ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, DE TIM BURTON

SENDO UM FILME REALIZADO POR TIM BURTON NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA! BURTON CONSEGUIU TRANSFORMAR O MUNDO ONÍRICO DO CLÁSSICO DE LEWIS CARROL NUM DOS SEUS HABITUAIS PESADELOS E FANATSIAS. FEZ ALGUMAS CONCESSÕES JÁ QUE SE TRATA DE UM FILME PRODUZIDO PELA DISNEY E SUAVIZOU UM POUCO AS SUAS GÓTICAS OBSESSÕES NUM FILME PARA TODA A FAMÍLIA. MAS ISTO ATÉ NO BOM SENTIDO PORQUE VAI CONSEGUIR AGRADAR A TODOS E NÃO APENAS AOS ADMIRADORES DO UNIVERSO BURTON QUE NÃO É ACESSÍVEL E ENTENDIDO POR TODA A GENTE! E FÊ-LO PENSANDO NA HISTÓRICA E NA MAIS CONHECIDA VERSÃO EM ANIMAÇÃO DA DISNEY ESTREADA NA DÉCADA DE 50. MAS MESMO ASSIM NÃO É UM FILME DOCE E ACONCHEGANTE COMO OS DAS DISNEY. ESTÁ LÁ NA MESMA O MUNDO SUBTERRÂNEO DE BURTON, POVOADO POR CRIATURAS AMEAÇADORAS E QUE MUDAM DE FORMA, ALIÁS COMO IGUALMENTE NO CLÁSSICO DE CARROL QUE É NA PRÁTICA UM CURIOSO ENSAIO SOBRE A ESCOLHA E A IDENTIDADE. HÁ AINDA UMA QUALIDADE ALUCINATÓRIA NA NARRATIVA, MARCADA POR UMA BANDA SONORA SOMBRIA E DRAMÁTICA, DO SEU HABITUAL COLABORADOR DANNY ELFMAN. O ARGUMENTO ESCRITO EM PARCERIA COM LINDA WOOLVERTON FOGE UM POUCO À VERSÃO ORIGINAL, FAZENDO NA VERDADE UMA CONTINUAÇÃO DE ‘ALICE NO PAÍS NAS MARAVILHAS’. ALICE NÃO É UMA CRIANÇA MAS ANTES UMA JOVEM ARISTOCRATA CASADOIRA COM 19 ANOS. EXPLORANDO ASSIM AINDA MAIS A IDEIA DE UMA VIDA INTERIOR DA PERSONAGEM E NÃO APENAS O DO SONHO DE UMA CRIANÇA CHAMADA ALICE. O FILME É A COMBINAÇÃO DAS DUAS HISTÓRIAS: ‘ALICE NO PAIS DAS MARAVILHAS’ E ‘ALICE DO OUTRO LADO DO ESPELHO’. RODADO COM CÂMARAS CONVENCIONAIS, COMBINANDO A IMAGEM REAL COM A ANIMAÇÃO DIGITAL, MOVING CAPTURE E DEPOIS CONVERTIDO EM 3D, O FILME DECEPCIONA UM POUCO EM RELAÇÃO AOS EFEITOS VISUAIS ESTEREOSCÓPICOS. NÃO É COMO ‘AVATAR’ E NUNCA ALCANÇA A EXPERIÊNCIA QUASE IMERSIVA DO FILME DE JAMES CAMERON. ENQUANTO A PRIMEIRA PARTE DO FILME É UM POUCO LENTA A SEGUNDA DA BATALHA E DA LUTA DE ALICE CONTRA O MONSTRO É EXCITANTE E VISUALMENTE ATRAENTE. QUANTO AOS PERSONAGENS PRINCIPAIS JOHN DEPP NO CHAPELEIRO LOUCO É BRILHANTE. É A SÉTIMA VEZ QUE TRABALHA COM TIM BURTON. É QUASE UMA ESPÉCIE DE ALTER-EGO DO REALIZADOR E NESTE FILME TEVE AINDA UM PAPEL MUITO ACTIVO NA COMPOSIÇÃO PLÁSTICA DA FIGURA DO CHAPELEIRO LOUCO. DESENHOU-A EM AGUARELAS E CURIOSAMENTE ACABOU POR COINCIDIR COM AS IDEIAS DE BURTON EM RELAÇÃO À PERSONAGEM. EM ALICE ESTÁ A JOVEM AUSTRALIANA MIA WASIKOWSKA QUE VAI DAR QUE FALAR POIS É A FIGURA TAMBÉM DE ‘THE KIDS ARE ALL RIGHT’ DE LISA CHOLODENKO MOSTRADO NA BERLINALE, UM FILME SOBRE AS NOVAS FAMÍLIAS. E ALÉM DESTES DOIS HÁ AINDA UM LEQUE DE ACTORES FABULOSOS: HELENA BONHAM CARTER, A MULHER DO REALIZADOR, NA RAINHA DE COPAS, ANNA HATHAWAY NA RAINHA BRANCA, ENTRE OUTROS, E AS INCONFUNDÍVEIS VOZES DE MICHAEL SHEEN NO COELHO E ALAN RICKMAN NA LAGARTA. POR ÚLTIMO JÁ AQUI FIZ UMA REFERÊNCIA PARA A BANDA SONORA DE DANNY ELFMAN E QUE É IGUALMENTE UMA GRANDE APOSTA COMERCIAL. VAI TER DOIS ÁLBUNS: UM QUE SE REFERE À MÚSICA DO FILME E OUTRO CHAMADO ‘ALMOST ALICE’, UM ÁLBUM DE 16 TEMAS, QUE SE JUNTAM AO DO GENÉRICO FINAL ESCRITO E INTERPRETADO POR AVRIL LEVINE, CANÇÕES INSPIRADAS NAS HISTÓRIAS DE ALICE, INTERPRETADAS POR ARTISTAS COMO ROBERT SMITH DOS THE CURE, FRANZ FERDINAND, SHINEDOWN, ALL AMERICAN REJECTS, ENTRE OUTROS.
1 Comments:
Fui ver o filme ontem e gostei muito.
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