida, que durante estas quase duas semanas sem parar são-nos proporcionadas tantas alternativas e tentações que só de pensar nelas fica-se exausto e stressado, tornando a nossa escolha extremamente difícil. Nos últimos 60 anos do Festival de Cannes — na PREMIERE já o cobrimos há pelo menos oito — não há dúvidas, que o digam as nossa memórias, aconteceram coisas extrordinárias e passou por lá o melhor do cinema de todo o mundo, (estamos a falar de estrelas e filmes). E de facto, a cidade embora com um aspecto algo decadente, com excepção da famosa Croisette, e os seus arredores, como Montecarlo, Saint-Tropez ou Port des Antibes, simbolizam ainda para além da imagem do luxo absoluto e do savoir vivre da Riviera francesa, o grande sonho de todos os cinéfilos na Europa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-645384630932833974?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/645384630932833974/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=645384630932833974' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/645384630932833974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/645384630932833974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/05/cannes-2007-os-saltos-da-glria.html' title='CANNES 2007: OS SALTOS DA GLÓRIA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RkQwjxHyTNI/AAAAAAAAAB0/8zC1xBxZmzY/s72-c/home_affiche_2007_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8496038283896940328</id><published>2007-05-02T07:31:00.000-07:00</published><updated>2007-08-03T04:36:22.228-07:00</updated><title type='text'>TERRENCE MALICK: UMA LENDA VIVA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqRHyTII/AAAAAAAAABM/MGArofAb_Ac/s1600-h/Badlands_3.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqRHyTII/AAAAAAAAABM/MGArofAb_Ac/s320/Badlands_3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059971928873389186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqRHyTJI/AAAAAAAAABU/iXcz2WMX0Io/s1600-h/days970321.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqRHyTJI/AAAAAAAAABU/iXcz2WMX0Io/s320/days970321.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059971928873389202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqhHyTKI/AAAAAAAAABc/0Q8SMrZizLw/s1600-h/newworld.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqhHyTKI/AAAAAAAAABc/0Q8SMrZizLw/s320/newworld.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059971933168356514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqhHyTLI/AAAAAAAAABk/rp3x0gw9HPc/s1600-h/Thin+Red+LIne.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqhHyTLI/AAAAAAAAABk/rp3x0gw9HPc/s320/Thin+Red+LIne.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059971933168356530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqhHyTMI/AAAAAAAAABs/WhTE8eLMUqM/s1600-h/terrence-malick.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqhHyTMI/AAAAAAAAABs/WhTE8eLMUqM/s320/terrence-malick.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059971933168356546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome de Malick não é de forma nenhuma familiar, a não ser para os ‘cinéfilos pesados’, e para todos aqueles que fazem quase um culto a este realizador irreprenssível e controverso, que deixou já marcas na história do cinema. Vale pois a pena, fixar este nome: Terrence Malick! E de facto, não é por acaso que Terrence Malick é o único realizador da actualidade que João Bénard da Costa, não hesitou em programar dois filmes, um deles, O Novo Mundo (2006), — o outro A Barreira Invisível (1998) — que fecha, bem a propósito, o fabuloso ciclo Como O Cinema Era Belo. A fama de Malick, é de tal maneira indescrítivel, que as maiores estrelas de Hollywood, não deixam de filmar com ele, mesmo pequenos papéis e com um cachet muito abaixo do habitual. Por exemplo, George Clooney e John Travolta, que fizeram pequenas participações em A Barreira Invisível e Adrian Brody, que vê o seu personagem simplesmente ‘desaparecer’ na montagem final, confessam ter sido uma honra estar no casting do filme, que é para muitos o melhor filme ‘sobre a guerra’, de sempre. Para os actores mais consagrados, a sua participação, significa ter o prazer de trabalhar com este realizador sexagenário, que curiosamente só dirigiu quatro filmes em toda a sua carreira e que normalmente tem muitos problemas com os estúdios, pois demora muito mais que o tempo útil para acabar uma obra que nos deixa sempre ‘esmagados’ e a pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM ‘BICHO-DO-MATO’.&lt;br /&gt;Além disso, Malick, é mesmo, no verdadeiro sentido da palavra, ‘um bicho-do-mato’, já que se recusa a dar entrevistas, odeia estar à frente das câmaras, ser fotografado, e tem uma especial devoção pela natureza no seu explendor. Há pois, pormenores na sua carreira (e na vida privada) que o tornaram num mito, e um mistério mal resolvido no cinema contemporâneo norte-americano, e ainda bem já que os seus filmes não são para todos e normalmente não resultam muito nas tabelas de bilheteira oficiais. Quando o seu penúltimo filme, A Barreira Invisível obteve seis nomeações para os Oscar 1999, — inclusive a de Melhor Filme e Melhor Realizador — , Malick não esteve presente na cerimónia da Academia. No fundo, em ecrã apareceu uma velha fotografia de Malick, datada de 1978, quando o realizador dirigia Os Dias do Paraíso, — Prémio de Realização no Festival de Cannes — que tinha curiosamente três jovens protagonistas Richard Gere, Sam Shepard e Broke Adams, que cruzavam o amor nos campos de trigo do interior da América. Na altura da apresentação dos produtores candidatos a Melhor Filme, a situação foi ainda mais caricata, quando para identificar o realizador foi mostrada uma fotografia das habituais cadeiras de lona, onde nas costas tinha simplesmente escrito: Malick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA PERSONALIDADE MISTÉRIO&lt;br /&gt;Terrence Malick nasceu em Waco no Texas, estudou filosofia em Harvard, foi repórter das revistas Life, New Yorker, e Newsweek e professor de Filosofia no M.I.T., antes de se tornar cineasta e produtor independente. As suas influências parecem pois estar relacionadas com a filosofia, primeiro com Wittgenstein, com os pintores realistas Hopper e Wyth, os documentários de Flaherty e o expressionismo de Murnau. O seu primeiro filme Badlands-Noivos Sangrentos, (1973), foi uma das estreias mais promissoras da história do cinema. Trata-se de um road movie ambientado nos anos 50, contando a história de um jovem casal em fuga, após um crime. Tinha como protagonistas Kit (Martin Sheen) e Holly (Sissy Spacek), e o realizador parece fugir à tentativa corrente do cinema de dar uma explicação linear e uma condenação imediata para o comportamento violento dos jovens fugitivos, e a sua ausência de valores morais. O filme concentra-se mais na sua solidão e alienação num mundo de valores que parecem querer contrariar. Em A Barreira Invisível, o seu terceiro filme, rodado em 1998, tem o grande mérito de abordar um tema da II Guerra Mundial, a batalha de Guadalcanal e dos soldados norte-americanos que nela participaram, através de um relato pessoal de um deles, numa perspectiva bastante mais interessante, do que os habituais filmes do género. Utililizando a voz-off, uma das caracteristicas dos filmes de Malick, vai relatadando a sangrenta batalha, e as reflexões internas dos personagens, com uma interacção visual entre soldados, nativos e um impressionante cenário natural, valorizadas por uma extraordinária direcção de fotografia. Mais uma vez Malick afasta-se do relato históricamente fiel, para se centrar num conceito filosófico e em Heidegger, outro dos seus filósofos favoritos e que defende a ideia de uma realidade moldada através da luta e do conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM FILÓSOFO DA IMAGEM&lt;br /&gt;As personagens de A Barreira Invisível debatem-se com questões essenciais como ‘ de onde vem esta guerra? Donde vêm toda esta violência?’, não como uma justificação para os seus actos, mas antes por uma necessidade intríseca de todo o ser humano de se questionar, sobre algo e sobre a realidade. Com o mítico realizador estiveram mais uma vez um grupo actores de luxo, alguns deles fazendo quase de figurantes: Sean Penn, Nick Nolte, James Caviezel, John Cusack, Woody Harrelson, John C. Reilly, Ben Chaplin, entre outros.&lt;br /&gt;Se Stanley Kubrick se tornou uma lenda pelo seu rigor e minúcia na suas opções estéticas e linguagem, Malick é um génio no improviso, já que é capaz de escolher um local de rodagem, um cenário, mudar um argumento no momento ou mesmo eliminar personagens na montagem final — como aconteceu em A Barreira Invisível —, guiado por uma intuição e um instinto para além do normal, que parece mesmo agradar aos grandes actores, pouco dados a alterações de última hora. Uma visão idealista da natureza e o choque de civilizações é o tema base do seu último filme que fecha com chave de ouro o ciclo Como o Cinema Era Belo, embora os filmes de Malick continuem e continuarão a ser certamente alguns dos mais belos da história do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A NATUREZA NO SEU EXPLENDOR&lt;br /&gt;O Novo Mundo é um regresso ao tema que inspirou, Pocahontas (1995) o filme da Disney, que resume as aventuras dos primeiros colonos americanos e a sua relação com os indígenas, circunscrita à história de amor entre o capitão John Smith (Colin Farrel) e a jovem india (Qórianka Kilcher). O ‘filme operático’ foi rodado em formato 65 mm — não se utilizava desde Hamlet (1996), de Kenneth Branagh — o que significa que é uma obra com uma deslumbrante resolução nas imagens, planos-sequência espectaculares com uma iluminação natural e sem a utilização de luz artificial, demonstando mais uma vez uma apetência e uma devoção do realizador pela natureza vista como uma espécie de paraíso perdido que o homem incompreensivelmente vai alterarando a seu belo prazer e sem respeito pela sua essência. As figuras femininas dos seus filmes como que representam a pureza dessa natureza-mãe e por isso são sempre as mais castigadas por um final quase sempre trágico e demolidor. Apesar de toda a aparente improvisação, a linguagem cinematográfica e cada plano dos filmes de Malick representam quase um verdadeiro ensaio de filosofia das imagens. Resumindo, Terrence Malick é um realizador cujos os filmes podem ser caracterizados como constantes reavaliações da percepção corrente de conceitos cinematográficos como a imagem, o som, as personagens e a narrativa, suportados sempre por um olhar único onde a natureza desempenha um papel fundamental e crucial, iludindo qualquer tentativa de interpretação imediata, de uma obra visualmente e filosoficamente rica, que quase se assemelha ao 'espectáculo total'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vieira Mendes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-8496038283896940328?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/8496038283896940328/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=8496038283896940328' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8496038283896940328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/8496038283896940328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/05/terrence-malick-uma-lenda-viva.html' title='TERRENCE MALICK: UMA LENDA VIVA'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjihqRHyTII/AAAAAAAAABM/MGArofAb_Ac/s72-c/Badlands_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-7945069363772068309</id><published>2007-04-26T09:25:00.000-07:00</published><updated>2007-04-26T09:27:38.648-07:00</updated><title type='text'>GUIA PSIANALÍTICO DO CINEMA/SLAVO ZIZEK</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjDS8RHyTHI/AAAAAAAAABE/JaVMmWeMWGo/s1600-h/pervertsguide-zizek-birdshr-500.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjDS8RHyTHI/AAAAAAAAABE/JaVMmWeMWGo/s320/pervertsguide-zizek-birdshr-500.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057774314367110258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Será certamente o documentário sensação e uma marca a não esquecer  nesta edição do IndieLisboa 2007. Chama-se The Pervert's Guide to Cinema (de Sophie Fiennes, Grã- Bretanha / Aústria / Holanda, 2006), onde o ensaísta Slavoj Zizek (1949-…) constroi um guia pessoal pela história do cinema. Aplicando como base o pensamento lacaniano e freudiano, no inicio sobre os filmes de Alfred Hitchcock e David Lynch -— dos quais explica praticamente quase toda a obra  —  Zizek torna os dois cineastas  protagonistas de uma história que até parece comum e de proximidade: o cinema  como forma artística mais perversa de todas, isto é  não nos dá o que deseja-mos, mas diz-nos como desejá-lo. Distantes na história do cinema os dois cineastas tornam-se assim nos protagonistas principais de um percurso que aborda ainda as obras dalguma forma psicológicas como as de Andrey Tarkovsky, Charlie Chaplin, Ingmar Bergman, Michael Haneke, Francis Ford Coppola e os Irmão Marx, entre outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slavoj Zizek é um curioso filósofo, psicanalista, e investigador esloveno, nascido em 1949, que está efectivamente na moda, aliás como Humberto Eco, esteve na década de 80, pois é frequente encontrar também ensaios seus em jornais e revistas de referência. Actualmente Zizek vive entre Buenos Aires, Ljubjana e Nova Iorque, lecciona em universidades norte-americanas e europeias. É vivo, especulativo, provocador, sagaz, e está quase sempre em trânsito. É omnipresente nos grandes centros de discussão e move-se com grande facilidade tanto nos meios académicos, como mediáticos, apesar do seu inglês expressivo macarrónico e ‘sioso’. Se um grande atractivo da sua vida e dos seus livros, se baseia nas suas opiniões sobre os mais diversos temas da actualidade, pela sua descontração, capacidade de comunicação e o prazer de entrar nos momentos  de intimidade e quotidiano, em The Pervert's Guide to Cinema o conteúdo é complementado pelo valor das formas e das ideias que cruzam o cinema e a psicánalise. Por isso é um grande guia e um lição de cinema para todos. O documentário é realizado por Sophie Fiennes (irmã de Ralph e Joseph)  -— a música incidental está a cargo de Brian Eno —  dura quase três horas. Está estruturada em três partes: a primeira, está dedicada a Os Pássaros e a Vertigo- A Mulher Que Viveu Duas Vezes de Alfred Hitchcock, e é sobre a diferença entre a realidade e os desejos; a segunda, é sobre o libido e a terceira é sobre a eficiência das aparências, centrada pprincipalmente na obra de Tarkovsky e Bergman. The Pervert’s Guide to Cinema, prende-nos a atenção pela simplicidade das explicações, embora Slavoj não seja propriamente uma pessoa fácil de seguir no discurso, exactamente pela energia e gestualidade que pôe nos seus diálogos, mesmo apesar da clareza das suas ideias: a propósito de Mullholland Drive, de Lynch fala em frente da cortina vermelha e do microfone de época, onde “cantava” a gloriosa Rebekah del Rio; refere-se ainda O Vigilante, de Francis Ford Copolla e fá-lo no hotel do assassínio ou sobre O Exorcista, no mesmo quarto onde vomita Regan. Sobre Psico, de Hitchcock, vemo-lo sentado na cave da casa de Norman Bates explicando que cada um dos três niveis da casa representam as distintas partes do inconsciente freudiano (id, ego e super ego). E continua mostrando um fragmento de O Grandes Aldrabões, com os Irmãos Marx: é habitual encontrármos referências à psicoanálise corporizadas nas relacões entre pessoas. Por exemplo, os três irmão Marx: Groucho, Chico e Harpo. É claro que Groucho, é o mais popular, pela sua hiperactividade nervosa, é o super ego. Chico,  é sempre o tipo racional, egoista, calculista, e é o ego. E o mais estranho dos três, Harpo, o mudo, que não fala -— Freud dizia que os impulsos são silenciosos —  por isso é o id. O id em toda a sua ambiguidade radical. Principalmente, o que é estranho na personagem Harpo é que ele é infantilmente inocente, só persegue o prazer,  brinca com as crianças e às vezes  parece possuído por uma espécie de demónio primordial, pois torna-se agressivo.  É esta combinação única entre corrupção total e a inocência que representa o id. Há ainda uma cena marcante no documentário que está de alguma forma ainda relacionado com um dos seus livros: Bem-Vindo ao Deserto do Real e com o filme Matrix dos Irmãos Wachowski. Num excerto de Matrix, vê-se Morfeo a oferecer duas pílulas a um Neo atónito enquanto, o primeiro lhe explica o significado de cada uma. Sentado no mesmo cadeirão onde no excerto Neo mirava atónito - e, curiosamente, com o mesmo cenário em fundo – é Zizek que encara Morfeo dizendo-lhe e a nós, espectadores, o significado das duas pílulas: A escolha entre as duas pílulas, a azul e a vermelha não é realmente uma escolha entre a ilusão e a realidade. Partindo do princípio de que Matrix é uma máquina de ficcões, mas essas são ficcões que já estruturam a nossa realidade: se nos tiram a nossa realidade essas ficcões simbólicas que a regulam,  também perderemos a realidade em si mesma. No caso de existir uma terceira pastilha, então que significa essa terceira pílula. Definitivamente não é de todo um tipo de pílula trascendental que permite uma 'falsa experiência religiosa fast food', mas antes uma pastilha que permite perceber não a realidade por detrás da ilusão mas antes a realidade dentro da própria ilusão.&lt;br /&gt;O pensamento de Zizek , ultrapassa claramente a filosofia, a psicanálise, a sociologia e a política.  Foi curiosamente candidato à presidência da Eslovénia nas eleiçõe de 1990. É um homem de posições claras e não tolera os relativismos pós-modernos. O seu projecto teórico como diz no documentário, faz coincidir a pulsão de morte freudiana e o idealismo alemão. Como todos os grandes filosofos considera-se um discípulo, principalmente de Lacan e é um revitalizador da obra de Freud que não se resume apenas como ele proprio diz à sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista dos títulos (em inglês tirada do site) dos filmes abordados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possessed (1934)&lt;br /&gt;Clarence Brown&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Matrix (1999)&lt;br /&gt;Andy and Larry Wachowski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Birds (1963)&lt;br /&gt;Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psycho (1960)&lt;br /&gt;Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duck Soup(1933)&lt;br /&gt;Leo Mc Carey&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monkey Business(1931)&lt;br /&gt;Norman Z McCleod&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Exorcist(1973)&lt;br /&gt;William Friedkin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testament of Dr Mabuse(1933)&lt;br /&gt;Fritz Lang&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alien(1979)&lt;br /&gt;Ridley Scott&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Great Dictator(1940)&lt;br /&gt;Charles Chaplin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulholland Drive(2002)&lt;br /&gt;David Lynch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice in Wonderland(1951)&lt;br /&gt;Clyde Geronimi, Wilfred Jackson and Hamilton Luske&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Red Shoes(1948)&lt;br /&gt;Michael Powell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Strangelove(1963)&lt;br /&gt;Stanley Kubrick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fight Club(1999)&lt;br /&gt;David Fincher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dead of Night(1945)&lt;br /&gt;Alberto Cavalcanti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Conversation(1974)&lt;br /&gt;Francis Ford Coppola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blue Velvet(1986)&lt;br /&gt;David Lynch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vertigo(1958)&lt;br /&gt;Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psycho Theatrical Trailer(1960)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solaris(1972)&lt;br /&gt;Andrei Tarkovsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Piano Teacher(2001)&lt;br /&gt;Michael Haneke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wild at Heart(1990)&lt;br /&gt;David Lynch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lost Highway(1996)&lt;br /&gt;David Lynch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dune(1984)&lt;br /&gt;David Lynch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Persona(1966)&lt;br /&gt;Ingmar Bergman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eyes Wide Shut(1999)&lt;br /&gt;Stanley Kubrick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blue(1993)&lt;br /&gt;Krysztof Kieslowski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In the Cut(2003)&lt;br /&gt;Jane Campion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Wizard of Oz(1939)&lt;br /&gt;Victor Fleming&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frankenstein(1931)&lt;br /&gt;James Whale&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 Commandments(1956)&lt;br /&gt;Cecil B. DeMille&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dogville(2003)&lt;br /&gt;Lars Von Trier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alien Resurrection(1997)&lt;br /&gt;Jean-Pierre Jeunet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To Catch a Thief(1954)&lt;br /&gt;Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saboteur(1942)&lt;br /&gt;Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rear Window(1954)&lt;br /&gt;Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;North by Northwest(1959)&lt;br /&gt;Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stalker(1979)&lt;br /&gt;Andrei Tarkovsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kubanskie Kasaki(1949)&lt;br /&gt;Ivan Pyryev&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan the Terrible (Part Two)(1945)&lt;br /&gt;Sergei Eisenstein&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pluto's Judgment Day(1935)&lt;br /&gt;David Hand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;City Lights(1931)&lt;br /&gt;Charles Chaplin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista das obras de Slavoj Zizek, editadas em Portugal, pela Relágio de Água:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem-Vindo ao Deserto do Real&lt;br /&gt;- A Marioneta e o Anão – O Cristianismo entre Perversão e Subversão&lt;br /&gt;- A Subjectividade por Vir – Ensaios Críticos sobre a Voz Obscena&lt;br /&gt;- Elogio da Tolerância&lt;br /&gt;- As Metástases do Gozo – Seis Ensaios sobre a Mulher e a Causalidade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-7945069363772068309?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/7945069363772068309/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=7945069363772068309' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7945069363772068309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/7945069363772068309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/04/guia-psianaltico-do-cinemaslavo-zizek.html' title='GUIA PSIANALÍTICO DO CINEMA/SLAVO ZIZEK'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjDS8RHyTHI/AAAAAAAAABE/JaVMmWeMWGo/s72-c/pervertsguide-zizek-birdshr-500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-6741388934522093084</id><published>2007-04-26T09:23:00.000-07:00</published><updated>2007-04-26T09:24:56.384-07:00</updated><title type='text'>Robert Altman (1925-2006)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjDSRxHyTGI/AAAAAAAAAA8/j1ofwoxWIrI/s1600-h/images.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjDSRxHyTGI/AAAAAAAAAA8/j1ofwoxWIrI/s320/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057773584222669922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O rebelde perpétuo de Hollywood&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Oscar Honorário 2006 assentou-lhe que nem uma luva , isto porque nos último dois anos as nomeações têm sido marcadas por filmes polémicos, política e socialmente comprometidos, quase como que inspirados na sua obra. Foi um reconhecimento à carreira rebelde de um cineasta capaz de enfrentar os estúdios, desafiar os limites da narrativa convencional, ameaçar exilar-se se Bush Jr. fosse reeleito e, de passagem, criar um universo próprio e um olhar único e singular. Basta recordar dois dos filmes dos Oscar de 2006, Colisão ou Syriana, ou mesmo Babel deste ano para reparar que vão beber ao estilo das narrativas fragmentadas, do realizador de Kansas City.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu precisamente em Kansas City em 1925 no seio de uma família católica. Logo nos anos que seguem ao final da Segunda Guerra Mundial, iniciou-se no ofício da realização de filmes industriais, para uma produtora local. No início dos anos 60, converte-se num dos mais prolíficos realizadores de televisão, destacando-se entre um grupo de novos cineastas iniciados no pequeno ecrã, que será conhecido como a Geração da TV, onde encontramos nomes como Arthur Penn, Sidney Lumet (Oscar Honorário 2005), Sam Peckinpah e Sydney Pollack. Altman por sua vez desenvolveu o seu estilo particular também num grande número de séries, entre as quais se destacam Bonanza e Alfred Hitchcock Apresenta, ganhando a reputação (que o acompanharia durante toda a sua carreira) de realizador facilmente irritável, rebelde e incapaz de filmar uma história sem nela integrar um comentário ácido ao tema que trata. Pilotou um B-24 na Segunda Guerra Mundial e bombardeou as convenções industriais e estéticas da velha Hollywood. Os filmes de Robert Altman são um reflexo fiel da sua personalidade: irreverentes, iconoclastas, independentes até à medula, arrogantes, impulsivos, excessivos. Realizador com uma carreira cheia de desencontros com a indústria, em que convivem êxitos como M.A.S.H. (1970), ainda hoje o seu maior sucesso de bilheteira e ao qual acedeu depois de 14 realizadores recusarem o projecto, ou fracassos retumbantes como Popeye (1980). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Velho da Nova Hollywood&lt;br /&gt;Embora a sua idade o integrasse na Geração da TV, a atitude e posicionamento de Altman fazem dele um dos membros mais ilustres, e ao mesmo tempo mais modernistas, da fornada de jovens realizadores que, entre 1968 e 1975, quiseram reinventar Hollywood. Gente como Mike Nichols, William Friedkin, Francis Ford Coppola, Peter Bogdanovich e Martin Scorsese, puseram a indústria de mãos ao alto. Altman arrancou este período com M.A.S.H., a sua quarta longa-metragem e a sua primeira nomeação aos Oscar como realizador, em que se cristalizam todas as constantes do seu estilo: a multiplicação e fragmentação das linhas dramáticas, a confiança cega na improvisação, o encadeamento de diálogos e a saturação de personagens, esta última uma autêntica marca de autor de Altman, e pela qual foi inicialmente criticado.&lt;br /&gt;Não contente com reinventar os géneros industriais (o western em A Noite Fez-se para Amar, 1971 e o cinema negro com O Imenso Adeus, 1973), Altman partiu do seu estilo para criar um género próprio com Nashville (1975), o seu primeiro mosaico coral, com o qual fecha esta primeira fértil etapa e com o qual conquistou a segunda nomeação ao Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda juventude&lt;br /&gt;Do tudo ao nada, ou quase, Altman e a Nova Hollywood foram arrasados pela cultura do blockbuster, pelo cinema de multiplex e pipocas que surgiu após sucessos como Tubarão (1975) e Guerra das Estrelas (1977). O cineasta tentou integrar-se ao novo modelo com o seu filme mais estranho, Popeye, a sua excêntrica visão do que deveria ser um filme Disney. Porém, o seu monumental fracasso de bilheteira afastou-o da agenda dos estúdios durante a década de 80, anos em que continuou a trabalhar em longas-metragens muito mais pequenas e, claro, livres e independentes. Foi só em 1992 que a sua genialidade regressou em pleno com O Jogador, uma caústica sátira baseada no romance de Michael Tolkin sobre a indústria cinematográfica, uma oportunidade que Altman aproveita para satirizar os que o afastaram do negócio. Um negócio ao qual regressa, mas do qual se sente cada vez mais distante, já que, segundo ele, ir ao cinema assemelha-se agora a ir a um enorme parque de atracções. E isso é a morte do cinema. Mas, paradoxalmente, é durante estes anos, os 90, que a indústria reconhece as virtudes de Altman como cineasta. Mais três nomeações como realizador (além de O Jogador, ainda foi designado pelo majestoso Short Cuts – Os Americanos e pela pérola Gosford Park) em nove anos para um total de sete nomeações, duas como produtor, sem nenhuma estatueta como recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negócios pendentes&lt;br /&gt;Se há algo de que Altman não precisava era de recompensas. Por um lado porque ainda não se achava velho demais para lhe fazerem homenagens, já que continuava envolvido em polémicas. Em Berlim, o ano passado foi apresentado o seu último filme, A Prairie Home Companion recentemente estreado e lançado agora em DVD em Portugal. Trata-se de um olhar sobre a decadência dos famosos programas de rádio, realizados ao vivo e o mundo do espectáculo, com o qual teve de enfrentar as companhias de seguros que, pela sua idade e alguma incapacidade, o obrigaram a rodar no set (muito bem acompanhado, aliás por um dos seus seguidores), com um realizador de substituição, nada mais nada menos que Paul Thomas Anderson (Magnólia). Robert Altman, foi um cineasta rebelde e comprometido que fez luvas para uma indústria que vende sapatos ou mesmo que dizer que passou a vida a dar pérolas a porcos. Mesmo assim, é reconhecido como um dos cineastas norte-americanos mais importantes do último quarto do século XX.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37583328-6741388934522093084?l=mourinhocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/feeds/6741388934522093084/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37583328&amp;postID=6741388934522093084' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6741388934522093084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37583328/posts/default/6741388934522093084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mourinhocultural.blogspot.com/2007/04/robert-altman-1925-2006.html' title='Robert Altman (1925-2006)'/><author><name>José Vieira Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07018027170441477944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/SUWYWh56EbI/AAAAAAAAAQM/V2AS4WgB6bU/S220/JVMFOTO.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjDSRxHyTGI/AAAAAAAAAA8/j1ofwoxWIrI/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37583328.post-8704066824303071856</id><published>2007-04-26T09:13:00.000-07:00</published><updated>2007-04-26T09:17:25.307-07:00</updated><title type='text'>MODOS DE PRODUÇÃO E TENDÊNCIAS DO CINEMA CONTEMPORÂNEO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjDQfBHyTFI/AAAAAAAAAA0/ICQ0qAw-__E/s1600-h/WTC_nysky3.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_dVk7xG9SdVg/RjDQfBHyTFI/AAAAAAAAAA0/ICQ0qAw-__E/s320/WTC_nysky3.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057771612832681042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RESUMO:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ensaio pretende dar uma visão panorâmica do cinema contemporâneo centrado nos filmes estreados mais ou menos entre 2003 e 2006, filmes esse que reflectem uma certa tendência, ao nível da expressão e linguagem cinematográficas. O ponto de partida é efectivamente o cinema de  Hollywood quando  confrontado com as cinematografias independentes e do resto do mundo, abordando algumas diferenças e coincidências, entre elas. Por outro lado, referenciar o papel fundamental que  têm as novas tecnologias digitais nos modos de produção cinematográfica, no mercado globalizado e no futuro do cinema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DIVERSIDADE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a palavra-chave para definir a produção, distribuição e consumo do cinema contemporâneo. No entanto, trata-se de uma diversidade que se desenvolve em contextos diferenciados e a maioria  das vezes, de uma forma um tanto desigual.  Enquanto que os grandes majors nos EUA, privilegiam uma indústria poderosa, a projecção e o lançamento de filmes que garantam de imediato um sucesso de bilheteira logo no primeiro fim de semana, os produtores independentes e as cinematografias mais pequenas, desenvolvem grandes esforços ora para se auto-financiarem (com o apoio do Estado, como no cinema português) e praticamente têm que se limitar a uma distribuição alternativa, em salas estúdio, ou aos festivais internacionais. &lt;br /&gt;Curioso é também observar que as tradicionais tecnologias analógicas convivem cada vez mais com a producção de filmes produzidos em digital e em HD, aproximando cada vez mais, algo que parecia, há alguns anos ‘azeite e água’: o cinema e a televisão. Actualmente continua-se na maioria dos casos ainda a rodar filmes como se fazia no início do século passado. No entanto, o celulóide é utilizado é ainda utilizado com produto final dos filmes (geralmente no formato 35 mm) cuja  a produção e montagem foi inteiramente concebida num sistema digital. O computador tornou-se na extensão natural da imagem, do design de um set (cenário), de um fundo concebido com paisagens sobrepostas, e em sequências onde é cada vez mais difícil distinguir as sombras, as luzes, as cores e as figuras da realidade, das imagens concebidas virtualmente. Quer em  grandes produções, quer nas de orçamentos mais limitados, argumentistas, realizadores e principalmente os produtores, estão cada vez mais convencidos dos benefícios do digital, pois esta tecnologia permite potenciar aquilo que o cinema tem de melhor desde os finais do século XIX: mostrar o mundo de uma forma diferente daquela que a vemos.&lt;br /&gt;A criação de imagens e sons, e de inovação à custa do computador equiparou o cinema dalguma forma à literatura. O cinema foi capaz de superar as limitações espaço-temporais da realidade tornando-as perceptíveis concretizado-as em ambientes físicos, atmosferas psicológicas, e em figuras simbólicas. A imaginação criadora vinda directamente do ecrâ  permite criar signos cinematográficos  que não têm equivalentes com a nossa realidade:  Como dar nome aos sons que produzem um ambiente de  anti-gravidade, como nos filmes de ficção científica? Como referir-nos aos seres que já não estão fora deste planeta, mas antes fora já da nossa galáxia? O cinema não só desafiou a literatura, como também as ciências exactas, a física, a biologia e outras disciplinas cientificas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TEMÁTICAS DO CINEMA CONTEMPORÂNEO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema está também a alterar as consciências e os hábitos dos espectadores, tanto ao nível do prazer como do entretenimento, principlamente os filmes provenientes da ‘grande indústria’. Para o bem e para o mal cinema tem porporcionado nos últimos tempos maioritariamente uma matriz de uma Hollywood  tradicional, e até algo conservadora no plano ideológico e cultural.  Os ‘filmes americanos’ são os que mais se projectam na maioria das salas de todo o mundo em detretimento das cinematografias nacionais e de outras cinematografias como menos potencial em termos de indústria e promoção. Além disso impuseram quase um modelo esteriotipado de criação, onde argumento, história, oersonagens e, processo de rodagem são muito semelhantes. Também ao nível do consumo, são maioritariamente dirigidos a um publico muito heterogéneo e às massas. Ao ponto que o público tem dificuldade em assimilar ou ter curiosidade em ver um filme que não seja falado em inglês. As fórmulas da comédia ligeira, do filme de suspense muitas vezes com uma história previsível, do terror hilariante, da denúncia politicamente correcta, do melodrama piegas, e muito recentemente há falta de melhores ideias os remakes, são os principais eixos narrativos da maioria das tramas cinematográficas ‘americanas’. Tramas essas que são quase sempre acompanhadas de personagens estereotipadas, situações comuns ou banais, em detrimento dos géneros clássicos, das personagens e das situações complexas, que fizeram do cinema a verdadeira Sétima Arte. &lt;br /&gt;Não se trata de fazer aqui uma condenação desta forma de cinema, pois efectivamente o ‘cinema de entretenimento’ cumpre uma completa função social, ao qual está associada ainda um complexo sistema económico ao nível mundial, ligado á indústria do lazer. No entanto, é importante questionarmo-nos como nas últimas décadas se foram moldando os gostos populares insistindo na exibição  interminável de estereótipos visuais, sonoros e narrativos, (também com a ajuda da televisão) chegando à preocupante conclusão de que o nível cultural imposto é cada vez mais baixo e o espectador cada vez menos exigente. É um facto que o cinema de Hollywood é na maioria das vezes, excessivamente óbvio nas suas tramas e desenlaces narrativos, mas é também bastante paradoxal nos tratamentos sociais e políticos de alguns temas. Nos filmes de Steven Spielberg, por exemplo não podemos deixar de reconhecer certas críticas às relações familiares e ao avanços científicos (Inteligência Artificial, 2002), ou às grandes decisões políticas internacionais  (Munich,  2005), e inclusivamente, o mesmo questionamento dos impulsos de autodestruição da Humanidade (A Guerra dos Mundos, 2005), que dão ao realizador um estatuto de autor. Há que reconhecer ainda a utilidade social de determinados ‘filmes americanos’ recentes que puseram, na agenda dos  espectadores, temáticas relevantes para a contemporaneidade em favor da tolerância cultural (Babel) ou mesmo da defesa do meio ambiente (Uma Verdade Inconveniente). 2006 por exemplo, foi um ano particularmente rico em qualidade (embora escassa) no que diz respeito aos filmes estreados comercialmente e na generalidade os prémios do ano, os Oscar e os Globos de Ouro, reflectiram de certa forma esta tendência para a diversidade no tratamento de temas socialmente sensíveis e que poderemos observar nalguns exemplos a seguir: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TEMÁTICA GAY: Brokeback Moutain, de Ang Lee,  2005. A relação de amizade, secreta  e homossexual entre dois  cowboys. (A temática gay, marcada a outros filmes como Uma Família à Beira de Um Ataque de Nervos, Transamérica, Breakfast on Pluto, e um olhar para as descomplexadas séries de televisão como Sete Palmos de Terra ou Letra L);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMICS NO CINEMA: V de Venganza, de James McTeigue 2005. Um activista social mascarado emprega  estratégias terroristas para  derrubar um governo  autoritário (BD no cinema, ainda com Super Homem –O Regresso, X-Man 3, Sin City, 300)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADAPTAÇÕES DE BEST SELLERS: O Código Da Vinci, de Ron Howard, 2006. O questionamento da  fundação da cristiandade  segundo o papel de Maria  Madalena como amante  de Jesus. (best sellers no cinema Memórias de uma Gueixa, O Perfume-História de um Assassino, A Dália Negra, Eragon, Os Filhos do Homem, Orgulho e Preconceito e próprio Casino Royal de Ian Fleming);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VIOLÊNCIA E O HERÓI MORAL: Uma História de Violência, de David Cronenberg, 2005. O paradoxo social de um heroi moral. (a violência lactente nas sociedades contemporãneas, marcado também por The Departed-Entre Inimigos, de Martin Scorsese, curiosamente um remake de uma trilogia de Hong Kong, intitulada Infiltrados(Infernal Affairs I, II e III);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RACISMO E INTOLERÂNCIA: Crash, de Paul Haggis. 2005. A problemática do racismo da intolerância nos EUA mostrada a partir de um acidente automobilístico (a mesma temática contada em outras narrativas cruzadas como em Babel, Os Três Enterros de um Homem). Num ano em que curiosamente morreu Robert Altman, o percursor deste tipo de cinema das problemáticas sociais e das narrativas cruzadas e que sempre teve uma enorme dificuldade em se adaptar ao studio system. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS ‘LIBERAIS’ DE HOLLYWOOD: Boa Noite, e Boa Sorte, de George Clooney, 2006. Um filme dirigido pelo grande símbolo liberal (e sexual) da América, e que homenageia todos os que enfretaram a tirania dos poderes de Washighton e do imperalismo americano em temas também que criticam a situação política mundial: Munique, A Caminho de Guantanámo, Máquina Zero;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIOPICS: A Rainha, Stephen Frears, 2006, os dias criticos da familia real a seguir à morte da Princesa Diana (um ano de biopics Capote e Infame sobre  Truman Capote, Corrigindo Bethoven, Um Passeio Pela História sobre Miterrand);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 11 DE SETEMBRO: World Trade Center, de Oliver Stone e Voo 93, de Paul Grengrass, o 11-S, chegam finalmente ao cinema depois dos segmentos das curtas, intitulado, 11.9.04&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FILMES ORIENTAIS: O cinema oriental, desde os filmes de artes marcias, estética e visualmente muito belos e poéticos aos mais violentos, aos autores coreanos (Kim Ki Duk, Park Chown Hook), chineses (Tsai Ming-Liang, Jia Zhang-ke, Johnnie To), tailandeses (Apitchapong Weerasethakul), japoneses (Miike Takashi, Takeshi Kitano) ou os iranianos (Samira Makhmalbaf ou Mohsen Makhmalbaf, Jafar Panahi, Abbas Kiarostami, Bahman Ghobadi)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS DOCUMENTÁRIOS NO MAINSTREAM: Os documentários como Uma Verdade Inconveniente a Lisboetas (quase 16.000 espectadores) de Sérgio Trefaut que foi um dos filme português mais visto do ano a seguir a Coisa Ruim, de Tiago Guedes e Frederico Serra e sem contar claro com Conversa da Treta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;INDEPENDÊNCIA E INOVAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que modelos se opôem então ao cinema de Hollywood, em termos da produção e o consumo dos chamados filmes independentes ou de algumas tendências cinematográficas nacionais, nomeadamente as europeias? Digamos que estes modelos se confrontam mais ao nível ideológico do que estilístico ou cinematográfico, pois após os movimentos político-artísticos dos anos 60, há que reconhecer mesmo na Europa, também um certo esgotamento expressivo do ‘cinema de autor’ e ‘independente’   tanto ao nível das histórias, como das suas linguagens, embora houvesse fortes tentativas de radicalização como a movimento Dogma 95 (Lars Von Trier, Thomas Vintenberg, Kristian Levring e Soren Kragh-Jacobssen). Apesar do grande impulso do Instituto de Sundance e do seu Festival, dirigido por Robert Redford ao nível da cinematografia norte-americana, o adjectivo novo ou independente em nossos dias não assenta muito no respeito pelos principios de uma determinada concepção da Séptima Arte, tirando raríssimas excepções (talvez num extremo David Lynch, como a maior e a mais conhecida), mas antes numa tendência ideológica que aposta num cinema libertador das consciências e dos ‘maus-estares do mundo’, talvez mais do que na perspectiva artística. Isto, porque certos cineastas que defendem um certo activismo político, a verdadeira arte do cinema é aquela que assenta na representação no social. Realizadores americanos como Spike Lee em A Última Hora, Ela Odeia-me, Infiltrado ou mesmo Steven Soderbergh em Bubble — um cineasta que oscila entre o experimental e o comercial com Ocean’s 11, 12, 13) fazem um cinema comprometido com o realismo social sendo que as suas pricipais fontes de inspiração sejam as injustiças políticas, a discriminação racial, factos históricos ou políticos ou mesmo fait divers sobre as condições humanas e a problemática cultural. Se alguma coisa Hollywood aprendeu das formas de produção independente é o de retomar de também certas temáticas e estilos de outras épocas e países, eliminando aquilo que pode ser aborrecido ou excessivo para a maioria dos espectadores. Por isso, teve que modificar os finais de alguns filmes, censurar sequências, ou mesmo recusar propostas abertamente ambíguas ou chocantes. Hollywood, neste momento não só promove as suas belas actrizes e actores, como aposta forte em outros protagonistas para realizar e cumprir com as expectativas de bilheteira. Há uma profunda alteração do estatuto de autor, aproveitando a fama dos realizadores, colocando-os ao nível dos autores europeus dos anos cinquenta e sessenta (Quentin Tarantino, Clint Eastwood, Steven Spielberg, Jim Jarmuch, ou Martin Scorcese). O escândalo, a polémica são também algumas das mais efectivas estratégias para atrair o público às salas de cinema (A Paixão de Cristo de Mel Gibson, ou mesmo Brokeback Moutain). Quando certos grupos mais conservadores ou empresas tentam que um filme não seja lançado nas salas, acontece o efeito contrário com o agrado discreto das companhias produtoras e exibidoras de cinema. Foi precisamente o caso de A Paixão de Cristo, que fez scores de bilheteira verdadeiramente extraordinários o caso mais marcante desta tendência da indústria. Mesmo assim temos que admitir que há algo de novo no cinema contemporâneo mundial, quanto mais não seja ao nível dos modos de produção em que se integra obviamente a era do digital.  Em resumo, pode dizer-se que se ‘novo’ é um termo que deveria descrever as recentes tendências, temas e  linguagem, a grande novidade no cinema contemporâneo consiste  precisamente em que não há efectivamente muitas novidades, mas antes muita diversidade e singularidade. Mas estes são os sinais dos tempos ao nível de todas as artes do espectáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;MODOS DE PRODUÇÃO &lt;br /&gt;E INDÚSTRIA DO ENTRETENIMENTO  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o aparecimento das tecnologias de reprodução caseira, o cinema ampliou os seus espaços de consumo cultural. O cinema visto nas salas de cinema é mais uma opção entre outras. Talvez continue a ser indiscutivelmente a melhor opção e a que melhor propicia um verdadeiro local para ver e ouvir filmes: o tamanho do ecrã, a imersão do som, o privilégio que guarda a centralidade da visão e o facto de assistir-mos numa sala com mais pessoas, traduzido um ritual social  de convivência e entretenimiento, sobretudo, entre os mais jovens, que são os maiores consumidores de cinema nas salas.  Este  ritual transformou-se numa práctica cultural de entretenimiento em outra que engloba um processo  económico 
